Henrique Niemayer

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Henrique Niemayer

#61636 | S.João de Rei | 31 Mar 2004 18:00

Henrique Niemayer, foi Tenente Coronel do Real Corpo de Engenharia, debaixo das ordens do Marechal de Campo Gomes Freire de Andrade.
Participou com distinção na execução da Cartografia Militar do Minho, Beira e Trás os Montes – 1801.
Será o famoso Arquitecto Óscar Niemayer, Brasileiro, conhecido principalmente por ser um dos idealizadores de Brasília, seu descendente ?


José de Azevedo Coutinho

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RE: Henrique Niemayer

#61654 | camac41 | 31 Mar 2004 21:55 | Em resposta a: #61636

Caro José de Azevedo Coutinho

"Transcrevo a parte em que se faz referência aos Niemeyer. extraido da obra do Genealogista
FERNANDO DE CASTRO DA SILVA CANEDO
"FAMÍLIAS CANEDO
E TEIXEIRA GUIMARÃES
DA VILA DA FEIRA"


"TÍTULO II

TEIXEIRA GUIMARÃES

João José Teixeira Guimarães, filho de António Teixeira Alves, da freguesia de S.ta Maria de Borba da Montanha, concelho de Celorico de Basto, e de sua mulher D. Maria Marinho, que dali veio para a Vila da Feira, foi o tronco de onde provieram os Teixeiras Guimarães desta vila. Com ele vieram sua irmã D. Joana Emília Teixeira e sua sobrinha D. Francisca Amália Teixeira. A primeira casou com José da Silva Canedo, como ficou dito no Título I, e sua sobrinha, que nasceu em Guimarães a 4-6-1799, tendo falecido em Lisboa na freguesia do Coração de Jesus a 24-3-1883, casou na Vila da Feira com o major de engenharia do exército legitimista Carlos Henrique de Niemeyer, filho de Conrado Henrique de Niemeyer, coronel de engenharia, que veio para Portugal contratado pelo Marquês de Pombal, juntamente com outros oficiais para reorganizar o exército português. Deste casamento nasceu único, em Lisboa, Joaquim Carlos Teixeira de Niemeyer que, tendo ido para o Rio de Janeiro,. aí casou criando numerosa família, que tem ocupado no Brasil altas posições sociais e oficiais."
é muito possivel que seja descendente.
Se me mandar o seu email para camacarrobanetcabopontopt terei muit gosto em lhe enviar cópia da referida obra

Com os melhores cumprimentos

Carlos Leal Machado

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RE: Henrique Niemayer

#61665 | nrleite | 31 Mar 2004 23:51 | Em resposta a: #61654

Caros José de Azevedo Coutinho e Carlos Leal Machado,

Já enviei há uns tempos para o "genea" o ficheiro "gedcom" com a ligação do Arqº Óscar Niemeyer Soares Filho ao seu tetravô, o Coronel Engenheiro Conrad Heinrich Niemeyer, Sepultado no Convento de S. Domingos.

Aqui vai um resumo:

1. Conrad Heinrich von Niemeyer * Hanover 4.5.1761 + Lisboa 13.2.1806 cc Francisca Angélica Agostinha Dantas Correia. Tiveram, entre outros:

2. Konrad Jacob de Niemeyer * Lisboa 28.10.1788 + 14.2.1862 cc Teresa Xavier de Mendonça. Tiveram:

3. Ana Vitorina Mendonça de Niemeyer * Fortaleza 12.3.1826 + 3.7.1904 cc o seu primo Joaquim Carlos de Niemeyer (filho de Carlos Conrado Niemeyer e Francisca Amália Teixeira referidos na mensagem). Tiveram:

4. Francisca Amélia de Niemeyer * c. 1846 casou a 31.1.1864 no Rio de Janeiro com Nicolau Henrique Soares * c. 1839. Tiveram:

5. Óscar Niemeyer Soares cc N. Ribeiro de Almeida

6. Arquitecto Óscar Niemeyer Soares Filho * Rio de Janeiro, 15.12.1907 cc Annita Baldo

É curioso referir o estudo de cartografia feito em Portugal pelo Coronel Niemeyer. Entre os seus descendentes brasileiros encontram-se o Marechal de Campo Pedro de Alcântara de Niemeyer Bellegarde e Conrado Jacob de Niemeyer, autores da histórica "Carta chorographica da Província do Rio de Janeiro, 1858-1861".

A passagem por Lisboa da família Niemeyer, assim como de parte das famílias Giffenig, Bellegarde e Praetorius foi pouco prolongada. Chegados a Portugal com o Conde de Lippe, fizeram carreiras militares mais ou menos notáveis e estabeleceram alianças com a família Dantas Correia, da Fábrica da Pólvora de Alcântara (e depois também de Barcarena). Grande parte da descendência está hoje no Brasil, mas tenho tentado identificar os ramos que ficaram Portugal.

Agradeço, por isso, todas as informações que me possam dar.

Muitos cumprimentos do

Nuno Rocha Leite

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RE: Henrique Niemayer

#61673 | aeiou2 | 01 Abr 2004 03:25 | Em resposta a: #61665

Caro Nuno Rocha Leite,
Há tempos atrás ,um frequentador deste fórum,aquem peço desculpa mas que de mommento não me lembro do nome,deu-me um GEDCOM dos Niemayer,pois um dos meus tios bisavós Oom,oficial de Artilharia,casou com uma Senhora Giffenig e que são primos dos Niemayer através dos Dantas Correia.Terei muito gosto em tirar qualquer dúvida ou dar-lhe dados.Também já aproveitei,hoje de alguma coisa para acrescentar ao meu longo PAF.
O meu contacto é mjoomarrobanetcabo.pt
Comosmelhores cumprimentos
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#61679 | JBdeS | 01 Abr 2004 09:36 | Em resposta a: #61636

Caro João de Azevedo Coutinho,

Tenho um parentes Zuzarte da Silva, cuja Avó é Louise Niemayer de Bellegarde. Embora ainda incompleta a página deles vêm no Genea.
Espero que possa ajudar em alguma coisa.

Cumprimentos
José Berquó de Seabra

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RE: Henrique Niemayer

#61681 | nrleite | 01 Abr 2004 09:58 | Em resposta a: #61673

Maria,
Fui eu quem lhe enviou o ficheiro, baseado, de resto, nalguns dados que a Maria tinha enviado para os Mormons. O ficheiro tem vindo a crescer, principalmente o ramo Niemeyer que é muito conhecido no Brasil. Nos Giffenig e Bellegarde tem sido mais difícil.
Muitos cumprimentos do
Nuno Rocha Leite

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RE: Henrique Niemayer

#61684 | camac41 | 01 Abr 2004 12:14 | Em resposta a: #61665

Caro Nuno Rocha Leite

Não disponho mais informações além das que transmiti.

Melhores cumprimentos

Carlos Leal Machado

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RE: Henrique Niemayer

#61704 | aeiou2 | 01 Abr 2004 16:28 | Em resposta a: #61681

Caro amigo,
Agora já sei que foi você que fez o favor de enviar o PAF,pois está em papel,o seu nome como o de outros.Mas jáagira aparece um filho adoptado que é precisamenete o ascendente do Arquitecto.Isto julgo que aconteceu por ter havido dois casamentos e não saiu bem introduzido no programa,assim o João Carlos de Niemeyer,n.16.7.1852 aparece adoptado ,no meio de outros filhos,por Konrado Jacob de Niemeyer e Maria Luísa Menna Barreto e também de Joaquim Carlos Teixeira e Ana V.Mendonça de Niemeyer,assim nunca completei o ramo do meu Tio Guilherme Oom.Pode deslindar o embróglio sff.
De qualquer modo fico sempre muito contente de ouvir falar nestes parentes,e peço desculpa pela minha franqueza de dizer que não me lembrava do seu nome,
Comos melhores cumprimentos
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#61828 | S.João de Rei | 03 Abr 2004 09:19 | Em resposta a: #61636

Caros Confrades

Não sei se existe alguma obra “relativamente actual” com o levantamento dos oficiais (consultores) que acompanharam o conde de Lippe na criação da sua empresa em Portugal e a sua descendência, pelo menos com os troncos principais. Interesso-me especialmente, pelo facto de dois dos meus filhos, serem descendentes de um desses oficiais, Francisco Bernardo de Chaby. Ele e seus descendentes com carreiras militares notáveis.

Cumprimentos do,

José de Azevedo Coutinho

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RE: Henrique Niemayer

#61836 | aeiou2 | 03 Abr 2004 14:12 | Em resposta a: #61828

Ex.mo Senhor,
Se escrever Chaby no motor de pesquisa do sapo,encontrará nos nº4 e 5 notas que decerto lhe interessarão.
Com os melhores cumprimentos
Maria

PS Qual é o nome do Conde de Lieppe?

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RE: Henrique Niemayer

#61842 | mjfreire | 03 Abr 2004 19:11 | Em resposta a: #61836

Caro aeiou2
O nome completo do Conde de Lippe é Guilherme Schaumburg Lippe Bueckeburg, nascido em londres. Em 1746 partiu para Inglaterra.

Maria José Freire

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RE: Henrique Niemayer

#61843 | mjfreire | 03 Abr 2004 19:24 | Em resposta a: #61679

A quem interessar

A respeito da descendência de Luís Máximo Jorge de Bellegarde, lente da Academia Real de Marinha, casado com Margarida Isabel Niemeyer e cuja filha Luísa Niemeyer de Bellegrade casada com João Manuel Zuzarte da Silva, descende (neta) Beatriz Seixas Bellegarde da Silva nascida em 1822 e casada com o Comandante João Bello que foi Ministro das Colónias e com descendência

Maria José Costa Freire

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RE: Henrique Niemayer

#61844 | aeiou2 | 03 Abr 2004 20:03 | Em resposta a: #61842

Muito obrigada
Maria Oom Oliveira Martins

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RE: Henrique Niemayer

#61848 | magalp | 03 Abr 2004 21:01 | Em resposta a: #61844

Caríssima Maria

Há muito que me interesso por este personagem, o Graf W. von Schaumburg-Lippe, Major General no EP (então Comandante supremo), com extraordinária obra feita entre nós que perdura até à actualidade. Entre muitas outras, o célebre Forte da Graça, em Elvas que conservou o seu nome durante muito tempo. Bem como a remodelação da grande maioria de fortes e fortins fronteiriços de terra e mar. Criou também o primeiro documento regulador da disciplina militar, o conhecido RDM que então dizia que os sargentos deviam saber ler e escrever, pois os Senhores Oficiais podiam não estar habilitados para tal…
Foi de facto a melhor "aquisição" que o Marquês de Pombal fez para a então muito necessária reestruturação do nosso Exército, convidando este Príncipe palatino, creio bem que filho do Príncipe soberano de Schaumburg, aqui – http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=4757 – nascido em Londres a 24.1.1724, segundo Esteves Pereira (“Portugal”, Vol. VI, pág. 764/765).
Aqui também se lê que Dom José o elevou entre nós à qualidade de “Príncipe de Sangue, com o tratamento de Alteza”, curiosa notícia essa pois Wilhelm ou Guilherme von Schaumburg-Lippe, já o era por nascimento…
Li não sei já onde uma bela notícia biográfica de WS-L mais completa ainda do que a citada, onde historiava as suas nobilíssimas origens de forma muito semelhante à apresentada no Genea, pelo que estes devem conhecer a dita.

Creio ter hoje mesmo restaurado ou refeito os muitos “proxy errors” que recebia no sistema, inibindo-me de contactos neste Fórum – o que até nem foi muito desagradável durante algum tempo!

Com saudades suas,
Manuel Maria

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RE: Henrique Niemayer

#61852 | JBdeS | 03 Abr 2004 21:54 | Em resposta a: #61843

Maria José Costa Freire,

Se sabe a descendência de Beatriz de Bellegarde da Silva, que eu já coloquei no Genea, agradecia que ma facultasse. Sei da ligação com os Tamagnini e pouco mais.
Estou a fazer a descendência das três Irmãs Zuzarte e o Ramo Zuzarte da Silva é o que conheço pior, chegando em alguns casos apenas à geração de Beatriz de Bellegarde da Silva.

Com os melhores cumprimentos
José Berquó de Seabra

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RE: Henrique Niemayer

#61881 | mjfreire | 04 Abr 2004 03:48 | Em resposta a: #61852

José Berquó de Seabra

Não tenho neste momento comigo todos os elementos para lhe dar uma informação correcta, mas assim que me seja possível lhe passarei os elementos que tenho.

Com os meus cumprimentos
Maria José da Costa Freire

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RE: Henrique Niemayer

#61886 | mjfreire | 04 Abr 2004 11:33 | Em resposta a: #61881

José Berquó de Seabra

Beatriz Seixas Bellegarde da Silva casou com o Comandante João Bello e teve uma filha que nasceu em Moçambique, Maria de Lurdes Bellegarde da Silva Bello,que casou com João da Conceição, e um filho António Maria que casou com uma Senhora Tamagnini de quem de momento não tenho outras informações.
Maria de Lurdes Bellegarde da Silva Bello teve quatro filhos: Ana, Nuno, Manuel e José que vivem todos em Peniche com excepção do Manuel que vive neste momento na Austrália.
O filho Nuno tem quatro filhos. A filha mais velha Maria Cristina Bello da Conceição é minha nora e foi através dela que tive as informações mais recentes.
Sabemos neste momento que é sua tetravó Luísa Niemeyer de Bellegrade e seus 5º avós Luís Máximo Jorge de Bellegarde e Margarida Isabel Niemeyer, só não foi possível saber a ligação com Conrad Henrique de Neimeyer, coronel de engenharia que veio para Portugal contratado para reorganizar o Exército.
Se me poder dar mais alguma informação ficar-lhe-ia muito grata.

Com os meus cumprimentos

Maria José da Costa Freire

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RE: Henrique Niemayer

#61892 | nrleite | 04 Abr 2004 12:56 | Em resposta a: #61886

Maria José Costa Freire

Konrad Heinrich von Niemeyer (* Hanover 4.5.1761) casou com Francisca Angélica Agostinho (ou Agostinha) Dantas Correia (filha de Manuel Dantas Correia e de Sebastiana de Jesus, ambos naturais do Carvoeiro). Tiveram:

1. Maria Antónia Conrado de Niemeyer * b. em Lisboa em 4.10.1782 e f. no Rio de Janeiro em 21.1.1852. Casou com Cândido Norberto Jorge Bellegarde * Lisboa 1781. Foram os pais, entre outros, do Marechal de Campo Pedro de Alcântara de Niemeyer Bellegarde

2. Carlos Conrado de Niemeyer * c. 1785 casou com Francisca Amália Teixeira

3. Konrad Jacob de Niemeyer * Lisboa 28.10.1788. Casou em 1ªs núpcias com Olímpia Estelita de Aguiar Giffenig e em 2ªs núpcias com Teresa Xavier de Mendonça (com vasta geração no Brasil de ambos os casamentos)

4.Margarida Isabel de Niemeyer casou a 31.1.1809 com Luís Máximo Jorge Bellegarde.

5. Águeda Isabel de Niemeyer casou a 31.7.1805 com Manuel Inácio Ramos Zuzarte (que creio ser parente de http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=177986)

Muitos cumprimentos do

Nuno Rocha Leite

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RE: Henrique Niemayer

#61898 | S.João de Rei | 04 Abr 2004 14:20 | Em resposta a: #61836

Exma Senhora

Muito obrigada pela sua indicação.

Cumprimentos,

José de Azevedo Coutinho

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RE: Henrique Niemayer

#61908 | mjfreire | 04 Abr 2004 15:16 | Em resposta a: #61892

Nuno Rocha Leite

Estou-lhe muito grata pelas rápidas e preciosas informações.

Muitos cumprimentos de

Maria José Costa Freire

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Militares Alemães Vindos para Portugal em 1776

#61910 | Francisco de Novais | 04 Abr 2004 15:32 | Em resposta a: #61898

LISTA DOS OFICIAIS ALEMÃES VINDOS PARA PORTUGAL EM 1776 (SEGUNDA ESTADIA DO CONDE DE LIPPE NO NOSSO PAÌS)

Oficiais, sargentos e praças do Corpo de Artilharia:

-Houpe, capitão de Artª.
-Praetorius, capitão de Artª.
-Schültz, 1º tenente de Artª.
-Cölln, 1º tenente de Artª.
-Funck, 2º tenente de Artª.
-Biester, 2º tenente de Artª.
-Nichausen, 2º tenente de Artª.
-Aschoff, 2º tenente de Artª.
-Mayer, 2º tenente de Artª.

-Niemayer, sargento de Artª.(posteriormente Coronel de Artª.)
-Giffening, sargento de Artª.(posteriormente tenente de Artª.)

-Kordhemer, praça
-Henri Pape, praça
-Suffrian, praça
-Schmöe, praça
-Gerling, praça

Esta lista foi acordada entre o Governo de Sua Majestade Britânica e o embaixador português em Londres, "Le Chevalier de Pinto" (presumo que deva ser o morgado de Balsemão), que a remeteu para o Governo Português.

Cumprimentos,

Francisco Pinto de Novais

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RE: Militares Alemães Vindos para Portugal em 1776

#61913 | Francisco de Novais | 04 Abr 2004 15:39 | Em resposta a: #61910

Adenda:

Niemayer e Giffening tinham o curso da "École d'Etudes", que presumo que seja uma academia militar europeia da arma de Artilharia.

Se alguém souber exactamente de que instituição se trata, agradecia que me informassem.

Obrigado,

FPN

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RE: Henrique Niemayer

#62141 | odaruc | 08 Abr 2004 03:01 | Em resposta a: #61636

Caros intervenientes neste tópico
Permitam que acrescente algumas notas rápidas.
1. O Conde de Lipe teve o posto de Marechal-General, isto é o comandante de todo o Exército, o qual manteve e de alguma forma exerceu mesmo depois de deixar o País.
2. A segunda e última vez que esteve em Portugal foi em 1767, partindo em 1768.
3. Sobre ele escreveu o Padre Ernesto Augusto Pereira Sales o livro "O Conde de Lipe em Portugal" que, além de muitos outros assuntos, faz referência aos oficiais estrangeiros que, com ele ou por sua influência, vieram para Portugal, em várias ocasiões. A um deles, o tenente-general Böhm, "o Conde de Lipe do Brasil", dedicou o mesmo autor um artigo na Revista Militar de 1931. Eu próprio tenho publicada a comunicação "O General Böhm no Brasil", nas Actas do VI Colóquio da Comissão Portuguesa de História Militar.
4. O Padre Sales transcreve correspondência que refere uma École d'Etudes Militaires que teria sido estabelecida no seu Estado havia pouco tempo e na qual já teriam sido formados alguns dos oficiais nomeados em 1776 para servirem em Portugal onde alguns já tinham estado anteriormente.
5.No 1.º volume da obra do General José Justino Teixeira Botelho "Novos Subsídios para a História da Artilharia Portuguesa" constam, a páginas 315, os oficiais já indicados neste tópico, com algumas indicações complementares. Pelo que respeita a Niemeier parece haver alguma confusão com o filho Conrad Jacob. Refere "João Giffenig, artífice, com o curso da respectiva escola, sargento de artilharia da especialidade de bombeiros, natural de HAnover, Alemanha, promovido a 1.º tenente para o Regimento de Artilharia da Corte por decreto de 11 de maio de 1778. Serviu nas fábricas da pólvora. Faleceu em Lisboa. Casou em Portugal, onde ainda (1944) tem numerosa descendência. Foram seus netos os generais João Justino Teixeira, António Justino Teixeira e Augusto César Justino Teixeira, notável engenheiro e o major de infantaria Justino Augusto Teixeira; é seu bisneto o autor destes Subsídios."
6. "Henrique Niemeier serve a S. Majestade desde 10 de Julho de 1778, não foi discípulo da Academia Militar da Corte, e é estrangeiro. Local onde se encontra: Lisboa." De uma relação dos engenheiros existentes em 14-11-1779. Tinha o posto de ajudante. De acordo com os Almanaques de Lisboa era capitão em 1791 e residia na rua de S. Domingos á Lapa. Em 1793 e 1794 era sargento-mor. Em 1802, já tenente coronel, confirmando a sua utilização na cartografia da raia fronteiriça, teve intervenção num episódio pouco conhecido que contribuiu para que não fosse devolvido aos espanhóis o território das Missões e outro conquistado no actual Estado do Rio Grande do Sul durante a Guerra de 1801. Tudo se ficou a dever ao facto de Niemeier ter verificado que, a leste do Guadiana, ficava a freguesia de Vila Real que não pertencia ao termo de Olivença (cedido pelo tratado de Badajoz) mas sim ao do de Juromenha que continuava a ser português. É assunto que desenvolvi em artigo incluido no livro "Preito de Homenagem" ao Senhor Coronel Carlos Gomes Bessa e que foi editado pela Academia Portuguesa da História com a colaboração da Comissão Portuguesa de História Militar.
Chega por hoje. Saudações do
Silvino Curado

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RE: Militares Alemães Vindos para Portugal em 1776

#62142 | S.João de Rei | 08 Abr 2004 08:33 | Em resposta a: #61910

Caro Francisco de Novais

Na sua Lista dos oficiais alemães vindos para Portugal em 1776, refere Mayer, 2º tenente de Artilharia. Tem por acaso, mais dados biográficos ou referências deste senhor ?
Desde já obrigado.
Cumprimentos do,

José de Azevedo Coutinho

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RE: Henrique Niemayer

#62152 | JBdeS | 08 Abr 2004 11:10 | Em resposta a: #61886

Maria José da Costa Freire,

Peço desculpa por não ter respondido antes.
Luis Máximo Jorge de Bellegarde era filho de José António Jorge de Bellegarde, natural de França, que veio a Portugal montar a Real Fábrica de Panos e Seda e de sua mulher, Tereza Rita Joaquina Pereira da Silva.
Margarida Isabel de Niemeyer era neta de Conrad von Niemeyer.

Como lhe disse, estou a actualizar a descendência das três irmãs Zuzarte, faltando elementos. Se o seu ramo quisesse actualizar, quando chegarmos aos Conceição, ficava-lhe muito agradecido.

Faltam também dois irmãos Zuzarte Ramos, um deles casado com uma Niemeyer, mas que não tiveram descendência.

Com os meus cumprimentos

José Berquó de Seabra

P.S. Será alguma coisa aos Freire Torres?

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RE: Henrique Niemayer

#62155 | aeiou2 | 08 Abr 2004 11:28 | Em resposta a: #61892

Caro Nuno Rocha Leite,

O casamento do Konrad Heirinch v.Niemeyer,com a D.Francisca Anjélica Dantas Correia,irmã da que casa com o Giffenig,não será um 2º casamento?Tendo sido o primeiro ainda em Hanover? Sabe alguma coisa?
Umabraço
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#62157 | nrleite | 08 Abr 2004 11:30 | Em resposta a: #62152

Caro José Berquó de Seabra

Se me permite, gostaria de saber como concluiu que Margarida Isabel de Niemeyer é neta e não filha de Conrad Heinrich von Niemeyer. Tenho documentado o nascimento deste em 4.5.1761, de 3 filhos em 1782, 1785 e 1788 e o casamento daquela em 31.1.1809, o que bate certo se for filha.

Ou estará a referir-se a Jacob Konrad von Niemeyer (pai de Conrad Heirich von Niemeyer?).

Muitos cumprimentos do

Nuno Rocha Leite

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RE: Henrique Niemayer

#62160 | nrleite | 08 Abr 2004 11:40 | Em resposta a: #62155

Maria,
Ora viva!
Não tenho referência a nenhum casamento em Hanover. Tenho documentado o nascimento de KHN em Hanover, em 4.5.1761 e, como digo noutra mensagem, o nascimento de 3 filhos, em 1782, 1785 e 1788 já em Lisboa.

Uma boa Páscoa para a Maria e muitos cumprimentos do

Nuno Rocha Leite

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RE: Henrique Niemayer

#62161 | JBdeS | 08 Abr 2004 11:48 | Em resposta a: #62157

Caro Nuno Rocha Leite,

No Dicionário das Família Brasileiras, Maria Antónia Niemeyer casada com Cândido de Bellegarde e irmã de Margarida, casada com Luiz de Bellegarde, constam como netas de Jacob Konrad von Niemeyer.
Por lapso, "coloquei-as" como netas.
Peço desculpa pelo engano e agradeço a sua intervenção, corrigindo as minhas afirmações

Com os melhores cumprimentos
José Berquó de Seabra

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RE: Henrique Niemayer

#62176 | aeiou2 | 08 Abr 2004 15:55 | Em resposta a: #62160

Nuno Rocha Leite
Muito obrigada pelos votos Pascais que retribuo.
O Pai do falado quem é? Jacob Conrado v.Niemeyer,*1.10.1730,Hanover Sdat,Hanover,Prussen? Onde encontrou o nome da m.er ?
Um abraço
Maria

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RE: Militares Alemães Vindos para Portugal em 1776

#62178 | Francisco de Novais | 08 Abr 2004 16:05 | Em resposta a: #62142

Caro José de Azevedo Coutinho

Infelizmente, não tenho mais dados biográficos relevantes sobre o segundo tenente Mayer. Ao que parece era "slück-juncker" (penso que tenha sido o posto de cadete alemão na época) e foi elevado a 2º tenente mal chegou a Portugal. Não faço ideia se cá ficou e se teve descendência.

Uma santa Páscoa e cumprimentos do,

Francisco

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Militares Alemães Vindos para Portugal em 1776

#62182 | Francisco de Novais | 08 Abr 2004 16:35 | Em resposta a: #62141

Caro Silvino Curado

Também já tinha consultado o livro "O Conde de Lippe em Portugal", do Padre Sales. Fotocopiei apenas a página de que consta a lista de nomes que referi. Apenas não percebo porque é que estes militares alemães vieram quase dez anos depois de o Conde de Lippe ter estado em Portugal pela 2ª e última vez. Eu julgava que essa 2ª e última vez tinha sido mesmo em 1776. Penso o "Diccionário de História de Portugal" mensiona o facto de efectivamente a segunda estadia do conde de Lippe em Portugal ter ocorrido em 1776 (13 anos depois da Guerra dos Sete Anos ter acabado).

Por outro lado faço notar que os generais e outros oficiais descendentes do 1º tenente do regimento de Artª. da Corte João Gaspar Giffning, já constam da base de dados do Genea.

Ainda relativamente à "École d'Etudes": estava situada na Alemanha ?

Cumprimentos e votos de uma santa Páscoa,

Francisco

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João Gaspar Giffening

#62184 | Francisco de Novais | 08 Abr 2004 16:44 | Em resposta a: #62157

Caro Nuno

Já sabes mais alguma coisa sobre os pais do 1º Tenente João Gaspar Giffening ? O pai, seu homonimo, foi ou não o tal Secretário de Estado do Reino da Prússia ?

Um abraço e uma boa Páscoa,

F.

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RE: Henrique Niemayer

#62205 | mjfreire | 08 Abr 2004 20:15 | Em resposta a: #62152

José Berquó de Seabra

Muito agradecida pelas informações do ramo Bellegarde, quanto à descendência das irmãs Zuzarte da Silva não tenho informação.
Só tenho descendência de Pedro Luís Bellegarde Zuzarte da Silva, pai de Beatriz Seixas Bellegarde da Silva(1833-1900) e que julgo ser irmão de Maria Antónia, Maria Rita e Lúcia.
Se desejar mais alguma informação do ramo Bello da Conceição terei todo o gosto em lha dar se fizer o favor de especificar.

Muitos cumprimentos

Maria José da Costa Freire

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RE: Henrique Niemayer

#62213 | mjfreire | 08 Abr 2004 21:02 | Em resposta a: #62152

José Berquó de Seabra

Esqueci-me de responder à pergunta se sou familiar da família Freire Torres.
Estou a pesquisar o ramo Costa Freire da família, mas ainda não consegui localizar António da Costa Freire, que consta de um documento que faz parte do arquivo de família, (portanto não tenho dúvidas que era da família) datado de 1794 e assinado pelo Príncipe Regente D. João em que lhe concede o Hábito da Ordem de Santiago da Espada e uma tença de doze mil réis por serviços prestados entre outros como Pagador do Real Arsenal da Marinha.

Este ramo Costa Freire, porque sei que há mais, vem pelo menos do sec XVIII,só falta mesmo pesquisar.

Muitos cumprimentos
Maria José Costa Freire

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Freire Torres

#62215 | Francisco de Novais | 08 Abr 2004 22:12 | Em resposta a: #62152

Caro José Berquó de Seabra

Pergunto-lhe se se está a referir aos Freire Torres descendentes dos Costa Freire, almoxarifes do Paço Real de Salvaterra de Magos ?

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RE: Militares Alemães Vindos para Portugal em 1776

#62217 | aeiou2 | 08 Abr 2004 22:24 | Em resposta a: #62182

Ex.mo Senhor,
Realmente há julgo que seis descendentes do 1ºGiffenig,que veio para Portugal, no GP,mas há mais,pelo menos eu conheço os descendentes de duas netas do ten.coronel Johan Gifenig,que veio a falecer no Maranhão,e casou com D.Apolónia da Luz Carolina de Aguiar.Um dos ramos está extinto o de meu Tio Guilherme Carlos Oom,oficial de artilharia,que casou com D.Amélia Eduarda Giffenig Alves,mas o outro ramo,descendentes da irmã da anterior, D.Helena d'Aguiar Giffenig Alves,que casou com o que depois foi General,Pedro Coutinho da Silveira Ramos .Ainda não estão no GP,pois há tempos atrás enviei o meu PAF,para o GP,mas não foi transcrito,pois já havia alguma coisa no GP,e dava trabalho acrescentar, e agora não me tem apetecido fazê-lo,por várias razões,uma delas porque dá trabalho,mas estou ao vosso dispôr para qualquer dúvida.
Com os melhores cumprimentos
Maria Oom Oliveira Martins

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RE: Henrique Niemayer

#62235 | aeiou2 | 09 Abr 2004 09:12 | Em resposta a: #62160

Caro Nuno Rocha Leite,
Afinalfui eu que fiz confusão,não é nos Niemeyer,mas com os Giffenig,pois tenho um tenente coronel Johan Giffenig,nascido em Hanover,1784,m.1862 Maranhão,mas cujo pai aparece casado com uma D.Fausta... Dantas Correia,irmã da que casa com um Niemeyer.Aqui é que me pareceque terá havido um 2ºcasamento.Há muito tempo que não "visitava" esta parte do meu ficheiro,que como sabe é bastante extenso,e estava um bocado esquecida dos promenores.Julgo que encontrei alguma coisa no Family Search,bem como dos Niemeyer
desde jáagradeçoalgumapista
Um abraço
Maria

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RE: Freire Torres

#62238 | JBdeS | 09 Abr 2004 10:48 | Em resposta a: #62215

Caro Francisco de Novais,

Refiro-me ao ramo a que pertence Constantino Costa Freire Torres casado com Maria Virgínia Duff Burnay de Mendonça. Será a mesma família?

Cumprimentos

José Berquó de Seabra

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RE: Henrique Niemayer

#62239 | JBdeS | 09 Abr 2004 10:58 | Em resposta a: #62213

Maria José Costa Freire,

Não sei se conhece um trabalho excelente feito pelo grande genealogista Lourenço Correia de Matos "Os Costa Freire de Setúbal e Lisboa" em que faz referências a outros ramos.
Esse trabalho vem inserido em "Genealogia e Heráldica" Julho/Dezembro de 99, editado pelo Centro de Estudos de Genealogia, Heráldica e História da Família da Universidade Moderna do Porto. É um trabalho muito completo, com os diversos ramos, retratos, etc.

Cumprimentos

José Berquó de Seabra

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RE: Freire Torres

#62252 | Francisco de Novais | 09 Abr 2004 14:00 | Em resposta a: #62238

São esses mesmos! Aliás constam aqui da base de dados do Genea.

Se tiver informação genealógica adicional sobre a família em questão ou acesso a ela (informação), pedia que me informasse.

Votos de uma santa Páscoa,

Francisco

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RE: Freire Torres

#62253 | JBdeS | 09 Abr 2004 14:31 | Em resposta a: #62252

Caro Francisco de Novais,

Refiro em cima numa reposta a Maria José da Costa Freire o trabalho excelente que o genealogista Lourenço Correia de Matos fez.
Penso que encontra o livro da Férin.
Se tiver dificuldade em encontrá-lo, terei todo o gosto em lhe enviar fotocópias do mesmo.

Uma Santa Páscoa para si

Resposta

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RE: Henrique Niemeyer

#62257 | Ricardo de Oliveira | 09 Abr 2004 16:31 | Em resposta a: #62141

Caro Silvino Curado

A contratação e a vinda desses estrangeiros foi um grande erro estratégico e até mesmo uma prova de inépcia militar. Como emigrantes sempre contribuíram notavelmente, mas como militares foram uma prova da incapacidade e da fraqueza do Império Colonial Português no final do século XVIII e início do XIX (para uma bibliografia no começo do Império do Brasil - Os Mercenários do Imperador - Juvêncio Saldanha Lemos). A história militar do Brasil sempre mostrou que só fomos bem sucedidos com a utilização dos talentos militares locais. O uso operacional da guerra brasílica conduzida pelos brasileiros foi a garantia da nossa vitória na América do Sul desde o século XVI. Derrotamos o notável exército holandês com a formação de quadros militares brasileiros, muitos dos quais de origem indígena e negra. A Guerra de 1801 mais uma vez confirmou o fato de que o melhor soldado no Brasil era o brasileiro. Foi o guerrilheiro José Borges do Canto que teve um papel central na conquista das Missões dos Sete Povos em 1801, corrigindo a perda no Tratado de Santo Ildefonso de 1777 e conquistando mais de 100.000 km2 para o Brasil e para a língua portuguesa, ao mesmo tempo que perdemos Olivença. O meu parente e Coronel da Legião de Cavalaria Ligeira Manuel Marques de Sousa também teve destacado papel na Guerra de 1801. Outros chefes militares também contribuíram, como Manuel dos Santos Pedroso.
Assim resumiu Gay :
"La audacia, bravura y valentía de un puñado de hombres pudo mas que los tratados de los soberanos de España y Portugal, que cincuenta años antes no consiguieron con sus ejércitos combinados hacer desocupar las Siete Misiones cedidas por Su Majestad Católica a su Majestad Fidelísima a cambio de la Colonia del Sacramento”
P. J. Pedro Gay,
Historia da Republica jesuitica do Paraguay, 1863

Saudações
Ricardo Costa de Oliveira

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RE: Henrique Niemeyer

#62266 | S.João de Rei | 09 Abr 2004 18:38 | Em resposta a: #62257

Meu Caro Ricardo de Oliveira

Polémico como sempre e isso é óptimo e enriquecedor, quando devidamente sustentado claro !
Todos sabemos em Portugal que o nosso maior “calcanhar de Aquiles” tem sido a “organização”, ou seja planear e cumprir. Especialmente das “elites”, dado que ao Povo simples não lhe tem sido dado essa oportunidade, ou seja , se falharem ...têm grandes dificuldades em sobreviver !
Especialmente na segunda metade do século XIX, a nossa história (nossa e vossa) é feita em grande parte do auxilio fantástico de Estrangeiros, que chegam a Portugal e por sua vez ao Império, no reinado de D. José, com o Governo do seu Ministro. Este tipo de medida demonstra bem, o à vontade com que, o nosso último Governo lidava com a sua admissão em toda a nossa Sociedade, fosse ela de ordem Económica ou Militar.
Orgulhamo-nos dessa tradição... de bem receber. Mesmo que hoje com a “globalização” ou ditadura burguesa, como queira chamar, tudo se torne mais difícil...
A riqueza da “mix” Portuguesa é sobejamente conhecida.
A forma com que vocês Brasileiros Luso descendentes, aceitaram as novas populações imigrantes (estrangeiras) no centro e sul do Brasil no século XX, é perfeitamente identificável pela vossa Genes. Mais ainda, essa nova Gente, oriunda da Alemanha, Polónia, Itália e Japão, são moldados ao vosso que é nosso Espírito, assumindo as vossas/nossas tradições, independentemente de algum “folclore” e nomes arrevesados, que são só para “inglês ver” !
A primeira metade do século XIX foi no Brasil, ainda o reflexo da Organização de Pombal que tal como em Portugal, foi o seu maior Estadista.
O grande esforço humano e financeiro dos Portugueses, tanto no Brasil como nos outros lugares do Império, que sempre nos foram tão caros, pesou, quando responsável, que o foi na grande maioria, num comportamento tipo, humilde, abnegado e nobre. O processo histórico que naturalmente tem a sua própria continuidade, num novo contesto geográfico que é no caso o Brasil, afastou-nos deste protótipo de Homem e Mulher que foram a sua génese. Não nos podemos, de forma nenhuma manter hipotecados, indefinidamente, a uma renegar e ultrajar de respeito com que a grande parte da elite de Luso descendentes trata os seus Ancestrais ou mesmo da comparação hipotética com a actualidade. O tempo necessariamente criou novas culturas, e “somente só”, apesar da sempre inegável atracção que nos une.

O mais marcante de orgulho como Português, que sou, no meu Brasil, passa-se em 1976, quando no Rio de Janeiro, os Cariocas simples, diziam amiúde “palavra de Português” em vez de “palavra de Honra”...
Claro que era nesses tempos, hoje grande parte do português já poucos escrúpulos também tem ...mudam-se os tempos, mudam-se as vontades !

Cumprimentos do,

José de Azevedo Coutinho

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Viriato

#62275 | Ricardo de Oliveira | 09 Abr 2004 20:26 | Em resposta a: #62266

Caro José de Azevedo Coutinho

Nessas horas é que pensamos nos mais antigos e originais substratos da cultura portuguesa. Já escrevia Fernando Pessoa :

Viriato

SE A Alma que sente e faz conheceu
Só porque lembra o que esqueceu,
Vivemos, raça, porque houvesse
Memória em nós do instincto teu.

Nação porque reincarnaste,
Povo porque ressuscitou
Ou tu, ou o de que eras a haste -
Assim se Portugal formou.

Teu ser é como aquela fria
Luz que precede a madrugada,
E é já o ir a haver o dia
Na antemanhã, confuso nada.

E Heidegger :

De acordo com nossa experiência e com a história da humanidade, ao que saiba, tudo de grande e essencial só se originou e proveio do fato de o homem ter tido uma pátria e se achar arraigado numa tradição ...

Cumprimentos

Ricardo Costa de Oliveira, herdeiro das gentes fundadoras e povoadoras do Brasil + imigrantes europeus ...

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RE: Henrique Niemeyer

#62295 | odaruc | 10 Abr 2004 02:55 | Em resposta a: #62257

Caro Ricardo de Oliveira
As generalizações podem ser perigosas. O Conde de Lippe e o General Böhm trouxeram a Portugal e ao Brasil a capacidade de organização que andava afastada de um exército que não combatia há meio século e cujos quadros não tinham acompanhado a evolução. Nesse aspecto, mais que em grandes vitórias, foram extraordinariamente úteis. Ainda hoje, apesar da influência da Missão Francesa depois da 1.ª Grande Guerra e dos Americanos durante a 2.ª, é possível encontrar, no excelente Exército Brasileiro, muitas reminiscências das codificações do célebre Conde que serviu Portugal com grande dedicação. Pouco terão a ver estes estrangeiros com os mercenários do princípio do Império recrutados numa situação crítica. Também em Portugal outros generais, contratados noutras ocasiões, foram de pouca utilidade, por não serem de qualidade ou por não terem conseguido entender-se com o País.
Como já lhe disse, aprecio o patriotismo (muito em crise nos tempos que correm) mas devemos ter a noção de que muitas das narrações históricas foram mitificadas. Os projectores iluminam o que pretendem seja ressaltado e deixam na escuridão o que poderia prejudicar os aspectos ou as personagens que se desejam exaltar.
Longe de mim pretender polemizar com os meus amigos brasileiros mas convem manter a capacidade de, no mínimo, se admitir que o mesmo acontecimento possa ter várias leituras.
Condidero de grande mérito os luso-brasileiros referidos e não gostaria de ser acusado de estar a beliscar a sua memória. Mas a guerra brasílica foi uma guerra de guerrilhas adaptada às condições locais e integrada numa guerra subversiva dirigida de Portugal e da Baía, ainda que de forma camuflada, dado que precisáva-mos do apoio da Holanda na Europa, na desesperada luta contra a Espanha. O "notável exército holandês" era um exército de mercenários de uma Companhia que nunca se adaptou minimamente ao tipo de guerra em que se viu envolvido. Forte, de facto, era a sua Marinha e, só quando esta foi batida pela inglesa, foi possível expulsar os batavos.
A tomada das Missões em 1801, levada a cabo da forma mais temerária por homens muito bem adaptados às condições locais e muitas vezes referida como uma actuação espontânea, correspondeu, pelo menos no início, às directivas que de Lisboa enviava D. Rodrigo de Sousa Coutinho.
Pelo que toca à afirmação de Gay é preciso não confundir as Missões do tempo dos Jesuítas com os mesmos Povos administrados pelas autoridades espanholas, posteriormente à desarticulação provocada pela Guerra guaranítica e pela "orfandade" dos guaranis. Quanto ao então Coronel Manuel Marques de Sousa, figura notável de militar, teve pelo menos no Brigadeiro Francisco Roscio, seu superior acidental devido à morte do governador, um severo crítico à sua actuação.
Que concluir? Com meios exíguos,com odisseias quase inacreditáveis e alguns erros que parecia deitarem tudo a perder, com os ensinamentos dos índios mas também com alguma sua oposição e com o trabalho dos africanos, conseguiram os portugueses nascidos na Europa ou já na América, construir, apesar da natureza difícil e do vizinho poderoso, esse grande e admirável País que é o Brasil. Depois, já senhor dos seus destinos, teve capacidade de absorver variadas emigrações e a todos irmanar no mesmo amor "verdji-amarelo"! Que coisa "gostosa" é ver um pequeno "japonês" a dançar o samba!
Saudações do
Silvino Curado

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RE: Henrique Niemayer

#62301 | nrleite | 10 Abr 2004 12:01 | Em resposta a: #62235

Maria,
O Johann Giffenig está no genea em http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=145713.
Casou, de facto, duas vezes, a primeira com D. Fausta Teresa de Jesus Dantas Correia, de quem teve 6 filhos (os assinalados na base de dados como tendo nascido entre 1779 e 1788), e a segunda com D. Francisca Rosa Borges, de quem teve as duas filhas indicadas em primeiro lugar aqui no genea.
D. Francisca Rosa Borges passou a 2ªs núpcias com o Engº Sebastião José Alves, de quem foi também a segunda esposa.
Renovados votos de Boa Páscoa do
Nuno Rocha Leite

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RE: João Gaspar Giffening

#62302 | nrleite | 10 Abr 2004 12:10 | Em resposta a: #62184

Caro F.
Não tenho mais informações sobre a ascendência do J. Giffenig.
Tenho avançado nos colaterais onde, como podes ver pelas mensagens deste tópico, encontrei coisas interessantes.
Um grande abraço e votos de Boa Páscoa para ti e para os teus
Nuno

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RE: Henrique Niemeyer

#62306 | Ricardo de Oliveira | 10 Abr 2004 13:46 | Em resposta a: #62295

Caro Silvino Curado

Obrigado por apresentar algumas interessantes questões relativas ao tópico. A Holanda representava um outro modelo político. Eles operavam através das Companhias das Índias Ocidentais e Orientais. O nosso modelo era estatal, o Estado do Brasil. As guerras holandesas de 1624-1625 e 1630-1654 representaram (em escala relativa) o maior e mais intenso conflito militar colonial nas Américas. Os holandeses chegaram a dominar do Maranhão até Sergipe. Por que eles perderam ? Perderam porque não tinham um povo em armas.
"Os portugueses, ao contrário nasceram aí em sua maioria e são originários do país desde a quarta geração; são robustos, um mesmo povo, têm os mesmos costumes e compleição e se auxiliam uns aos outros, não deixando de valorizar a terra e aproveitar-se dela; conhecem até os menores recantos e basta-lhes esperar seus adversários nas passagens, para batê-los. Os portugueses deram-se, agora, todos às armas e mandaram construir fortes em todos os lugares e passagens onde julgaram necessário, a fim de impedir que os holandeses encontrem a mesma facilidade de conquistá-los, como no passado (Pierre Moreau. História das últimas lutas entre holandeses e portugueses). Também Charles Boxer desenvolve no seu clássico "O Império Colonial Português 1415-1825) as devidas comparações entre os portugueses e os holandeses no capítulo V. A vantagem do Império Português era exatamente o seu enraizamento. Os holandeses tinham mais tropas, melhor organização e melhores armas, porém faltava-lhes o conhecimento tático e a utilização dos recursos locais. Estivemos defasados no período - "Os portugueses foram alvo de muitas críticas desdenhosas por parte dos seus contemporâneos castelhanos entre 1580-1640, por causa da sua completa ignorância de qualquer forma de disciplina militar". Aprendemos na prática e o valor dos comandantes locais foi central para a nossa vitória. Em 1638, na Bahia, relatou um dos nossos sobre as tropas dos holandeses "Contamos os seus mortos quando os transportamos - 327 homens dos mais perfeitos que se possa jamais ter visto; pareciam gigantes e eram; sem dúvida, a flor do exército". O peso das estruturas e ações locais sempre foi muito importante. A minha observação é a de que historicamente os melhores comandantes foram os formados localmente. É claro que os bons assessores, técnicos e instrutores são interessantes. O que não é recomendável é que algum estrangeiro tenha assumido postos no nosso exército, quando a nossa gente sempre foi muito melhor nas nossas guerras e nas nossas operações militares. O que é que aconteceu com o Império Colonial Francês, Holandês, Alemão e Italiano ? Nós é que temos o que lhes ensinar. Aqui se entende de conquista e de colonização. Aqui se venceram as guerras.

Melhores cumprimentos
Ricardo Costa de Oliveira

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RE: Henrique Niemayer

#62328 | aeiou2 | 10 Abr 2004 20:50 | Em resposta a: #62301

Mas onde nasceu o Johan Giffenig,*1784 e faleceu no Maranhão,f.1862,que casou com D.Apolónia ...Aguiar.Sabe onde o pai deste se casou com a 1ª m.er ?
Santa Páscoa
Maria

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RE: Militares Alemães Vindos para Portugal em 1776

#62341 | odaruc | 11 Abr 2004 01:16 | Em resposta a: #62182

Caro Francisco Novais
As relações entre Portugal e Espanha eram de grande tensão em 1776, principalmente devido às fronteiras do Sul do Brasil. O Marquês de Pombal pediu ao Conde de Lippe que voltasse a Portugal para assumir o comando efectivo do Exército que, entretanto, tinha elevado os efectivos. O Conde, invocando falta de saúde (viria a morrer em 1777) e a perda da filha e da esposa, escusou-se e aconselhou a entrega do comando a um oficial português (General Ferreira Martins, "História do Exército Português", p. 193).
O padre Sales escreve que o Marquês voltou a pedir oficiais ingleses e ao Conde Lippe "que das tropas dos seus estados, lhe escolhesse alguns oficiais para virem servir no nosso exército e nele pôrem em prática os últimos ensinamentos da arte militar". O Conde informou que ia enviar alguns oficiais dos seus Corpos de Artilharia e Engenharia, a fim de ensinarem na prática várias novidades em diversas partes da arte militar que enumera noutra carta.
Da correspondência parece deduzir-se que a Escola ficava nos estados do Conde.
Em Espanha o General Cevallos defendia que se conquistasse Portugal e se voltasse à lógica de 1580. Mas Carlos III, garantida a passividade inglesa desde que o conflito decorreses na América, decidiu confiar àquele General a conquista da Ilha de Santa Catarina, da Colónia e de todo o Sul do Brasil.
Grato pelas informações sobre os Giffenig e pelos votos de Páscoa que retribuo.
Silvino Curado

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RE: Henrique Niemeyer

#62364 | odaruc | 12 Abr 2004 01:30 | Em resposta a: #62306

Meu caro Ricardo de Oliveira
Concordo com muito do que afirma, em especial quando se consideram os pequenos escalões e a guerra de guerrilhas. As companhias de emboscadas da Baía e as formadas e lançadas em Pernambuco são um bom exemplo de o fraco bater o forte. Mas à medida que os escalões sobem e se pretende alcançar vitórias decisivas é necessário utilizar conhecimentos, organização e meios mais adequados a outro tipo de guerras. Nas batalhas dos Guararapes, por exemplo, muito embora as unidades actuassem de acordo com aquilo que sabiam fazer, as emboscadas, já havia um comando capaz de definir o esforço, fazer actuar a reserva, reconstituir uma nova reserva, etç. Ora, infelizmente, nem sempre as forças portuguesas estavam actualizadas, pensando os decisores políticos que, chegado o perigo, bastava contratar um general de nomeada com alguns colaboradores para vencer todas as dificuldades. Uns foram úteis, outros não. Julgo que D. Pedro, por exemplo, terá acertado ao conseguir o concurso de Cochrane para comandar a Esquadra.
Mas para cada um sua verdade!
Saudações do
Silvino Curado

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RE: Henrique Niemayer

#62373 | nunomaria | 12 Abr 2004 10:32 | Em resposta a: #61673

Cara Maria Oom do Vale Oliveira Martins

Achei graça saber que é Oom. Temos um vago parentesco por afinidade: sou descendente (4º neto) de Maria Amália Nogueira de Brito, segunda mulher do seu avô Tomaz Oom, cg. Casara ela em primeiras núpcias com o Conselheiro José Maria Pereira Bastos, provindo eu deste casamento pela minha avó paterna.

Um abraço

Nuno Maria Côrte-Real

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RE: Henrique Niemayer

#62375 | aeiou2 | 12 Abr 2004 10:54 | Em resposta a: #62373

Caro Primo,
Permita-me que o trate assim.
Gostaria muito de completar o seu ramo,pois,como deve saber além da 2ªm.er ,D.Amália,do meu trisavô Thomas Oom,houve uma outra Senhora Nogueira de Brito,D.Augusta,sobrinha da anterior e que casou como o 2º filho do referido Thomas Oom o General de Brigada Alfredo Augusto Oom ,que julgo já está no GPe pormim colocado.eu sou descendente da filha mais nova D.Amélia Augusta Montano de Carvalho Oom,que ficou sem Mãe com 4 meses e foi criada pela sua antepassada e daí o meu ramo se ter dado sempre com cs descendentes do referido 2ºcasamento,nunca bem recebido pelo filho mais velho,Frederico Augusto,pois o Thomas Oom ,Jr.faleceu novo,bem como com os do tio Alfredo.
Há anos atrás contactei com um Sr.que seria descendente do Rodrigues Jr.o vosso genealogista familiar,mas não tive sucesso,no contacto.
O meu contacto é.
mjoomarrobanetcabo.pt
Beijinhos
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#62399 | nrleite | 12 Abr 2004 21:48 | Em resposta a: #61848

Caro Manuel Maria Magalhães

É óptimo "vê-lo" por aqui novamente.

Votos de Boa Páscoa do

Nuno Rocha Leite

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RE: Henrique Niemayer

#62426 | aeiou2 | 13 Abr 2004 11:03 | Em resposta a: #61681

Caro amigo,
Estive confrontando o que vem no GP,no seu PAF e no meu,sobre os Giffenig e encontrei várias "DIFERENÇAS"asiim:
Quer no seu PAF como no meu Johan Benedictus Giffenig casa duas vezes

1ºcc-D.Fausta Teresa Dantas Correia e têm (não sei onde nascem ou morrem,com excepção para o 4.)

1.Maximian 1779/1834
2.Christian 1781/1815
3.Helen Jacobia *1782 cc João Ferreira dos Santos
4.JOHAN GIFFENIG *1784,Hanôver ,f.Maranhão,1862 cc Apolónia da Luz Carolina de Auiar---ascendentes da m.er do meu Tio Guilherme Carlos Oom
5.Maria *1788
6.Manuel Urbano *1789

No GP. Aparecem como filhos de D.Francisca Rosa Borges (( e seu 2º casamento,pois o primeiro foi com o Eng.Sebastião José Alves e pais do General Alvesque vem a casar com uma das descendentes do casal 4.))

a.Henriqueta Guilermina*8.12.1795
b.Carolina Albertina cc António Ribeiro da Silva
c.que é o 1.
d.que é o 2.
e.Helen Jacobia que é a 3.
f.Johan que é o 4.
g.Maria que é a 5.

Será assim que está certo?
É aqui que me surge a tal dúvida dos casamentos do Johan Benedictus Giffenig,pois eu tenho o nascimento do 4.em Hanover,e confesso não sei onde descobri isto,mas deve ter sido nuns apontamentos do antepassado do Nuno Corte-Real,o Dr.Rodrigues de Oliveira ,Jr.que vou procurar,mas onde encontrei algumas falhas no que respeita aos Oom e seus ascendentes e descendentes.
Também tenho pais diferentes,a Mãe,para o Johan Benedictus Giffenig-Pai Johan Benedictus Arnold v.Giffenig cc Helena Jacobea Maertens e pelo nome de uma das netas leva-me a supor esta Senhora como a tal.
Podemos continuar esta interessante conversa nos nossos computadores via e-mail,pois decerto isto não interessa á maioria,e em particular aos Silveira Ramos e mais para trás aos Ferreira Santos e Niemeyer,pois o outro ramo Oom está extinto desde 1982,com o falecimento da D.Maria de Lourdes Alves Oom-Mariazinha,para os familiares,ruiva de olhos azuis de brilho intenso e cantora,voz de barítono,com 100 primaveras,e que conheci muito bem e que me entusiasmou no estudo da família e me deu imensas pistas .
Um abraço
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#62464 | nunomaria | 13 Abr 2004 18:21 | Em resposta a: #62426

Cara Prima Maria,

Já preparei um resumo da linha ascendente e descendente da Maria Amália Nogueira de Brito, com base num trabalho feito pelo Coronel de Engenharia Joaquim António Rodrigues d'Oliveira Jr., neto do Vice Almirante Manuel Rodrigues d'Oliveira e de uma filha da referida senhora, chamada Carolina Amália de Brito Bastos.

Julgo que foi com este irmão da minha avó paterna (também chamada Carolina) que terá entrado em contacto há uns anos.

Para o envio dos restantes dados usarei o email que me indicou. Em todo o caso, achei já imensa graça à descoberta deste "parentesco" e a alguns pormenores que desconhecia!

Um abraço para si
Nuno Maria

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RE: Henrique Niemayer

#62468 | nrleite | 13 Abr 2004 19:00 | Em resposta a: #62426

Maria,
Tem toda a razão. Os dados que estão no genea estão errados e não correspondem quer aos seus quer aos meus. Já fiz a proposta de correcção ao genea.

As primeiras duas filhas indicadas no registo do Johann B.K. Giffenig são filhas do 2º casamento com Francisca Rosa Borges. Os outros 6 são filhos do 1º casamento. Não estranho que algum dos filhos do primeiro casamento tenha nascido na Alemanha. Tenho a indicação de que um deles fez carreira militar por aquelas bandas.

Quanto a Francisca Rosa Borges, tenho a indicação de ter casado primeiro com o Johann Giffenig e em segundas núpcias com o Engº Sebastião José Alves, mas tenho que confirmar (faltam-me aqui papeladas).

Os nomes dos pais do Johann Giffenig condizem com os dados que tenho: Johann Benedikt Arnold Giffenig * Minden e Helena Jacobea Maertens.

Ando neste momento a tentar descobrir quem foi Manuel Dantas Correia, pai das três irmãs casadas com os três oficiais trazidos pelo Conde de Lippe. Na correspondência trocada entre o General José Justino Teixeira Botelho e o meu trisavô, diz-se que este Manuel Dantas Correia era Director da Fábrica da Pólvora de Alcântara (e depois de Barcarena). No entanto, há pouca coisa publicada sobre esta fábrica e não consigo dar com o registo do nascimento (tenho indicação de ter nascido no Carvoeiro - termo de Lisboa).

Prometo dar-lhe conta de que for descobrindo.

Acho que podemos ir trocando informação por aqui. Há, pelo menos, uma dezena de descendentes do Giffenig atentos ao tópico.

Um abraço

Nuno Rocha Leite

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RE: Henrique Niemayer

#62475 | aeiou2 | 13 Abr 2004 22:01 | Em resposta a: #62468

Nuno Rocha Leite,
A D.Francisca Rosa Borges,*Lisboa, casa 1817?Sebastião Alves,ALentejo,(nãosabia que era engenheiro)talvez pois tem um filho Manuel de Jesusu Alves,*1.1.1818,Ajuda,Lisboa,oficial de artilharia ,General,que casa com afilha mais nova do ten.coronel Johan Giffenig,*Hanover e D.Apolinária da Luz Carolina de Aguiar,*Brasil.
Não sabia tanta gente a pesquisar Giffenig.Niemeyer sim já calculava.Bem tenho que acabar pois a minha neta meteu um requerimento para dormir cá em casa e quer a história da Carochinha e do João Ratão e já devia estar a dormir há duas horas.
Beijinhos
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#62476 | aeiou2 | 13 Abr 2004 22:02 | Em resposta a: #62464

Agradeço
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#62508 | aeiou2 | 14 Abr 2004 13:45 | Em resposta a: #62468

Caro Nuno,
Lá encontrei o meu caderninho,onde tenho o CV do General de Brigada,Manuel de Jesus Alves,pois ainda não o informatizei:

CX884 do AHM

filho de Sebastião José Alves,*Alentejo e de sua m.er Francisca Rosa Borges,*Lisboa

praça voluntário-27.8.1833
asp.a oficial 15.11.1841
alferes-Batalhão Naval-15.11.1841
tenenete-por dec.17.3.1845
capitão-reg.Granadeiros da Marinha29.3.1851
capitão-Reg.Infantaria nº16 6.10.1858,passando depois para o Reg.Infat.nº1(é o que dá colocar dados de cabeça,coloquei-o em artilharia)
capitãode 1ª classe-26.12.1868
Major-Batalhão de Caçadores nº12-26.7.1871 passando depoispara Reg.Inf.nº2
coronel-22.5.1878
General de Brigada -26.1.1881
faleceu 22.7.1881,freg.Salvador,Santarém

elogiado pelos serviços prestados ao sul doTejo 1878
C.O.C-15.10.1845
C.O.S.B.A.-23.11.1868
Medalha de D.Pedro e Dona Maria-9.5.51862
C.O.S.B.A.-14.6.1879
Espero que tenha gostado
Um abraço
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#62523 | aeiou2 | 14 Abr 2004 19:06 | Em resposta a: #62468

Fui ao motor de busca do Sapo,escrevi MDC por extenso e encontrei uma pagina onde vem um Manuel Dantas Correia e um dos irmãos está ligado ao Brasil.Será o mesmo?Era sorte demais.
Também encontrei um livro sobre as fabricas de pólvora,Alcântara e Barcarena,na Biblioteca de Oeiras,consulta virtual,mas talvez diga alguma coisa ,vou ver se o consulto.Estava a contar fazer uma busca numa outra bibloteca virtual,alemã,mas acabou essa facilidade.
Um abraço
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#62850 | magalp | 18 Abr 2004 20:04 | Em resposta a: #62399

Caro Nuno

Hoje Vexa veio-me à lembrança ao passar frente à Casa dos Chambers, aqui na avenida. Não sei o que representam as iniciais no frontão.
Precisava tb. de 2conversar" consigo sobre os Madureira dos Visc de S. João da Pesqueira em quem vcs entroncam, creio eu. É um título muito nebuloso para mim e no "já agora" gostava de saber se um velho companheiro e amigo meu - Francisco Madureira - liga a esse ramo.
O meu ctc é o magalp/hotmail ponto com.
Obrigado pelos votos de Boa Páscoa. Foi mais uma... Espero que a sua tenha sido óptima.
Abraço,
MM

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RE: Henrique Niemayer

#62851 | nrleite | 18 Abr 2004 20:59 | Em resposta a: #62850

Caro Manuel Maria Magalhães

As iniciais são do Comendador Boaventura Rodrigues de Sousa, marido da minha tia-bisavó Amélia Chambers e tio do meu tio-avô Bento Amorim. Aliás, é curioso que a casa tenha ficado conhecida pelo apelido da mulher. Tanto quanto sei, os Chambers (ou as - eles 3, elas 7) ficaram mais conhecidos(as) no Porto pelos casamentos. Pelos vistos, como noutros casos, o anglicismo foi mais forte!

Sabe alguma coisa do destino que foi dado à casa? Quando ia ao Porto passar os Verões, ainda funcionava aí o Colégio Marista e creio que os proprietários eram ainda os descendentes desse ramo. Entretanto nunca mais soube nada. Sei que há descendentes no Brasil. Pelo aspecto da casa... diria que já lhe traçaram o destino...! E é uma pena...

Não conheço a ascendência do Pai da Viscondessa de S. João da Pesqueira (Madureira Lobo), mas pelo que andei a vasculhar, a propósito da ascendência de uns primos (Cochofel da Silveira), creio que entrocam nos Madureira Guedes, de S. Tomé de Covelas. Já espreitou nos Azeredos de Mesão Frio?

O meu interesse pelos Viscondes de S. João da Pesqueira anda mais pelos Vahias, Chaves e principalmente pelos Cunha Lima do Pai do 3º Visconde (este sim, o ramo comum ao meu e também aos seus primos Guilhomil). Uns apontamentos do Capitão de Fragata Basílio Sousa Pinto apontam ascendentes dos Cunha Lima em Mesão Frio, também com Guedes à mistura. Ando a investigar...

Os Chaves e os Vahias... pela curiosidade sobre as famílias transmontanas. É uma forma de me familiarizar com aquelas paragens, para onde me vou mudar, com toda a certeza, assim que a Caixa Geral de Aposentações me dispensar as horas laborais entre as 2 horas diárias no trânsito (ainda faltam uns anos...).

Um abraço do
Nuno Rocha Leite

P.S. Já lhe disse que conheci o seu afilhado, o António?

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RE: Henrique Niemayer

#62892 | mjfreire | 19 Abr 2004 11:52 | Em resposta a: #62239

Jose Berquo de Seabra

Desculpe so hoje responder. mas tenho estado sem acesso a Internet e estou a escrever num teclado sem acentos.
Tenho esse trabalho do genealogista Lourenco Correia de Matos em que esta referenciado o ramo Costa Freire mas com esta unica referencia a duas irmas

Guilhermina Gabriela da Costa Freire
Leopoldina Augusta da Costa Freire

que foram casadas com D.Jose Maria da Silveira e Lorena (Conde de Sarzedas)

Cumprimentos

Maria Jose Costa Freire

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RE: Henrique Niemayer

#63824 | nunomaria | 29 Abr 2004 14:21 | Em resposta a: #62464

Cara Prima Maria,

Já tentei responder-lhe ao mail várias vezes, mas por qualquer razão o sistema não o está a enviar...


Um abraço
Nuno Côrte-Real

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RE: Henrique Niemayer

#63913 | aeiou2 | 30 Abr 2004 17:29 | Em resposta a: #63824

Caro Primo Nuno Côrte-Real,
Actualizei o meu anti-vírus e aconteceu que ao princípio houve uns desvios,mas agora não tem havido queixas.Experimente sff o endereço joomarrobanetcabopontopt e logo se verá o que acontece.
Um abraço
Maria

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RE: Henrique Niemayer

#67600 | Cau Barata | 16 Jun 2004 00:18 | Em resposta a: #62161

Rio de Janeiro = 15.06.2004


Prezados Nuno Rocha Leite e José Berquó de Seabra

Sobre as raízes de Oscar Niemeyer, segue a cadeia genealógica que havia feito em 1986, e dela me utilizei em 1988, para publicar um trabalho sobre a Família Niemeyer, visando a participação da família na História da Engenharia Brasileira. Dela também tirei os dados que coloquei no Dicionário das Famílias Brasileiras.

NIEMEYER (von) - Antiga família da Prussia Oriental, cujas origens remontam ao ano de 1100. Família incluída no rol da nobreza e títulos, com castelos familiares, propriedades e solar, feitos em batalhas, guerras e feudos. Importante família de militares, políticos e engenheiros-arquitetos, de origem germânica estabelecida no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. A História da Engenharia do Brasil, nos últimos 200 anos, esteve intimamente ligada à família Niemeyer que, originária de Hanôver, região do noroeste da Alemanha, passou a Portugal para, posteriormente, vir a se estabelecer no Brasil. São poucos os casos, no passado da nossa Engenharia, em que tantos membros de uma mesma família, influenciaram e participaram da história desta ciência. O normal, é um indivíduo ter se destacado, em uma dada geração. O ancestral mais remoto que tive a oportunidade de encontrar desta família, foi o Tenente-coronel Jacob Conrado von Niemeyer [1730, Hanôver - 1808, Northein], que serviu no exército de Frederico, O Grande, onde saiu ferido, perdendo parte do osso do crânio, que, pelos cirurgiões da época, substituiu-o por uma chapa de prata. Em pouco tempo, recebeu a alcunha de «Casco de Prata». Deixou numerosa e nobre descendência de seu cas., c.1758, com Margarida Isabel Biguer, cujos filhos, passaram à Portugal, onde trocaram a desinência «von» por «de» Niemeyer. De Portugal, alguns passaram para o Rio de Janeiro, onde se estabeleceram.

GENEALOGIA
Alemanha > Portugal > Rio de Janeiro

O Tenente coronel Jacob Conrado von Niemeyer, nascido em 1730, casado com Margarida Isabel Biguer Floto, são pais de:

I-1. Coronel Conrado Henrique von Niemeyer, nascido a 4 de Maio de 1761, em Hanôver, Alemanha. Foi batizado na Freguesia de Salingnente, do Ducado de Hanôver. Faleceu a 13 de Fevereiro de 1806, em Lisboa. Sepultado no Convento de São Domingos. Coronel Engenheiro a serviço de Portugal.

Casou a 26 de Julho de 1778, na Ermida de Nossa Senhora da Concição da Fábrica de Pólvora, de Lisboa com FIRMINA ANGÉLICA AUGUSTINHA DANTAS CORRÊA (De Santo Agostinho), nascida em Alcantara, Lisboa. Filha de Manuel Dantas Corrêa e de Sebastiana Gertrudes ambos naturais de Carvoeiro, em Lisboa.

Tiveram 7 filhos, entre eles:

II-1. Tenente Coronel Carlos Conrado de Niemeyer, nascido em Lisboa, Portugal, por volta de 1786. Tenente coronel do Exército Português. Casado com FRANCISCA AMÁLIA TEIXEIRA.
Pais de:

III-1. JOAQUIM CARLOS DE NIEMEYER, nascido a 10 de Outubro de 1818, na Freguesia de São Nicolau, Pôrto, Portugal, e falecido a 9 de Novembro de 1886, na Rua da Passagem 38, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista.

Casado a 13 de Janeiro de 1842, na freguesia de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçú, Rio de Janeiro (Registrado no livro 6º de casamentos da Igreja do Sacramento, fls. 179) com sua prima Anna VICTÓRIA DE MENDONÇA DE NIEMEYER, nascida a 12 de Março de 1826, em Fortaleza, Ceará, e falecida a 3 de Julho de 1904, no Rio de Janeiro. Filha do Coronel Conrado Jacob de Niemeyer e de Teresa Xavier de Mendonça.

Tiveram 11 filhos, entre eles:

IV-3. FRANCISCA AMÉLIA DE NIEMEYER, nascida a 18 de Agosto de 1845, no Rio de Janeiro, e falecida a 24 de Agosto de 1879.

Casada a 31 de Janeiro de 1864, no Rio de Janeiro (Segundo registro de Livro 10º de casamentos da Candelária, fls. 267v) com NICOLAU HENRIQUE SOARES, filho de Nicolau Henrique Soares e de Luiza Maria de Sant?Ana da Silva.

Tiveram 7 filhos, entre eles:

V-7. OSCAR NIEMEYER SOARES, nascido a 5 de Outubro de 1877, no Rio d Janeiro.

Casado a 18 de Maio de 1899, no Rio de Janeiro (Segundo registro do Livro 9º de casamentos da Glória, fls. 77v) com DELPHINA RIBEIRO DE ALMEIDA, ?Finota?, nascida em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Filha de Antonio Augusto Ribeiro de Almeida (Ministro do Supremo Tribunal Federal) e de (casado com sua prima) Maria Eugênia Ribeiro de Almeida.

Tiveram 6 filhos, entre eles:

VI-4. OSCAR NIEMEYER SOARES FILHO, nascido a 15 de Dezembro de 1907, no Rio de Janeiro. Nascido na Rua Passos Manuel, bairro de Laranjeiras. Posteriormente a Rua Passos Manuel tomou o nome do seu avô materno, Rua Ribeiro de Almeida.

Arquiteto, turma de 1934, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Considerado um dos mais importantes arquitetos do Brasil contemporâneo e autor de inúmeros projetos, quase todos de importância internacional. Entre outros, cito, somente nno Rio de Janeiro: Obra do Berço (RJ 1937); Fluminense Iate Clube (RJ 1945); Iate Clube (RJ 1945); Prédio do Banco da Boa Vista (RJ 1946); Sede do Jornal ?O_Cruzeiro? (RJ 1949); Conjunto Residencial da Fábrica Duchen (RJ 1950); Hospital Sul América, da Lagoa (RJ 1953); Hotel Nacional (RJ 1968); Residência Oscar Niemeyer (RJ 1953); Fundação Laragotti (RJ 1952); Fundação Getúlio Vargas (RJ 1955); Igreja de São Daniel (RJ 1960); Residência Leonel de Miranda (RJ 1961); Sede da Rede Manchete (RJ 1966). Etc., Etc., Etc.

Durante os festejos do Centenário do Clube de Engenharia, em 22 de Dezembro de 1980, foi agraciado com a Medalha Comemorativa do Centenário do Clube de Engenharia fundado em 24 de Dezembro de 1880, por seu tio avô Conrado Jacob de Niemeyer III. Casado com Ana ELISA BALDO (Anita) ? com geração [Ana Maria].


Percebi, tambérm, troca de mensagens sobre o apelido também GUIFFENIG. Nos mesmo apontamentos que havia preparado em 1986, consta:

II-2. Coronel Conrado Jacob de Niemeyer (um dos seis irmãos do Tenente Coronel Carlos Conrado de Niemeyer, citado acma), nascido a 28 de Outubro de 1787, em Lisboa, Portugal, onde foi batizado a 10 de Dezembro do mesmo ano. Falecido a 5 de Março de 1862, no Rio de Janeiro.

Ainda jovem, aos 21 anos de idade, veio para o Brasil, onde já se encontrava sua irmã Maria Antônia Conrado de Niemeyer. Em 1803 assentou praça de Cadete, em Lisboa. Passados seis anos, servindo em Portugal, tomou o rumo do Brasil. Saiu, 1809, do porto de Portsmouth, e chegou ao Rio de Janeiro, no mês de Julho daquele ano, a bordo do brigue ?Destemido?, com a patente de Cadete de Artilharia. Ao chegar no Rio de Janeiro, ficou adido ao Regimento de Artilharia da Corte como 2º Tenente e, ao que parece, em 1811, se matriculou na Escola Militar, onde, segundo o Livro de Matrículas do 2º, 3º e 4º ano, do período de 1811 a 1822, o encontramos cursando o 2º ano, e 1812.

Em 1815 foi promovido a 1º Tenente do Real Corpo de Engenharia. E 1817, completou o seu curso da Escola Militar, com distinção. Em 1824, rebentou em Pernambuco um movimento revolucionário. denominado ?Confederação do Equador?, que proclamou a união republicana de todas as províncias do Norte de Brasil. Participou, com expressiva atuação, na sufocação deste movimento, fortificando a Barra Grande, que deteve as forças comandadas por Barros Falcão, até a chegada do General Francisco de Lima e Silva, a medalha de ouro da ?Constança e Bravura?.

Foi um dos precursores da Cartografia Nacional e, entre os seus trabalhos, cito:

1. ?Planta de Reconhecimento feito nas Capitanias de Pernambuco & Alagoas...? (1819);
2. ?Mapa Topográphico de Pernambuco, Alagoas e Parahiba ...?, junto com o Engenheiro Moraes Âncora (1823);
3. ?Memória Hydrográphica sobre a represa do Rio Beberibe? (1823);
4. ?Carta corográphica... contendo as prov. de Alagoas, Pernambuco, Parahiba, Rio Grande do Norte, e Ceará...?
5. (1843); ?Carta chorográphica do Império do Brasil? (1846).
6. ?Carta chorográphica da Província do Rio de Janeiro?, elaborada juntamente com seu sobrinho Pedro Bellegarde (1863);
7. ?Planta do Rio Uruguay do Porto de S. Borja ao Passo dos Garruchos ...? (1866), etc.

O Coronel Niemeyer foi Comandante das Armas de Pernambuco, onde executou importantes trabalhos, tais como, por exemplo, em 1855, o dessecamento dos pântanos de Olinda e o encanamento das águas do Beberibe. Projetou e construiu pontes, prédios e estradas. Realizou planos de melhoramentos do regime das águas dos rios Guaratiba e Itaguaí, no Rio de Janeiro. Auto, juntamente com seu sobrinho Pedro Bellegarde, de um projeto de arrasamento do Morro do Castelo, no Rio de Janeiro. Dignitário da Imperial Ordem do Cruzeiro, Comendador da Ordem de Cristo. Comendador da Ordem de São Bento de Aviz e Membro efetivo do Instituto Histórico.

Deixou numerosa descendência de seus dois casamentos, que se espalhou pelo Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro. Casado, em primeiras núpcias, com TEREZA XAVIER DE MENDONÇA, falecida por volta de 1828. Casado, em segundas núpcias, a 26 de Junho de 1830, na Cepela de Nossa Senhora da Glória, Rio de Janeiro (Segundo registro de Livro 4º de Casamentos de São José, fls. 214v) com OLÍMPIA ESTELLITA DE AGUIAR GUIFFENIG, nascida por volta de 1817, no Maranhão. Filha do Tenente Coronel Johann Benedicto Gaspar Giffenig (Nascido em Hanover) e de (ua segunda mulher) Apolonia da Luz Aguiar. Neto paterno de Johann Gaspar Giffenig (Nascido em Heinden ??) e de Helena Jacobea Martin (Nascida em Bremen).
Pais de:
(1º Matrimônio) ? 3 filhos
(2º Matrimônio) ? 3 filhos

Entre os filhos do segundo casamento:

III-6. OLÍMPIO GIFFENIG VON NIEMEYER, nascido a 7 de Março de 1841, na Bahia, e batizado a 11 de Maio, do mesmo ano, no Rio de Janeiro (Segundo registro do Livro 8º de batizados de São José, fls. 52v). Falecido a 22 de Novembro de 1912, no bairro da Gávea, Rio de Janeiro. Sepultado no Cemitério de São João Batista. Advogado.

Sobre dr.Giffenig Von Niemeyer, escreveu-se: ?Estudou na Alemanha humanidades e ciências. Com o diploma da Universidade de Leipziz, foi lhe fácil fazer na Faculdade de Direito de São Paulo curso distinto. Formou se em 1864. Exerceu, na monarquia, cargos de magistratura (Minas Gerais e Espírito Santo) e de adiministração (ex: secretário geral do Amazonas duranteo Governo de seu irmão, o Coronel Conrado Niemeyer). Um dos fundadores da Faculdade Livre, desempenhou com propridade, vasta ciência e assiduidade impecável o magistério, revelando se excelente professor de Direito Roano. Escreveu opúsculos: ?Estudos Criminais sobre o direito policial?; ?Da influência do Direito Romano em matéria de usufruto nas legislaç?es sul americanas? (em alemão). Poligrota, homem dee severos costumes, lente corrente e bondoso, espírito cultivado e prudente, foi um dos professores mais preestigiosos da escola?.

Em 1879 era Membro do Conselho Diretor do Instituto da Ordem dos Advogados dos Brasil (criado por Decreto de 7 de Agosto de 1843), além de fazer parte da Comissão de fundos da mesma isntituição. Em 1891 tinha escritório na rua do Carmo 18. Residiu na Rua da Sagração 5, em Icaraí, Niteroi, Rio de Janeiro. A partir de 11 de Maio de 1892 passou a lecionar Direito Romano na Faculdade Livre. Cavaleiro da Ordem de Cristo.

Casado com EMÍLIA BESSA LEITE, nascida no Rio de Janeiro. Filha de José de Bessa Leite e de Maria da Silva.
Pais de 2 filhos:


Percebi, ainda, a troca de mensagens sobre o apelido BELLEGARDE. Nestes mesmos apontamentos, escrevi naquela ocasião:

II-3. Maria Antonia Conrado de Niemeyer, nascida em Lisboa, Portugal, onde foi batizada a 4 de Outubro de 1782. Falecida a 21 de Janeiro de 1852, na Rua Valdetaro 108, Rio de Janeiro.

Deixou geração do seu cas., a 24 de Dezembro de 1801, em Lisboa, Portugal, com o Capitão CÂNDIDO NORBERTO JORGE BELLEGARDE, nascido em 1781, em Lisboa, e falecido em 1810, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro. Capitão da Brigada Real da Marinha. Filho de José Antonio Jorge de Bellegarde (Nascido em Lisboa) e de Tereza Rita Joaquina Pereira da Silva (Nascida em Lisboa). Deste casal descende numerosa família de políticos, engenheiros e arquitetos, inicialmente Niemeyer Bellegarde e, hoje, somente Bellegarde.

Tiveram 3 filhos

Meus cumprimentos
Carlos de Almeida Barata

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RE: Henrique Niemayer

#67802 | aeiou2 | 18 Jun 2004 12:11 | Em resposta a: #67600

Ex.mo Senhor,
Sabe-me dizer sff :
1.São irmãs, Firmina Angélica Augustina Dantas Corrêa cc T.Cor.el Jacob Conrado v.Niemeyer, n.4.5.1761, Hanover e Fausta Teresa Dantas Corrêa, n.Alcântara,Lisboa e cc Johann Benedictus Gaspar Giffenig, n.1758 ? Hanover?

2.Quem foi a primeira m.er do T.Cor.nel Johann Benedictus Gaspar Giffenig?
Agradeço e envio os meus melhores cumprimentos

Maria Oom Oliveira Martins

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ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#67811 | abivar | 18 Jun 2004 14:08 | Em resposta a: #61636

Caros Confrades:

Estes Niemeyer ligaram-se a Bivares (do ramo de Abrantes, a que pertencia o grande genealogista Luís de Bivar Guerra), pelo casamento de Luís Garcia Soares de Bivar (nascido na Baía em 1817, falecido no Rio a 5/2/1842) com D. Firmina Herculana Mendonça de Niemeyer (n. Olinda a 7/8/1822, f. Rio, 3/11/1879), filha do Ten. Coronel Conrad Jacob Niemeyer e D. Teresa Xavier de Mendonça (referidos em diversas mensagens deste tópico). Este casal teve larga descendência, a que pertence o meu quase homónimo Antônio Bivar, conhecido escritor brasileiro contemporâneo, com o qual estabeleci contacto recentemente, embora não tenha com ele parentesco conhecido.

Segundo Bivar Guerra, Luís Garcia Soares de Bivar era filho de Diogo Soares da Silva de Bivar (nascido em 1785), filho este do Dr. Rodrigo Soares da Silva de Bivar (e de D. Joana Arrais de Mendonça, ou Mendonça Arrais, solteira, uma das Senhoras de quem este Dr. Rodrigo teve filhos, sendo dele descendente o próprio Luís de Bivar Guerra, mas através de outra ligação, possivelmente com uma Senhora do meu ramo de Bivares – D. Teresa Josefa de Bivar Albuquerque e Mendonça), nascido em Abrantes a 7/1/1726, filho de Fernando da Silva Correia e D. Teresa Josefa de Bivar (n. Torres Nova a 16/9/1695), filha esta de João Soares de Almeida de Bivar e D. Maria Madalena de Castro (deste casal descende a família “Suarès d'Almeyda” francesa que figura em todos os elencos da nobreza francesa, usando armas que são as dos Bivares portugueses com ligeiras alterações nos esmaltes e no número de faixas na partição onde estão representadas as armas de Aragão – um ex-libris figurando estas armas deu origem a um trabalho de Luís de Bivar Guerra cujo título, que cito de memória, é qualquer coisa como “Patranha genealógica à volta de um ex-libris”). Este João S. A. de Bivar n. Lisboa em 1659 e era filho de Manuel Soares de Almeida de Bivar (n. Torres Novas, baptizado a 6/5/1627) e D. Mariana Lobo Soares, filho este Manuel de Manuel Soares Pinto e D. Sebastiana de Almeida de Bivar (n. Torres Novas, b. 27/1/1595), filha de Luis Rodrigues de Bivar e Genebra de Almeida, filho este Luís (o qual nasceu em Torres Novas e foi baptizado a 30/9/1549) de Diogo Luis Bocacces e Joana Rodrigues de Bivar (também pais do Fidalgo de Cota de Armas Ruy Fernandes de Bivar, a quem foi autorizado o uso das armas dos Bivares, por ser filho desta Joana e neto de outro Ruy Fernandes de Bivar “pertencente à linhagem e geração dos de Bivar que neste Reino são Fidalgos de Cota de Armas”). Joana era então filha do primeiro Ruy Fernandes de Bivar, “biscainho de nação que viveu em Porto de Mós no último quartel do século XV” e de sua segunda mulher Marta Fernandes Malha (aparentada com Mestre Mateus Fernandes que trabalhou na obra do Mosteiro da Batalha). Para trás deste Ruy Fernandes de Bivar, nada se sabe nesta linha de Bivares. É uma família muito interessante, com muitos cruzamentos com Cristãos-novos o que muito terá facilitado o estudo das genealogias através de processos da Inquisição.

Com os melhores cumprimentos,

António Bivar

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RE: Henrique Niemayer

#67819 | nrleite | 18 Jun 2004 15:36 | Em resposta a: #67802

Maria,
Ora viva!

As três irmãs Dantas Correia (Fausta Teresa, Maria Marcelina e Francisca Angélica - e não Firmina Angélica) já cá estão em http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=260627.

Uma vez que o Johann Giffenig veio para Portugal graças aos seus talentos de pirotécnico, não espanta que se tenha casado com uma das filhas de um dos directores da Fábrica da Pólvora de Alcântara (e depois de Barcarena), sendo que as outras duas se casaram também com oficiais germânicos.

Ainda não consegui saber grande coisa deste Manuel Dantas Correia, natural do Carvoeiro.

A primeira mulher do Johann Giffenig foi a Fausta Teresa Dantas Correia. A segunda foi a minha "avó" Francisca Rosa Borges, de quem já falámos, e que casou em segundas núpcias com o Engº Sebastião Alves de quem teve Manuel de Jesus Alves.

Muitos cumprimentos do

Nuno Rocha Leite

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RE: Henrique Niemayer

#67826 | aeiou2 | 18 Jun 2004 16:31 | Em resposta a: #67819

Caro Amigo

Muito obrigada,já tinha visto.Estou a actualizar o meu File o que ainda não tinha feito por falta de tempo.

Cumprimentos da sua prima "enviesada"

Maria Oom Oliveira Martins

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RE: Henrique Niemayer

#70210 | marco2004 | 25 Jul 2004 01:30 | Em resposta a: #62892

Maria José,
estou pesquisando os ancestrais de minha cunhada Regina Barreto Freire, filha de Ricardo Tupynambá Freire e neta de Antônio Alves Freire e Clotilde Tupynambá. Parece que o Sr. Antônio teria alguns parentes no nordeste do Brasil (RGnorte?)
vc poderia me dar alguma ajuda?
Marco Antônio Gonçalaves Rodrigues

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RE: Henrique Niemayer

#70211 | mjfreire | 25 Jul 2004 02:09 | Em resposta a: #70210

Prezado Marco Rodrigues

Não poderei dar ajuda porque o ramo da minha familia é Costa Freire desde o sec XVIII e sempre em Portugal segundo julgo saber. Há muitas familias com o apelido Freire em Portugal e no Brasil.

Maria José Costa Freire

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#130124 | abribas | 04 Out 2006 16:12 | Em resposta a: #67811

Caro António Bivar,

Por acaso tem conhecimento da descendência de Luís Garcia Soares de Bivar com D. Firmina Herculana Mendonça de Niemeyer?
Sendo mais concreto, sabe se tiveram um filho homónimo, Luiz Garcia (Soares) de Bivar (Filho)
n.01.12.1843 (bat. 11.01.1845), Rio de Janeiro,RJ (S.José 9,65) +18.09.1900, Rio de Janeiro,RJ, e com quem este casou?
Penso estará a haver alguma confusão em alguma informação que o dá como tendo casado com Emilia de Bessa Leite, em 1865, a mesma que é referida como esposa de Olympio Giffenig de Niemeyer, seu tio, irmão da mãe, e assim referido na mensagem do Cau Barata neste tópico em http://genealogia.netopia.pt/forum/msg.php?id=67600#lista

Cumprimentos,
António B Ribas

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#130133 | abivar | 04 Out 2006 19:05 | Em resposta a: #130124

Caro António B. Ribas:

Segundo Luís de Bivar Guerra, na sua obra "Bivares em Portugal - subsídios para a sua história" esse foi, de facto, um dos treze filhos (o segundo, e primeiro varão) do casal, embora Bivar Guerra diga que foi baptizado na freguesia do Sacramento, na data que o confrade indica e quase com a mesma referência de livro e página (L. 9, fls 65vº). Diz também que casou com D. Emília Bessa Leite, a 29/4/1865 (Rio de janeiro, freguesia de Sant'Ana, L. 4, fls. 83), filha de José de Bessa Leite e D. Jacinta Maria da Silva, tendo tido três filhos:

1. D. Luisa, s.m.n.
2. D. Olímpia de Bessa Niemeyer, casada no R. de J. a 20/9/1892 com o General António José de Lima Câmara.
3. Alípio, s.m.n.

Segundo Bivar Guerra, toda a resenha genealógica que apresenta acerca desta linha de Bivares brasileiros é devida ao Engº Carlos Rheingantz, Presidente do Colégio brasileiro de Genealogia, o quel terá extraído as informações dos ficheiros paroquiais daquela instituição. Estranhei a filha D. Olímpia usar Bessa Niemeyer e não Bivar, o que não seria de estranhar em épocas mais recuadas, mas já parece menos comum na segunda metade do século XIX; terá havido alguma confusão no estabelecimento destas linhas de descendência?

Com os melhores cumprimentos,

António Bivar

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#130140 | abribas | 04 Out 2006 20:33 | Em resposta a: #130133

Caro António Bivar,

Penso que sim, haverá alguma confusão nessas linhas descendentes, que eu estou de momento a tentar esclarecer.

Se verificar no site do Colégio Brasileiro de Genealogia, em Arquivos Genealógicos, título Niemeyer do arquivo de Paulo Carneiro da Cunha, encontra a Emília de Bessa Leite ora casada com um, ora casada com o outro, e em ambos os casamentos com uma filha Olimpia.

Carlos Eduardo Barata, actual presidente do CBG, em mensagens trocadas comigo e na mensagem que eu anteriormente referi, dá Emilia de Bessa Leite cc Olimpio Giffenig de Niemeyer cerca de 1865, pais de:

1.Olympia de Bessa Niemeyer, n.__ +5.04.1937, Rio de Janeiro,RJ, casada 20.09.1892, Rio de Janeiro,RJ, (Gávea 1,20) com Antônio José de Lima Camara, oficial do exército, n.03.07.1868, N Sa da Guia, +17.12.1939, Rio de Janeiro,RJ, filho de Antônio José de Lima Camara e Euthalia Josephina Ribeiro.

2. Basilia (ou Blesyla) de Bessa Niemyer, casada 29.07.1899, Rio de Janeiro, RJ (S.José 10,195v - em casa do Marquês de S.Vicente 2-G) com Horacio Liberato Bittencourt, n.Florianópolis, SC (NSa Desterro), filho de Liberato Francisco de Bittencourt e Maria Bernardina.

Ora esta EMÌLA DE BESSA LEITE, n. Rio de Janeiro, RJ (Santa Rita +/-1845) +14.06.1913, Rio de Janeiro, filha de JOSÉ DE BESSA LEITE e Jacintha Maria da Silva, é bisneta do meu pentavô, Francisco Ferreira Bessa, que está aqui na BD em http://genealogia.netopia.pt/pessoas/pes_show.php?id=284349

Pai:
JOSÉ DE BESSA LEITE, f leg de FRANCISCO DE BESSA LEITE e Claudina das Chagas de Jezus (Newton), bat freg Santa Rita, casou (Sta. Rita 4, 138v) pelas 5 horas da tarde de 24-08-1844 com Jacintha Maria da Silva, filha leg de Manoel José da Silva e Constância Soeira de Pontes, bat freg N.S. da Madre de Deus da cidade de Porto Alegre.

Avô Paterno:
FRANCISCO DE BESSA LEITE, n. 9 Junho 1795, Lordelo do Ouro, Porto, f leg FRANCISCO DE FERREIRA BESSA e Maria Joaquina de Santa Rita da Costa Lima, +11 Dezembro 1829, no Rio de Janeiro, cas. Rio (Santa Rita 3, 66v) 03.06.1820 com Claudina das Chagas de Jesus.

Vem daqui o meu interesse.
Se entretanto souber algo mais, darei aqui noticia.

Cumprimentos,
ABR

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#130160 | abribas | 05 Out 2006 00:24 | Em resposta a: #130133

Acrescento que Emília de Bessa Leite está aqui na BD, como esposa do Olímpio Giffenig de Niemeyer, em http://genealogia.netopia.pt/pessoas/pes_show.php?id=572041
Cumprimentos,
ABR

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#130815 | abribas | 11 Out 2006 12:14 | Em resposta a: #130133

Caro António Bivar,

Confirmaram-me nas paroquiais do Rio de Janeiro o casamento de LUIS GARCIA SOARES DE BIVAR (*01.12.1843, +18.09.1900) com EMILIA DE BESSA LEITE (*1845, +14.06.1913):

Cas. em 29/04/1865 pelas 6 da tarde.
LUIS GARCIA SOARES DE BIVAR, f leg. de LUIS GARCIA SOARES DE BIVAR e de FERMINA MENDONÇA NIEMEYER DE BIVAR, nat. e bat. freg. São José desta Corte, com EMILIA DE BESSA LEITE, f leg. de JOSÉ DE BESSA LEITE e de JACINTHA MARIA DA SILVA, nat. e bat. freg. Santa Rita desta Corte.
Testemunhas: Conselheiro Gustavo Adolfo de Aguillar Pantoja e Manoel Calbot.
(ACMRJ/Sant’Anna 4,83/ Notação actual do livro: AP-0684).

E ainda o casamento de três filhas:

1) LUIZA DE BESSA NIEMEYER (*1867, +20.02.1889) e FRANCISCO ANTONIO DO COUTO.
Casamento em 23/06/1888 pelas 5:30 da tarde.
Ela, com 21 anos, f leg. de Luis Garcia Soares de Bivar e de Emilia Bessa Leite de Bivar, bat. e moradora na freg. de Sant’Anna.
Ele, negociante, com 23 anos de idade, f de Umbelina Firmina da Conceição, bat. freg. do Desterro de Itamby e morador na de São João Batista de Niterói.
Testemunhas: Primeiros-tenentes da Armada Aprígio dos Santos Rocha e Alexandre Gatorino da Veiga.

2)OLYMPIA BESSA NIEMEYER (*?, +5.04.1937) e ANTONIO JOSÉ DE LIMA CAMARA (*03.07.1868, +17.12.1939)
Cas. em 20/09/1892.
ANTONIO JOSÉ DE LIMA CAMARA, f leg. de ANTONIO JOSÉ DE LIMA CAMARA e de EULÁLIA JOSEPHINA RIBEIRO DE LIMA CAMARA residente na freg. de São João Batista da Lagoa, com OLYMPIA BESSA NIEMEYER, f leg. de LUIS GARCIA SOARES DE BIVAR e EMILIA DE BESSA LEITE DE BIVAR, nat. freg. Sant’Anna e moradora na da Gávea.
Testemunhas: Coronel Joaquim Leovegildo de Sousa Coelho e TenCel Francisco de Paiva Azevedo.
(ACMRJ/Gávea 1, 20/ Notação actual do livro: AP-0568).

3)BLESYLA NIEMEYER e Capitão HORACIO LIBERATO BITTENCOURT.
Casamento em 29/07/1899 pelas 5 da tarde.
Ela f leg. de LUIZ GARCIA DE BIVAR FILHO e de EMILIA DE BESSA LEITE, nat. e bat. freg. de São Cristóvão e moradora na de N.S, da Conceição da Gávea.
Ele f leg. de Liberato Francisco de Bittencourt e de Maria Bernardina de Bittencourt, falecidos, nat. e bat. freg. N.S. do Desterro de Florianópolis, Santa Catarina, morador na freg. de São José.
Test.: Ten.Antonio José de Lima Câmara e Dr.Olympio Giffenig Von Niemeyer.
(ACMRJ/São José 10, 195v/Notação actual do livro: AP-0048).

Sendo assim, não sei como aparece a informação do casamento de Olímpio Giffenig Niemeyer com Emilia de Bessa Leite, o que penso não estará correcta.
Também estranho que todas usem Bessa Niemeyer e não Bessa Bivar ...

Perante estes dados, vou assumir este entroncamento Bessa Leite-Niemeyer Bivar, e não o outro Bessa Leite-Giffenig Niemeyer.

Cumprimentos,
António B Ribas

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RE: Henrique Niemayer

#151868 | abribas | 09 Abr 2007 23:37 | Em resposta a: #67600

Caro Cau Barata,

Sobre a Emilia Bessa Leite, que aparece nessa lista casada com Olímpio Niemeyer, gostaria que, se possível, confrontasse com as informações recolhidas no ACMRJ e expostas na mensagem abaixo http://genealogia.netopia.pt/forum/msg.php?id=130815#lista, e que fazem a ligação Niemeyer-Bivar-Bessa Leite.
Será que existe outra Emilia ou é "gralha" nas fontes também expostas no CBG?

Cumprimentos
António

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RE: Henrique Niemeyer

#184339 | MManuel | 10 Fev 2008 15:23 | Em resposta a: #62364

Caro Henrique

Talvez minha pergunta nao sera bem sucedida, mas na minha familia sei que ha um militar que dizem sempre ter falecido em Africa qual delas nao sei.
Se chamava Orlando Oliverira Rodrigues nasceu 1901 02 03 nascido em Elvas,.
Se tiver alguma informacao lhe agredecia muito

Orlando Oliveira Rodrigues era filho de um Capitao Antonio Assuncao Rodrigues e de Esperanca da Conceicao Oliveira Rodrigues casados em Elvas.
Alguma coisa que saiba lhe agradecia. Os meus cumprimentos. MManuel

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#203096 | toubibouto | 13 Jul 2008 16:40 | Em resposta a: #67811

Caro Antonio Bivar,

Sou um descendente do ramo dos Bivares de Porto de Mos e Torres Novas por Joao Soares de Almeida (n.Torres Novas em 1696,f.Toulouse/França a 28/05/1771 ),filho de Joao Soares de Almeida de Bivar (n.Lisboa em 1659) e D.Maria Madalena de Castro, e por conseguinte irmao de Rodrigo Soares de Almeida de Bivar (b.Torres Novas a 28/04/1691) e de D.Teresa Josefa de Bivar (n.Torres Novas a 16/09/1695): é este segundo Joao à origem da familia francesa que tomou o apelido de "Suarès d'Almeyda".
Nao pude procurar-me a obra de referência de Luis de Bivar Guerra "Bivares em Portugal" editado em 1970, e estaria-lhe por isso realmente muito grato do mais minimo indice sobre os ascendentes de D.Maria Madalena de Castro ou Genebra de Almeida e Manuel Soares Pinto , dos quais herdamos os sobrenomes Almeida e Soares , e sobre as datas e os lugares dos diversos casamentos e falecimentos.

Com os meus melhores cumprimentos,

François de Suarès d' Almeyda

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#203103 | abivar | 13 Jul 2008 19:00 | Em resposta a: #203096

Cher François de Suarès d´ Almeyda:

Permêtez-moi de vous répondre en français, puisque vous avez eu l'amabilité d'écrire en un portugais irréprochable. Je suis très heureux de rencontrer un membre de la famille de Suarés d' Almeyda, par laquelle je m'intérésse depuis très longtemps, du fait des coïncidences onomastique et héraldique avec une branche de mes ancêtres, bien qu' il n'y ait pas de lien généalogique connu entre nos deux branches familliales portant le nom “de Bivar”, nonobstant l' identité des armes qui leur ont été atribuées; cet interêt est aussi dû au fait que la France est un pays qui m' est très cher depuis l' enfance (j' ai étudié au Lycée Français de Lisbonne jusqu' à l' âge de dix ans), et où je me suis fait de très bons amis lors de mon séjour de quatre ans à Paris dans les années 1977-81. Je possède l' ouvrage de Luís de Bivar Guerra et je vous envoie donc les informations généalogiques qui s' y trouvent concernant vos ancètres portugais, en complément de celles qui se trouvent déja ici dans d' autres messages. On a donc:

I - Ruy Fernandes de Bivar, issu du pays basque, a habité Porto de Mós vers la fin du XVème siècle; marié en secondes noces à Marta Fernandes Malha. Ils ont eu parmis d' autres enfants:

II - Joana Rodrigues de Bivar, mariée à Diogo Luiz Bocacces “le français”, veuf, décédé en 1561 à Torres Novas. Joana est décédée aussi à Torres Novas le 7/2/1586. Ils ont eu, parmis d' autres enfants:

III - Luiz Rodrigues de Bivar, baptisé à Torres novas le 30/9/1549; marié à Genebra de Almeida, sa cousine. On ne connaît pas la filiation de Genebra; quelques auteurs on supposé qu' elle serait la fille de l' “Alcaide-mór” de Torres Novas D. Pedro de Almeida, du fait que par un document manuscrit de la main de Luiz Rodrigues de Bivar on sait que cet Alcaide-mór lui a laissé un dot de 50 “cruzados”. Luís de Bivar Guerra refuse cette hypothèse car, d' après lui, ce serait impensable que son mari ait omis cette filiation si prestigieuse, au cas où elle aurait eu lieu, puisqu' il décrit avec détail sa proche famille, mais de sa femme il dit seulement que c' est une “parente”. Luís de Bivar Guerra suppose qu' elle pourrait être la fille de António de Almeida et Catarina Malha, soeur de Joana Rodrigues de Bivar, ce qui expliquerait la parenté avec son mari (ils seraient cousins germains). Ils ont eu, parmis d'autres:

IV - D. Sebastiana de Almeida de Bivar, baptisée à Torres Novas (S. Tiago) le 27/1/1595, ayant eu pour parrains Heitor Pinto et Maria Pinta, enfants de Gracia Luiz de Bivar (soeur de Luiz Rodrigues de Bivar et mariée à Diogo Fernandes Pinto, “chrétien-nouveau”, ayant aussi pour enfant le Rev. Père António de Bivar qui est sépulté à Rome à l' église de Saint Antoine des Portugais, où l' on trouve son inscription tumulaire avec les armes de Bivar). Mariée à Torres Novas (S. Tiago) le 25/6/1624 à Manuel Soares Pinto, fils de Bartolomeu Soares et Maria Pinta, naturels de Torres Novas, “appartenant à une riche famille de chrétiens-nouveaux”; ils seraient issus d' un “Maître Antoine” (“Mestre António”), “Físico-mor” (“médecin-majeur”) du Roi D. Jean II (XIVème siècle), converti à la Foi Catolique et baptisé par le monarque lui-même. Le traitement de “Dona” de D. Sebastiana est documenté dans son acte de mariage et mérite qu' on s'y arrête car il était à l' époque encore assez rare, même au sein de la noblesse provinciale; pour l' expliquer, on devrait supposer que son père ait acquis ce droit pour sa femme et ses filles (du fait d' avoir professé à l'ordre du Christ, par exemple, ou d' avoir eu une des charges publiques qui conféraient se droit) car il paraît que sa mère n' était pas désignée de cette façon dans les actes de naissance de ses enfants, mais, par la suite les femmes de ses descendants, héritent de ce traitement, comme on voit ci-dessous. Ils ont eu, parmi d' autres:

V - Manuel Soares de Almeida de Bivar, baptisé à Torres Novas (S. Tiago), le 6/5/1627. Marié une première fois à la “riche héritière” D. Mariana Lobo Soares, fille de João Fernandes Soares et de sa femme Inês Pereira, aussi appartenant à une famille de “chrétiens-nouveaux”. D' où le fils unique:

VI - João Soares de Almeida de Bivar, né à Lisbonne, à la maison de ses grands parents maternels, rue de “Mata Porcos”, en 1659, baptisé en la paroisse de S. Julião, parrainé par son oncle maternel le “Beneficiado” Manuel Soares Pereira. Marié en 1689 à D. Maria Madalena de Castro, fille d' un riche marchand et propriétaire d' un contrat du tabac Rodrigo Machado Sequeira et de sa femme Isabel Garcia. Rodrigo était par sa mère le descendant des Teixeira de Sampaio, avec beaucoup de parents en Hollande et il était le petit-enfant paternel du Dr. Rodrigo de Sequeira, des Sequeira de Veiros, dont quelques uns ont émigré à Bordeaux y ayant originé la famille Sequerra. D. Maria Madalena et son frère ont dû se présenter à l' Inquisition de Lisbonne pour répondre à des accusations de judaïsme portées par des beaux-frères, eux-mêmes victimes d' un procès semblable, mais ils ont été illibés. Ils ont eu parmi d'autres enfants:

V - João Soares de Almeida de Bivar, né en 1701, d' après le procès à l' Inquisition de Lisbonne de sa mère et de sa soeur Teresa. Il a été envoyé en Italie chez son oncle maternel Frère José de Castro (“Frei José de S. Luís”) , Abbé du Couvent des Céléstins de Sulmona (Duché de Mantoue) pour suivre des études, mais il a émigré aux Antilles; son frère Manuel l' a accompagné en Italie et est devenu plus tard abbé du même couvent des Céléstins et évèque “in partibus” de Sulmona. Ancêtre de la famille française de Suarès d' Almeyda.

Amicalement,

António Bivar

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#203462 | toubibouto | 17 Jul 2008 16:47 | Em resposta a: #203103

Caro Antonio,

Agradeço-o muito cordialmente da sua resposta tao rapida , tao desenvolvida , e alem disso em excelente francês !
Aprendo la um grande numero de informaçoes extremamente interessantes .
E bem evidente que , se deseja a mais minima informaçao sobre a minha familia e os meus antepassados franceses , estaria muito feliz de comunicar-lha .

Com muita amizade ,

François de Suarès d' Almeyda

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#214320 | veraespanha | 29 Nov 2008 12:05 | Em resposta a: #67811

Embora não conheça genealogia, me interesso pelas origens de minha família e, se posso ajudar nesta pesquisa, relato aqui alguns fatos contados por meus pais e avós.
Contavam-me que nossa ascendência, de fato, era Bivar e Niemeyer. Havia também um ramo da família que era Adrover.
Fato é que, por volta de 1850, meus bisavós sairam da Espanha por conta de um movimento revolucionário. Meu bisavô teria sido um membro da marinha espanhola.
Contavam-me também que, não sei por quais motivos, uma das filhas do casal teria ficado na Espanha, tendo o apelido de Paquita. Minha avó era valenciana mas não sei se sempre este ramo da famíla se localizou ali. Este ramo da família também tinha no sobrenome o Perez ou Peres.
Alguns de meus tios ainda conservavam o nome de Bivar: Jorge, Diogo, mas também tinham em seus nomes os sobrenomes de Moreira de Souza.
Quanto aos Niemeyer, sei menos ainda. Apenas que alguém ligado a meu avô paterno, chamava-se Anna Niemeyer e havia na família dele alguém que se chamava Conrado Niemeyer. Meu pai era primo de Oscar Niemeyer. Sei também que um dos irmãos (?) de Oscar, se não me engano, de nome Carlos, teria sido morto na prisão, aqui no Rio de Janeiro, por conta da Intentona Comunista ou do golpe de Estado de 1937.
Agradeceria quem me enviasse mais fatos.

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#218690 | iplcamara | 17 Jan 2009 15:04 | Em resposta a: #214320

Prezada Vera,

Recomendo que entre no site do Colégio Brasileiro de Genealogia (CBG) e veja em"Artigos" (no link à esquerda) o que há sobre os Niemeyer.

Irene.

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#218719 | carlos cg | 17 Jan 2009 20:50 | Em resposta a: #218690

Cara Irene

e demais confrades :


já enviei os dados do tetravô do arquitecto Oscar Niemeyer (a sua trisavó Francisca Amália Teixeira já consta) e estou à espera que sejam publicados para entroncarem com as famílias Canêdo e Teixeira Guimarães de Vila da Feira.
Vou esperando com paciência porque sei que o nosso amigo Rui Gil não tem mãos a medir com as correções/actualizações que lhe chegam diariamente

Um abraço

Carkos Couto Guimarães

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RE: ligação Niemeyer-Bivar no Brasil

#218759 | aeiou2 | 18 Jan 2009 07:23 | Em resposta a: #214320

Cara Vera,

Se quizer peça o meu contacto, sff, ao Moderador para lhe enviar o que tenho sobre os Niemeyer.

Cumprimentos
Maria

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RE: João Gaspar Giffening

#218795 | chartri | 18 Jan 2009 15:30 | Em resposta a: #62302

Caro Confrade
Sóu descendente (é mu 7º avô) do pai do Ten Johann B K Giffenig. Apresento abaixo o que obtive, não muito cuidado dado que o meu software é inglês e eu estou a meio de o transormar em português. sera que tem dados que acrecentem mais alguma coisa?


Descendência Narrativa de Johann Caspar Giffenig



I. Johann Caspar1 Giffenig casou Helena Jacobia Maertens.

A. Ten. Johann Benedictus Kasper2 Giffenig nasceu on 15 Sep 1747 at Minden, Hanover, Alemanha. Ele Veio para Portugal integrado no Estado-Maior do Conde de Schaumburg-Lippe, na sua 2ª estadia em Portugal em 1776 com a patente de sargento de artilharia. É mencionado como sendo um "artificier qui a frequenté l'ècole d'ètudes" e era lhe feito um "double paye", numa "Liste des officiers et militaires du corps d'Artillerie du compte regnat de Schaumburg Lipp, qui se rendent au Portugal pour y servir Sa Magest´´e T. F. suivant ce qui a été convenu avec S. Ece Le Chevalier Pinto, ministre plénipotantiaire de SMT Fid auprès de SM, le Roi de la Grand Bretagne" in 1862. , Ele casou Fausta Teresa de Jesus Dantas Correia, daughter of Manuel Dantas Correia e Sebastiana de Jesus (--?--). Ele casou Francisca Rosa Borges, daughter of Anastacio António Dias e Joana Maurícia (--?--). Ele faleceu.

1. Maximian Francisicus3 Giffenig casou Maria Sofia Dorothea Könemann. Ele nasceu in 1779. Ele faleceu on 13 Dez 1833 at Warmsen, Alemanha.

a) Adolph Ernest Arnold4 Giffenig nasceu in 1810 at Diepenau, Alemanha.

b) Georg Carl Diederich Adolph4 Giffenig nasceu in 1814 at Diepenau, Alemanha. Ele faleceu in 1814 at Diepenau, Alemanha.

c) Philipine Janette4 Giffenig nasceu on 26 Jul 1817 at Diepenau, Alemanha. Ela casou Carl Wilhelm Heseker on 12 Dez 1847 at Hanover, Prússia.

2. Christian3 Giffenig nasceu in 1781. Ele faleceu in 1815.

3. Helen Jacobia3 Giffenig nasceu in 1782. Ela casou João Ferreira dos Santos on 14 Nov 1801 at Alcântara, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela faleceu in 1862.

4. Ten. Cor. Johann Benedito Gaspar3 Giffenig nasceu in 1784 at Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele passou para o Exército do Brasil, como alferes, no ano 1802. Ali seguiu a sua carreira, tendo-se reformado em 1844 in 1802. Ele casou Apolónia da Luz Carolina de Aguiar. Ele was retired in 1844. Ele faleceu in 1862.

a) Olimpia Estelita de Aguiar4 Giffenig casou Konrad Jacob de Niemeyer. Ela nasceu on 1 Dez 1812 at Brasil. Ela faleceu on 8 Jan 1857 at Lisboa, Lisboa, at age 44.

b) Amância Eduarda de Aguiar4 Giffenig casou Sebastião Matos. Ela nasceu on 8 Abr 1816 at Brasil. Ela faleceu on 13 Sep 1848 at age 32.

c) João Bento de Aguiar4 Giffenig nasceu on 17 Jun 1817 at Brasil. Ele faleceu in 1834.

d) Manuel Urbano de Aguiar4 Giffenig nasceu on 7 Fev 1820 at Rio Negro do Pará, Guiana Brasileira, Brasil. Ele faleceu on 26 Mai 1847 at age 27.

e) Ana Margarida de Aguiar4 Giffenig casou Manuel de Jesus Alves, filho de Sebastião Rosa Borges e Francisca Rosa Borges. Ela nasceu at Maranhão, Brasil.

(1) Helena de Aguiar Giffenig5 Alves casou Pedro Coutinho da Silveira Ramos. Ela nasceu on 22 Out 1846.

(a) Francisco Silveira6 Ramos casou Libânia Beatriz Nunes. Ele nasceu on 17 Mai 1873. Ele faleceu on 8 Jan 1956 at age 82.

i) Helena Margarida Silveira7 Ramos casou Sérgio Príncioe. Ela nasceu on 1 Jun 1894.

ii) Júlia Amélia Silveira7 Ramos nasceu on 20 Sep 1895. Ela faleceu on 20 Sep 1975 at age 80.

iii) Carlos Silveira7 Ramos

iv) Clementina Martina Silveira7 Ramos casou José Duarte Marques. Ela nasceu on 1 Jul 1899. Ela faleceu on 29 Sep 1976 at age 77.

v) Manuel Afonso Coutinho da Silveira7 Ramos casou Evangelina Modesta Camacho d'Arnedo Peres. Ele nasceu on 18 Jul 1904.

(a) Maria Manuela Peres da8 Silveira Ramos

(b) João Francisco Peres da8 Silveira Ramos

(c) Helena Maria Peres da8 Silveira Ramos

(d) Fernando Manuel Peres da8 Silveira Ramos nasceu on 21 Abr 1946. Ele casou Maria da Purificação dos Santos de Faria Blanc in 1971 at Luanda, Angola.

i) Ricardo de Faria Blanc da9 Silveira Ramos

ii) Rogério de Faria Blanc da9 Silveira Ramos

iii) Regina de Faria Blanc da9 Silveira Ramos

iv) Raquel de Faria Blanc da9 Silveira Ramos

v) Rui de Faria Blanc da9 Silveira Ramos

(b) Pedro Silveira6 Ramos casou Albertina Antónia da Silveira Albuquerque. Ele nasceu on 30 Jun 1874.

i) Fernando Coutinho da Silveira7 Ramos

ii) Manuel Coutinho da Silveira7 Ramos

iii) Júlia Coutinho da Silveira7 Ramos

iv) Alberto Coutinho da Silveira7 Ramos casou Virgínia de Freitas. Ele nasceu on 20 Sep 1902. Ele faleceu on 22 Jul 1977 at age 74.

(a) Virgílio Freitas Coutinho da8 Silveira Ramos casou Maria Manuela da Fonseca Abreu. Ele nasceu on 17 Abr 1941 at Lisboa.

(c) Manuel Silveira6 Ramos

(d) Fernando Silveira6 Ramos nasceu on 30 Mai 1879.

5. Maria3 Giffenig nasceu in 1788.

6. Manuel Urbano3 Giffenig faleceu in 1789. Ele nasceu in 1789.

7. Carolina Frederica Albertina3 Giffenig nasceu at Ajuda, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela casou Ten. Antonio Luis Ribeiro da Silva, filho de António da Cruz Ribeiro e Felicia da Silva, on 21 Out 1815 at N S da Ajuda, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela faleceu on 5 Abr 1847 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria.

a) Eduardo Augusto Giffenig4 Ribeiro da Silva was also known as Eduardo Augusto Ribeiro Assina no batisado da sua sobrinha Carolina, 1ª Visc da Barreira (ADLeiria, Leiria, Sé, Baptisados, fls 161). Ele faleceu circa 1875.

b) Major Antonio Leopoldino4 Ribeiro da Silva nasceu on 22 Mai 1830 at S. Mamede, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele witnessed Voluntario na tropa. Por causa das lutas entre D. Pedro e D. Miguel foi obrigado assentar praça em 24 de Janeiro de 1847 on 24 Jan 1847. Ele witnessed Alferes no Reg Inf 12 por Decreto desta data (AHM cx 1052) on 10 Mai 1865. Ele witnessed Tenente por decreto desta data (AHM Cx 1052) on 1 Jun 1871. Ele witnessed Tenente do Regimento de Infantaria nº 12 na Guarda quando da venda de uma propriedade nos Pinheiros, Leiria a António Carlos da Costa Guerra on 12 Nov 1871. Ele witnessed Foi, nesta data "repreendido deante os oficiais por se ter retirado do comando tendo dado o comando ao seu oficial imediatamente inferior por estar afectado de molestia, sem autorização superior" (AHM Cx 1052) on 11 Dez 1873. Ele witnessed Capitão por Decreto desta data (AHM Cx 1052) on 26 Dez 1877. Ele casou Maria Isabel (--?--) circa 1879. Ele witnessed Louvado por "se prestar voluntariamente a obstar a desobediencia das praças do Reg de Almeida na noite de 30.9.1879" (AHM Cx 1052) on 7 Jan 1880. Ele witnessed Sendo Comandante da 8ª Comp do RI 12 foi considera incapaz para o serviço militat por junta medica desta data (epilepsia) (AHM Cx 1052) on 29 Sep 1882. Ele witnessed Reformado, OE nº 14 e Decreto desta data (AHM Cx 1052) on 4 Out 1882. Ele faleceu on 8 Jun 1900 at age 70.

(1) Júlio Augusto5 Ribeiro da Silva

(2) Amélia5 Ribeiro da Silva

(3) Álvaro5 Ribeiro da Silva

(4) Adélia5 Ribeiro da Silva

(5) Cap. António Luis5 Ribeiro da Silva nasceu on 2 Nov 1874 at Sé, Guarda, Guarda. Ele casou Juliana Fortunata Tavares on 4 Abr 1903 at S. Lourenço, Portalegre. Ele faleceu on 17 Mar 1963 at Portalegre at age 88.

(a) João Alberto Guiffenig Tavares6 Ribeiro da Silva casou Emília (--?--).

i) Juliana Apolónia Guiffenig7 Ribeiro da Silva

ii) Emília Guiffenig7 Ribeiro da Silva

(b) Maria Júlia Tavares6 Ribeiro da Silva nasceu on 12 Fev 1908 at S. Lourenço, Portalegre. Ela casou Eng. Eduardo Augusto Simões Fonseca, filho de Luís Maria da Fonseca e Maria do Carmo Simões, on 26 Abr 1930 at S. Lourenço, Portalegre. Ela faleceu on 7 Jan 1990 at Santa Isabel, Lisboa, Lisboa, Lisboa, at age 81.

i) Maria do Rosário Ribeiro da Silva7 Fonseca

ii) Maria do Carmo Ribeiro da Silva7 Fonseca

iii) Maria da Conceição Ribeiro da Silva7 Fonseca

iv) Maria Antónia Ribeiro da Silva7 Fonseca faleceu.

v) Maria Eduarda Ribeiro da Silva7 Fonseca

vi) Maria Luisa Ribeiro da Silva7 Fonseca

vii) Maria José Ribeiro da Silva7 Fonseca

viii) João José Ribeiro da Silva7 Fonseca

ix) Eng. Eduardo Ribeiro da Silva7 Fonseca nasceu on 8 Aug 1940 at Santos o Velho, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele casou Mette Gauguin, daughter of Eng. Boerge Emil Gauguin e Vibeke Hüttemeir, on 1 Abr 1967 at 5ª Conservt, Lisboa, Lisboa, Lisboa. ,

(a) João Gaugin da Silva8 Fonseca

(b) Júlio Gaugin da Silva8 Fonseca casou Alexandra de Burgos Simas do Canto Brum. Ele nasceu on 9 Nov 1971 at Copenhaga, Dinamarca.

i) Diogo Bartolomeu do Canto Brum Gauguin9 Fonseca

ii) Inês Catarina do Canto Brum Gauguin9 Fonseca

(c) Marcelino Gaugin da Silva8 Fonseca casou Pil Lone Arskog Lydholm. Ele nasceu in 1973.

i) Jasmin Maria9 (--?--) nasceu in 1994.

ii) Francisco Marcelino9 (--?--) nasceu in 1997.

iii) Zakarias9 (--?--) nasceu in 1999.

iv) Clara Maria9 (--?--) nasceu in 2001.

v) Catarina Maria9 (--?--) nasceu in 2004.

(d) Pedro Maria Gaugin da Silva8 Fonseca nasceu in 1977.

i) José da Silva9 Fonseca

c) Guilhermina Carolina4 Ribeiro da Silva faleceu. Ela nasceu at Maldonado, Espanha. Ela casou José Joaquim Leitão, filho de Luís Joaquim Leitão e Rita de Cácia (--?--), on 17 Jun 1853 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria.

(1) Luís Giffenig da Silva5 Leitão casou Gertrudes Theriaga, daughter of Carlos Lopes da Costa Theriaga e Maria do Carmo (--?--), on 7 Out 1876.

(2) Amelia Adelaide Giffening da Silva5 Leitão casou António Augusto de Barros Santa-Rita. Ela nasceu on 23 Nov 1854 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 20 Dez 1854 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria.

(a) Arq. Fernando de Barros6 Santa-Rita casou ... (--?--).

i) Arq. António7 Santa-Rita

(3) José Giffenig da Silva5 Leitão nasceu on 23 Nov 1854 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele was baptized on 20 Dez 1854 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele witnessed Foi 2º Sargento da 4ª Compagnia de Regimento de Lanceiros nº 1, em Elvas. Ele faleceu on 17 Fev 1901 at age 46.

d) Brigida Ernestina Giffenig4 Ribeiro da Silva casou Antonio Correia da Silva Marques, filho de Joaquim António Marques e Antónia Claudina Correia da Silva, at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela nasceu at Santa Isabel, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela witnessed No Diário de Leiria, pag 3: "Agravados os pedecimentos de D Brizida Marques sogra e av´de António Guerra, Conselheiro Jordão e João Guerra. A doente passou a noite muito mal e espera-se a todos os momentos um desenlave fatal. Sentimos profundamente" on 12 Mai 1893. Ela faleceu on 5 Jun 1894 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela witnessed No Diário de Leiria desta data, pag 2: " Falecimento: Depois de prolongada doença e de uma agonia prolongada e dolorossisima sucumbiu a sr D Brígida da Ailva Marques, sogra e avó dos nossos amigos António Guerra, Conselheiro Jordão e dr João Guerra. A falecida era uma senhora muito bondosa e de trato afavel para os que tinham o prazer das suas relações, que eram em limitado número: a sua exª vivia concentrada quase exclusivamente para a sua família, que a estremecia. Por testamento feito no ano passado no tablião sr Paraizo deixou a terça a sua filha D Edwiges Jordão com a obrigação de dar metade do rendimento a outra filha D Carolina Guerra enquanto viva. Legou tambem a suaantiga criada o usufruto de uma casa e 50.000 reais em dinheiro. O seu funeral foi muito concorrido e sobre o feretro foram dispostas tres formosas coroas oferecidas por seus filhos, genros, irmãos e cunhado o sr General Gouveia. O caixão foi depositado no jazigo da família. Acompanhamos na sua justa dor a família da ilustre finada" on 6 Jun 1894. Ela witnessed No Diário de Leiria desta data, pag 2, saiu o anuncio do falecimento com o seguinte teor: " Hedwiges Emilia Marques da Silva Jordão, Carolina Amélia Marques Costa Guerra, Virgínia Costa Guerra Charters d'Azevedo, Cecília Costa Guerra Seabra, Sarah Beja Costa Guerra, Maria Hedwiges Ribeiro Gouveia, Leopoldina Gouveia Novais, António Caarlos Costa Guerra, Joaquim de Oliveira Reis Jordão, João Carlos Marqus da Costa Guerra, Roberto Charters d'Azevedo, Armando de Seabra, João José Lycio de Gouveia, Abel de Carvalhão de Novais, mãe, sogra, avó, irmã, cunhada e tia on 6 Jun 1894.

(1) Leopoldina5 Silva Marques nasceu on 9 Dez 1841 at Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 31 Dez 1841 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela faleceu on 9 Jun 1842 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria.

(2) Hedwiges Emília da5 Silva Marques nasceu on 11 Dez 1843 at Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 21 Dez 1843 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela casou Conselheiro Joaquim de Oliveira Rino Jordão, filho de Joaquim de Oliveira Jordão e Teresa de Jesus da Costa, on 12 Fev 1866 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela faleceu on 25 Abr 1921 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria, at age 77.

(3) Carolina Amelia da5 Silva Marques nasceu on 4 Aug 1849 at Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 17 Sep 1849 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela casou Dr. Antonio Carlos da Costa Guerra , 1º Visconde da Barreira, filho de Cap. António Maria da Costa Guerra e Guilhermina José Henriques da Costa Guerra Gaio, on 10 Jun 1866 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela faleceu on 11 Abr 1932 at Leiria, Leiria, Leiria, at age 82.

(a) Dr. João Carlos Marques da Silva da6 Costa Guerra , 2º Visconde da Barreira was also known as *2º Visconde da Barreira. Ele nasceu on 27 Fev 1867 at Leiria, Leiria, Leiria. Ele was baptized on 28 Mar 1867 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele witnessed the baptism of Cacilda Lopes Rebelo de Andrade on 12 Nov 1876 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele witnessed 2º Visconde da Barreira, foi médico do partido municipal de Leiria, do Hospital da Misericordia, do Montepio Leiriense, subdelegado de Saúde do Concelho de Leiria, delegado de Saúde do Distrito e professor de Ciências Naturais no Liceu de Leiria. Foi homem inteligente e de fino trato, leal, de caracter franco e de excepcional bondade como diziam os jornais da época. Ele witnessed O Distrito de Leiria (pag 2) noticia que "concuia a formatura na Univ de Coimbra o nosso estimado conterrâneo o sr dr João Carlos Marques da Silva da Costa Guerra. Consta que o novo médico irá a concurso aberto para a vaga deixada pla aposentação do Dr Eça, achando-se desde já a exercer clínica. Agouramos-lhe uma excelente carreira, pois que é novo, inteligente e trabalhador" on 8 Aug 1893. Ele witnessed O Distrito de Leiria, pag 2, desta data noticia " pelo sr dr João C da Costa Guerra foi pedida em casamento a sr D Sarah Beja filha do sr Tenente Beja. A noiva é uma senhora formosissima que alia ao encanto da sua beleza a graça da juventude e o atractivo da sua bondade cativante. Do noivo, um rapaz simpático e elegante, é inutil falar pois todos o conhecem pelo seu trato finissimo e pelos srviços de médico inteligente, solicito e desinteressado. É pois um par gracioso que o amor vai unir e a felicidade encher de perenes e infindaveis benefícios. Assim lho desejamos" on 20 Jan 1894. Ele witnessed O Distrito de Leiria, desta data, pag 3, puublica um anuncio pelo que o "Dr J da Costa Guerra, Mádico cirugião pela Universidade de Coimbra dá consultas das 10 à 11h da manhã e das 3 às 4 da tarde. Preço 200 res. Visitas ao domicílio a toda a hora: preço das 8 da manhã à meia noite 500 reis e depois da mei noite 1000 reis. Qualquer operação ou análise tem preço segundo a sua importância" on 10 Fev 1894. Ele casou Sara Celestina Lopes de Beja, daughter of Cap António Augusto de Beja e Maria Francisca da Conceição Lopes, on 13 Mai 1894 at Leiria, Leiria, Leiria. Ele witnessed Diploma de Delegado de Saúde do Distrito de Leiria (Registo Geral de Mercês, República, liv 3, fl 186v) on 18 Abr 1914. Ele witnessed Diploma nomeando médico municipal de Leiria (Registo Geral de Mercês, República, liv 3, fl 177v) on 2 Dez 1914. Ele faleceu on 19 Mai 1925 at Lisboa, Lisboa, at age 58.

i) Dr. Antonio Carlos Pereira da7 Costa Guerra , 3º Visconde da Barreira was also known as *3º Visconde da Barreira. Ele nasceu on 21 Dez 1894 at Leiria, Leiria, Leiria. Ele was baptized on 19 Mar 1895 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele casou Maria Francisca de Macedo Oliveira Simões, daughter of Gen. José Maria de Oliveira Simões e Feliciana Maria Alves de Macedo, on 21 Aug 1915 at Barreira, Barreira, Leiria, Leiria. Ele Licenciado em direito (Univ de Coimbra) em 1917, advogado e professor do ensino técnico em Leiria (escola Industrial e Comercial de Leiria). Procurador à Câmara Cooperativa na 3ª Legislatura, Lavrador e proprietário foi durante anos presidente do Grémio da Lavoura de Leiria e Marinha Grande, que ajudou a fundar. Alem de vários artigos de jornal, na defesa da lavoura e dos princípios monarquicos, publicou a tese que apresentou ao I Congresso de Actividades do Distrito de Leiria (1943), intitulada Fisiocracia (no Livro do I Congresso das Actividades do Distrito de Leiria, Lisboa, 1944). Ele was educated in 1917. Ele witnessed 3º Visconde da Barreira por autorização de D Manuel II on 7 Nov 1929. Ele witnessed Brazão de Armas: Escuto esquartejado: I e IV Costa - de vermelho, seis costs de prata postas em faixa, dispostas em duas palas e moventes dos flancos do escudo; II Guerra - de verde, torre de prata com chamas de fogo que saem dos alicerces, bordadura a ouro com devisa AVE MARIA GRACIA PLENA em letras de negro; III Pereira - de vermelho, cruz florida de prata, vazia de campo.
Diferença pessoal, a que compete por lhe virem as armas do seu avô paterno: uma flor de liz de ouro. Coronel de Visconde. Timbre: o dos Costas - duas costas passadas em aspa, atadas com torçal vermelho. Registo das armas por alvará do Concelho de Nobreza de 20.1.1948, Reg no Lº I, sob o nº 125, a fls 18 on 20 Jan 1948. Ele faleceu on 20 Sep 1948 at Barreira, Barreira, Leiria, Leiria, at age 53.

(a) Maria João de Macedo de Oliveira Simões Pereira da8 Costa Guerra nasceu on 17 Jul 1916 at Leiria, Leiria, Leiria. Ela casou Dr. José Neves Raposo de Magalhães, filho de José Emílio Raposo de Magalhães e Judite Froes Barreto Neves, on 28 Dez 1940 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria.

i) Jorge Emílio Guerra9 Raposo de Magalhães witnessed Industrial vidreiro e vice presidente do Hospital Amadora-Sintra. Ele nasceu on 30 Jul 1944 at S. Isabel, Lisboa, Lisboa, LIsboa. Ele casou Maria Amélia Ribeiro de Sommer Champalimaud, daughter of Henrique de Sommer Champalimaud e Maria Madalena da França de Sommer Ribeiro, on 18 Dez 1967 at Cascais, Cascais, Lisboa.

(a) Jorge Champalimaud10 Raposo de Magalhães nasceu on 16 Sep 1970. Ele casou Alexandra Nadejda Maria Chrobok in 2001.

i) Luis Wincenty António Amedeo Chrobok11 Raposo de Magalhães nasceu on 15 Dez 2003.

ii) Giovana Chrobok11 Raposo de Magalhães nasceu on 27 Nov 2006.

(b) Lourenço Champalimaud10 Raposo de Magalhães nasceu on 18 Nov 1972.

(c) Martim Champalimaud10 Raposo de Magalhães nasceu on 9 Jan 1974.

ii) João Emílio Guerra9 Raposo de Magalhães nasceu on 5 Abr 1946 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele casou Arq. Maria Manuela Cordes Cabêdo Sanches, daughter of Alm. Manuel Carlos Sanches e Maria do Carmo d'Oriol Pena Cordes Cabedo, on 29 Out 1971 at S Mamede, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(a) Nuno Cabêdo Sanches10 Raposo de Magalhães nasceu on 7 Abr 1971 at Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(b) Afonso Cabêdo Sanches10 Raposo de Magalhães nasceu on 30 Sep 1979 at Alvalade, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

iii) Maria Francisca Guerra9 Raposo de Magalhães casou Eugénio Pereira de Castro Caldas, filho de Eugénio Queiroz de Castro Caldas e Maria Lusitana Mascaranhas de Lemos. Ela casou José Nuno Firmo Botelho de Andrade. Ela nasceu on 23 Fev 1948.

(a) Miguel Magalhães de10 Castro Caldas nasceu on 18 Jan 1972.

(b) Vasco Raposo de Magalhães10 Botelho de Andrade nasceu on 5 Jun 1976.

iv) António Carlos Guerra9 Raposo de Magalhães casou Maria do Rosário Bandeira de Lima de Sousa Machado, daughter of Francisco Rebello de Sousa Machado e Maria Gabriela Campelo de Andrade Bandeira de Lima. Ele nasceu on 24 Out 1951 at Lisboa. Ele faleceu on 24 Jan 2005 at Lisboa at age 53.

(a) João Carlos ....10 Raposo de Magalhães

v) Maria João Guerra9 Raposo de Magalhães nasceu on 12 Out 1953.

vi) Duarte Carlos Guerra9 Raposo de Magalhães nasceu on 13 Fev 1956. Ele casou Isabel Paiva Raposo Farrusco, daughter of Francisco dos Santos Farrusco e Maria do Rosário Buzaglo de Paiva Raposo, on 9 Fev 1980 at Santa Isabel, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(a) Francisco José Farrusco10 Raposo de Magalhães nasceu on 24 Fev 1982.

(b) Gonçalo Nuno Farrusco10 Raposo de Magalhães nasceu on 15 Dez 1983.

(c) Diogo Manuel Farrusco10 Raposo de Magalhães nasceu on 31 Aug 1992.

(d) Bernardo Maria Farrusco10 Raposo de Magalhães nasceu on 27 Sep 1995.

vii) Ana Filipa Guerra9 Raposo de Magalhães nasceu on 3 Mai 1958.

(b) Eng António Carlos de Oliveira Simões Pereira da8 Costa Guerra , 4º Visconde da Barreira was also known as *4º Visconde da Barreira. Ele nasceu on 2 Dez 1921 at Leiria, Leiria, Leiria. Ele witnessed Proprietário e agricultor. Ele witnessed Engenheiro Agronomo (ISA). Ele casou Maria Alice Dantas da Silva de Azeredo Perdigão, daughter of Dr. José Henrique de Azeredo Perdigão e Dr.ª Alice Raquel Xavier Dantas da Silva, on 8 Dez 1947 at Lisboa, Lisboa. Ele witnessed 4º Visconde da Barreira por Alvará do Conselho de Nobreza on 29 Dez 1949. Ele witnessed Cavaleiro da Ordem Equestre do Santo Sepullcro de Jerusalem in 1964. Ele witnessed Comendador da Ordem de Mérito Agrícola e Industrial, classe de mérito agrícola on 15 Jul 1987. Ele witnessed Vogal do Conselho das Ordens de Mérito Civil Portuguesas in 1988. Ele faleceu on 12 Mar 1991 at age 69.

i) Dr.ª Isabel Maria Perdigão da9 Costa Guerra. Her baptism name was Isabel Maria Alice Perdigão da Costa Guerra. Ela nasceu on 15 Sep 1948 at Lisboa, Lisboa. Ela casou João Perestrello Ferreira da Costa, filho de João Cesário de Macedo Ferreira da Costa e Maria de Lourdes Bettencourt Perestrello, on 11 Sep 1971 at Barreira, Barreira, Leiria, Leiria.

(a) Maria Joana Costa Guerra10 Ferreira da Costa nasceu on 9 Abr 1974. Ela casou Jorge Manuel Palma Leal Anjos de Sequeira on 11 Sep 1998.

i) Jorge Maria Ferreira da Costa11 Anjos de Sequeira nasceu on 7 Abr 2001.

ii) Maria do Carmo Ferreira da Costa11 Anjos de Sequeira nasceu on 21 Mai 2004.

(b) Filipa Costa Guerra10 Ferreira da Costa casou António Sebastião Marques Galvão Fialho Pinto on 8 Sep 2001.

i) Maria Leonor Ferreira da Costa11 Fialho Pinto nasceu on 20 Jun 2003.

ii) Maria Madalena Ferreira da Costa11 Fialho Pinto nasceu on 3 Nov 2005.

ii) Dr. João Carlos Pedigão da9 Costa Guerra , 5º Visconde da Barreira nasceu on 6 Dez 1951 at Lisboa, Lisboa. Ele casou Maria Teresa Mira Parreira do Amaral, daughter of José Paulo de Mendonça Cabral Parreira do Amaral e Maria Antónia Palma da Costa Mira, on 16 Abr 1980 at Lumiar, Lisboa, Lisboa. As of 29 Jun 1992, ele was also known as *5º Visconde da Barreira desta data nº 1364, proc 1225 do Conselho de Nobreza.

(a) António Carlos Parreira do Amaral da10 Costa Guerra nasceu on 20 Out 1981 at Lisboa, Lisboa.

(b) Maria Parreira do Amaral da10 Costa Guerra nasceu on 2 Jun 1983 at Lisboa, Lisboa.

(c) Ana Maria Parreira do Amaral da10 Costa Guerra nasceu on 23 Fev 1986.

iii) Ana Mafalda Perdigão da9 Costa Guerra nasceu on 17 Abr 1953 at Lisboa, Lisboa. Ela casou Francisco Manuel Bustorff Brito das Vinhas, filho de Manuel Carvalho Brito das Vinhas e Maria Alice Carneiro Bustorff Silva, on 5 Mai 1975 at Lisboa, Lisboa.

(a) Lourenço da Costa Guerrra10 Bustorff Vinhas nasceu in 1977.

iv) Dr.ª Alice Maria Perdigão da9 Costa Guerra nasceu on 4 Jul 1958 at Lisboa, Lisboa.

(c) José Carlos de Oliveira Simões Pereira da8 Costa Guerra witnessed Proprietário e funcionário da SONAP. Ele nasceu on 6 Mar 1933 at Leiria, Leiria, Leiria. Ele casou Gabriela Isabel de São Payo Osório de Castro, daughter of Rodrigo de Sousa Coutinho Osório de Castro e Maria do Carmo de São Payo Melo e Castro, on 10 Fev 1958 at Lisboa, Lisboa.

i) Maria Francisca de São Gabriel Osório de Castro da9 Costa Guerra nasceu on 24 Mar 1962 at Lisboa, Lisboa. Ela casou Bento António Lencastre de Albuquerque Charrua, filho de Bento dos Santos Carreto Charrua e Maria Olímpia de Lencastre de Barros e Albuquerque, in 1990.

(a) Maria Ana da Costa Guerra de10 Albuquerque Charrua nasceu on 28 Mai 1996.

(b) António Maria da Costa Guerra de10 Albuquerque Charrua nasceu on 14 Mai 1999.

ii) António Carlos Santana Suzana Osório de Castro da9 Costa Guerra nasceu on 11 Aug 1963 at Lisboa, Lisboa. Ele casou Constança Santos Fernandes Mendes Barbosa on 25 Nov 2006 at Cascais, Cascais, Lisboa.

(a) Rodrigo de Santa Maria Mendes Barbosa da10 Costa Guerra nasceu on 15 Jan 2007 at Lisboa, Lisboa, Lisboa.

iii) Maria Madalena de São Felix Osório de Castro da9 Costa Guerra nasceu on 18 Nov 1968 at Lisboa, Lisboa.

ii) João Carlos Pereira Beja da7 Costa Guerra nasceu on 15 Jul 1898 at Barreira, Barreira, Leiria, Leiria. Ele was baptized on 29 Aug 1898 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele casou Cristina Alexandra Monteiro Baptista da Costa Pereira, daughter of Cor. Alexandre Baptista Costa Pereira e Maria da Conceiçao Monteiro, on 15 Jul 1920 at Igreja de S. José, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele faleceu on 21 Nov 1973 at Lisboa, Lisboa, at age 75.

(a) Maria Sara Pereira da8 Costa Guerra nasceu on 11 Aug 1923 at Leiria, Leiria, Leiria. Ela casou Eng Alexandrino Mendes de Almeida, filho de Bernardino Mendes de Almeida e Maria de Oliveira, on 11 Aug 1949 at Sª Marinha da Costa, Guimarães, Guimarães, Braga.

i) Dr. João Carlos Guerra9 Mendes de Almeida nasceu on 25 Aug 1950 at S. Sebastião, Guimarães, Guimarães, Braga. Ele casou Maria Teresa Silva Gouveia on 17 Fev 1977. Ele casou Elma Maria Fernandes Gonçalves on 26 Sep 1998.

(a) Arq. Maria Sara Gouveia10 Mendes de Almeida nasceu on 3 Jul 1978.

(b) João André Gouveia10 Mendes de Almeida nasceu on 26 Jul 1983.

(c) Bernardo Fernandes Gonçalves10 Mendes de Almeida nasceu on 13 Sep 2000 at Funchal, Madeira.

ii) Dr José Alexandre Guerra9 Mendes de Almeida nasceu on 30 Mai 1952 at Lourenço Marques, Moçambique. Ele casou Patrícia Collet Lambert on 26 Nov 1983.

(a) Bruno Lambert10 Mendes de Almeida nasceu on 25 Jun 1985 at S. Paulo, Brasil.

(b) Antónia Lambert10 Mendes de Almeida nasceu on 7 Jul 1988 at S. Paulo, Brasil.

iii) Dr.ª Maria Sarah Guerra9 Mendes de Almeida nasceu on 31 Mai 1958 at Lourenço Marques, Moçambique. Ela casou José Filipe Burnay Pinto do Nascimento on 9 Mar 1981.

(a) Luís Filipe Mendes de Almeida Burnay Pinto do10 Nascimento nasceu on 10 Dez 1982 at S. Paulo, Brasil.

(b) Joana Mendes de Almeida Burnay Pinto10 Nascimento nasceu on 3 Mai 1986 at S. Paulo, Brasil.

iv) Dr.ª Maria Isabel Guerra9 Mendes de Almeida nasceu on 6 Aug 1959 at Lourenço Marques, Moçambique. Ela casou Eng. Ítalo Martinelli Jr on 26 Mar 1982.

(a) Guilherme Mendes de Almeida10 Martinelli nasceu on 22 Nov 1988 at S. Paulo, Brasil.

v) Arq. Maria Cristina Guerra9 Mendes de Almeida nasceu on 16 Sep 1960 at Lourenço Marques, Moçambique.

vi) Dr.ª Maria Luisa Guerra9 Mendes de Almeida nasceu on 12 Mar 1962 at Lourenço Marques, Moçambique. Ela casou Marcos Maurício da Rocha Pereira Leite on 28 Fev 1989.

(a) Marcos Mendes de Almeida10 Pereira Leite nasceu on 13 Mai 1996 at S. Paulo, Brasíl.

vii) Maria Manuela Guerra9 Mendes de Almeida casou Rogério Araújo Bertuzzi. Ela nasceu on 1 Jun 1966 at Lourenço Marques, Moçambique.

(a) Vitória Mendes de Almeida10 Bertuzzi nasceu on 11 Jan 1989 at S. Paulo, Brasíl.

(b) Dr. José Alexandre Pereira da8 Costa Guerra nasceu on 17 Fev 1927 at Leiria, Leiria, Leiria.

iii) Maria Guilhermina Pereira da7 Costa Guerra nasceu on 21 Jul 1899 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 19 Out 1899 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela casou Estevão Machado de Sousa e Silva Oliveira, filho de Estevão Abílio de Oliveira e Maria Ana Machado de Sousa e Silva, on 14 Sep 1918. Ela faleceu in Nov 1935 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria, at age 36. P foi sepultada a D L. Ela Inventário orfanológico (ADLeiria, mç 44, 1º. 2º, nº 11) sendo imventariante seu irmão António Carlos in Nov 1936 at Tribunal, Leiria.

(a) Maria José da Costa Guerra Machado de8 Oliveira

(b) Dr. Carlos Estevão da Costa Guerra Machado de8 Oliveira witnessed Licenciado em Direito pela Univ de Coimbra. Ele nasceu on 22 Abr 1921 at Leiria, Leiria, Leiria. Ele casou Drª Maria do Céu Filomena Aires Gorjão Henriques, daughter of Dr. Duarte Manuel Rafael Barbosa Gorjão Henriques e Isabel Augusta Beltrão Benevides Aires de Azevedo, on 14 Dez 1959 at Quinta de S Bartolomeu, Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele Documento de 26 f de um inquerito sobre as suas actividades de 1963 a 1974 no Secretariado Nacional de Informação, Censura, Cx 586 in 1974. Ele faleceu on 16 Dez 1984 at Lisboa, Lisboa, at age 63.

(c) Maria Alice da Costa Guerra Machado de8 Oliveira

(b) Virgínia da6 Costa Guerra was also known as Virgínia Carolina da Costa Guerra. Ela nasceu on 26 Mai 1869 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 22 Jun 1869 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela casou Eng. Roberto Charters Henriques d'Azevedo, filho de José Maria Henriques d'Azevedo , 1º Visconde de S. Sebastião e Maria Isabel Charters, on 14 Nov 1889 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela witnessed O Distrito de Leiria, na sua edição desta data, refere que teve um mau sucesso em consequência de um parto permaturo tendo estado bastnte incomodada, mas que felizmente se encontra melhor, a esposa do nosso amigo Roberto d'Azevedo. Termina a notícia fazendo sinceros votos para o seu completo restabelecimento on 29 Mar 1893. Ela witnessed Facturou a perna direita on 21 Fev 1938. Ela faleceu on 26 Jun 1948 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa, at age 79.

i) Dr. Luis Carlos da Costa Guerra7 Charters d'Azevedo witnessed Dr. Luis Carlos da Costa Guerra Charters d’Azevedo, licenciado em Medicina com a especialidade de otorrinolaringologista. Formou-se na Faculdade de Medecina em Lisboa (ver foto ao lado). Consequentemente os seus pais alugaram uma casa em Lisboa onde a sua mãe, Dona Virginia habitava acompanhando o seu filho.
O Dr Luis Carlos Charters d'Azevedo era neto do 1º Visconde da Barreira pelo lado da sua mãe e neto do 1º Visconde de S. Sebastião, pelo lado do seu pai. Era igualmente sobrinho da 1ª Baronesa de Vale da Mata, Joana Charters Crespo (a sua avò era irmã da mãe da Baronesa), primo em 8º grau do poeta Afonso Lopes Vieira (o parente comum era o avô do 1º Visconde de S. Sebastião).
O seu consultório era na Rua Ivens nº 36 - 1º em Lisboa onde dava consulta das 16 às 18 h.
Tinha clientes ilustres, como por exemplo, o Presidente da Républica, Marechal Carmona.
Pelo exame da troca de correspondência com a Presidência da República, entre 1941 e 1944, o valor de cada consulta variava entre os 100 e os 150 escudos.
Pertencia ainda ao corpo clínico do Instituto Policlínico da Estefânia, no Largo de D. Estefânia, 6º, 1º em Lisboa (ver um exemplo de uma receita ao lado), dando consulta “às 14 horas”.
Dava apoio médico a várias organizações como por exemplo ao Hospital Francês, como prova uma carta da "Légation de la rèpublique Française au Portugal", datada de 28.6.1939 pela qual dava conta que "au cours de sa dernière séance, l'Assemblée Générale de la Societé Française de Bienfaisance a évoqué les dévoués services que vous voulez bien rendre à l'Hôpital Français" .Fazia medicina gratuita em Leiria durante os meses de férias, utilizando como consultório uma sala da Vila Portela..
Por morte de seu paí em Dezembro de 1942, o Dr Luís Carlos Charters d'Azevedo tornou-se o segundo proprietário da Vila Portela.
O Dr. Luís Carlos Charters d'Azevedo participou como Tenente miliciano médico, em França (batalha de La Lys) na 1ª Guerra, integrado no CEP - Corpo Expedicionário Português. Desenpenhou funções na Coluna de Transporte de Feridos nº 2 em diligência nos postos avançados da frente e foi ainda adjunto do Chefe do Serviço de Saúde da 2º Divisão
No dia 1 de Dezembro de 1919 Leiria prestou homenagem aos oficiais e praças de Infanteria 7 que fizeram parte do CEP. O diploma de honra, reproduzido abaixo foi oferecido ao Dr Luís Carlos da Costa Guerra Charters d'Azevedo, Tenente Médico, pelo pároco e habitantes da freguesia de Leiria. como recordação dessa homenágem. Ele nasceu on 23 Nov 1890 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele was baptized on 21 Dez 1890 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele witnessed O Distrito de Leiria noticia (pag 2, col 3) que se realizou no dia 25 do corrente o fillhinho do noso aigo, sr Roberto Charters d'Azevedo, digno engenheiro desta secção hidraulica. Foram padrinhos os seus tios D. Julia Charters d'Azevedo Cardoso representada pela sua irmã D. Maria Isabel Charters d'Azevedo e o sr João Carlos da Costa Guerra. O neofito recebeu o nome de Luís" on 27 Dez 1890. Ele witnessed Viveu com os pais na Rua de S. Bernardo 78-2º, em Lisboa: Mais tarde mudou-se para a Av da República 44 -2º, esquina com a Rua João Crisostomo in 1902. Ele casou Alíce Coutinho de Oliveira, daughter of Jose Augusto de Oliveira e Rufina Rosa Coutinho Rodrigues Gomes de Oliveira, on 25 Jul 1914 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele witnessed Terminou, conforme atesta ceridão passada pelo Director do Instituto Bacteriológico Camara Pestana que frequentou e passou no exame do curso de Bacteriologia e Parasitologia no ano de 1914-1915 on 10 Dez 1915. Ele was educated on 19 Jun 1916. Ele began military service on 31 Aug 1916 Alferes Miliciano médico pela OE nº 17 de 31 de Agosto de 1916. Ele witnessed Colocado no 1º G do CS (OE de 18 de 11.9.1916) on 11 Sep 1916. Ele witnessed Embarcou para França integrando-se no CEP ficando como subalterno na coluna de transporte de feridos nº 2. Manteve-se em diligencia nos postos avançados da frente passando a comandante da referida coluna de transporte de feridos e adjunto do chefe dos serviços de saúde da 22ª Divisão. Foi depois colocado na ambulância nº 2 e feito serviços no posto de saúde da base on 5 Mar 1917. Ele witnessed 20 dias de licença on 8 Sep 1917. Ele witnessed Tenente miliciano médico (OE n 14 de 30 setembro de 1917) on 24 Sep 1917. Ele witnessed Foi o sócio nº 253 da Liga dos Amigos do Castelo de Leiria in 1918. Ele witnessed 53 de licença on 11 Jan 1918. Ele witnessed Foi presente à junta médica hospitalar da Base nº 2 e julgado incapaz de todo o serviço sendo tal confirmado a 15 do mesmo mês por "doença de infiltração tuberculosa do lado direito de forma rápida e progressiva com perturbações gastro intestinais". (Arq Militar Cx 180/OF, P 1832) on 1 Mai 1918. Ele witnessed Regressou a Portugal on 20 Mai 1918. Ele witnessed Recebeu ordem para se apresentar no Hospital da Estrela onde foi sujeito a junta médica que o deu apto para serviços moderados e foi colocado no Hospital dos Capuchos (serviço de peneumonia). de 25 de outubro de 1918 a 30 de setembro de 1919 in Out 1918. Ele witnessed Serviços moderados (OE nº 22 de 30.11.1918) on 22 Nov 1918. Ele witnessed Licenciado do serviço militar tendo sido louvado "pelo zelo e dedicação que deu provas durante o tempo em que esteve de serviço no Hospital de Campolide mostrando muita competência no exercício da sua profissão nas enfermarias gerais de medicina" (O. nº 277 do Hospital Militar de Campolide de 4.10.1919) on 1 Out 1919. Ele witnessed Condecorado com a medalha da Vitória (D nº 10956 de 24.4.1920) on 24 Abr 1920. Ele witnessed Foi convocado novamente e pretado serviço no 1º GCS, 5ª e 3ª Coompanhias, tendo sido duas vezes louvado on 3 Fev 1926. Ele witnessed fez requerimento a pedir junta medica para ser dado apto para todo serviço, com info positiva do comandante on 14 Mai 1926. Ele witnessed Licenciado, mais uma vez on 29 Aug 1927. Ele witnessed Era sócio nº 8330 da Sociedade de Geografia de Lisboa in 1929. Ele witnessed Assistente Voluntário na clínica de otorinolaringologia da Faculdade de Medicina da Uiversidade de Lisboa até 30 de Maio de 1933, tendo sido dado louvor pelos serviços prestados pelo Dr Carlos de Melo Director da clínica referida on 26 Jan 1929. Ele witnessed Solicitou ser presente a junta médica para verificação da sua aptidão on 23 Jul 1929. Ele Dr. Luís Charters de Azevedo
Encontra-se em Leiria onde vem passar o mês de Outubro na sua linda vivenda, o distinto clínico, combatente da Flandres, leiriense, que honra na Capital Leiria e a medicina o nosso prezado amigo o sr dr Luís Charters de Azevedo.
Especialista em doenças de ouvidos e nariz, temos tido várias ocasiões de observar quanto o seu consultório é frequentado por doentes desses órgãos e quanto trabalho o ocupa em Lisboa quer no seu consultório quer em operações cirúrgicas.
È por isso bem merecido o descanso, que vem ter no seu lindo palacete e parque que o rodeia.
Não nos furtamos a transcrever uma parte da carta que nos dirigiu, avisando-nos para lhe ser remetido "O Mensageiro" para a sua casa em Leiria. Que nos desculpe a publicação, que nos veio avivar dias longínquos mas que não se esquecem. Eis as suas palavras:
"Agora que novamente que na fronteira franco-alemã se desenvolvem acontecimentos semelhantes aos da Grande Guerra, mais me recordo do nosso encontro numa manhã cinzenta, fra e nevada numa estada perto de Roquetoire e também nas dessa sossegada noite de Junho (pelo Santo António) em que na frente, eu no posto de Greens Baru tratava dos feridos e a pouca distância no posto de St Vaast o meu amigo os socorria moral e espiritualmente. Já la vão 22 anos! Qua acontecerá agora? Desculpe as reminiscências que só as teem os que por lá andaram."
Também eu me recordo dessa manhã nevoenta e dessa noite trágica! Nessa manhã saira de Teroane em procura de soldados de Leiria e dum colega capelão. È certo que ia munido duma carta e estavam sinalizadas as estradas, mas tantas voltas dei que não sabia onde estava. Estradas, caminhos, casas era tudo cinzento e igual. Valeu-me o encontro felicissímo com o meu querido amigo, que me indicou a posição e o caminho a seguir.
12 e 13 de Junho! Que horror! Se me recordo! Dezenas e dezenas de feridos eu ajudei a meter em macas! Mais de uma dezena eu ajudei a morrer falando-lhes e recebendo as suas últimas palavras, recomendações para a família, objectos sagrados, cartas, retratos... eu sei lá!~
Muitas outras recordações nos acodem neste momento ao bico da pena, cuja rxteriorização aguarda melhor oportunidade.

(in "O Mensageiro - órgão dos interesses do Distrito de Leiria" de 7.10.1939, pag. 2, 2 col., cujo director, proprietário e editor era o Pe José Ferreira de Lacerda)
on 7 Out 1939 at Leiria, Leiria, Leiria. Ele witnessed Quando da morte de seu Pai, O Eng Roberto Charters Henriques d'Azevedo, 1º proprietário da Vila Portela, em Dezembro de 1942, o General Carmona, à época Presidente da República, enviou o telegrama em anexo apresentando as condolências. Á mão, no documento anexo, está escrito pelo punho do Dr Luís Carlos Charters d'Azevedo que foi recebido pelo Presidente da República, no Palácio de Belem,a 17.3.1943, pelas 16h15 para agradecer os votos enviados
on 17 Mar 1943. Ele witnessed Quando A Rainha D. Amélia se deslocou a Lisboa em 1945, O Dr Luís Carlos Charters d'Azevedo e a sua Mulher foram convidados a assistir à recepção que se realizou no Aviz Hotel. Segundo as suas anotações manuscritas no verso do convite que se encontra ao lado, "Fui e a Alice. Ao beijarmos a mão a Rainha disse-nos que o Tio Guilherme tinha sido um bom amigo. leal e servidor e um grande administrador, e repetiu, um grande administrador".

O "Tio Guilherme", irmão do paí do Dr Luíis Carlos Charters d'Azevedo, General de Brigada do Estado Maior, foi administrador da Casa de Bragança durante alguns anos aopós o exílio, e antes foi Ajudante às Ordens e Ajudante de Campo do Rei D. Carlos on 27 Jun 1945. Ele faleceu on 9 Dez 1953 at Vila Portela, Sé, Leiria, Leiria, Leiria, at age 63. Ele witnessed Baixa do srviço militar por ter atingido o limite de idade (Arq Militar Cx 180/OF, P. 1832) in 1959.

(a) Eng. Roberto Manuel Coutinho de Oliveira8 Charters d'Azevedo Frequentou o Liceu Camões (foi sócio nº 293 da Associação Académica do Liceu Camões em 1929 como se vê do documento ao lado).

Mais tarde frequentou o Instituto Superior Técnico onde se formou em Engenharia Civil. Tinha lá o nº 517.
Foi engenheiro na construção do Estádio Nacional (1939-1948), na Comissão das Construções Hospitalares (1948-1951), no Serviço de Obras do Metropolitano de Lisboa (troço do Marques de Pombal aos Restauradores, que foi inaugurado em Janeiro de 1963), Secretário-geral do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, até 1956 e Director de Serviços e depois Inspector-geral na Fundação Calouste Gulbenkian a partir de 1957. Possui o grau de Oficial da Ordem da Mérito Industrial (alvará de 5.08.1944).
Teve uma firma chamada "PCL -Projectos e Construções Lda", que se dedicou ao ramo da "construção civil" que teve sede na Rua de S. Mamede (ao Caldas) 22, 1º, em Lisboa.

Na sequência do seu "hobby" (electrónica e telecomunicações, a que se dedicou desde 1933, data em que recebeu o indicativo de CT1NB) criou nos finais dos anos 50s outra firma, a "ELTEC - electrónica técnica Lda" agora para trabalhar no ramo de "electrónica e telecomunicações", primeiramente, com sede na Rua Sidónio Pais, 4-%. Pt. 3 Dt., depois na Rua José Esaguy, em Alvalade e mais tarde na Rua Damasceno Monteiro, à Graça, em Lisboa.
Como "hobby" ou passatempo principal, dedicou-se ao radioamadorismo, com o indicativo CT1NB (obteve-o em 1933), sendo o primeiro radioamador português a fazer emissões de televisão experimental em Portugal muito antes do aparecimento da RTP, transmitindo imagens fixas por "slow-scan". Tal facto foi mencionado em reportagens publicadas no estrangeiro e em Portugal.

Teve igualmente um indicativo CT1NB-M, para a sua estação móvel.
Nos finais dos anos 60s as suas transmissões de TV já utilizavam imagens moveis, usando uma câmara que foi realizada por ele (com muita dificuldade fez dois pares iguais de bobinas em "ninho de abelha" para por a funcionar o "vidicon", i. e., a câmara de TV). No Jornal de Évora de 13.8.1968, o jornalista Fernando Dacosta, noticiava, que num quarto andar de um prédio em Lisboa está instalada o primeiro posto amador de televisão na península. A revista Flama de 28.7.1968, tinha igualmente um artigo de duas páginas sobre as actividades do Eng Roberto Charters d'Azevedo, com o indicativo de CT1NB, no campo da TV experimental: antes mesmo de haver emissões regulares de TV em Portugal.

O Diário de Notícias de 20.11.69 tinha na 1ª página o título acima depois de ter assistido a uma transmissão de TV entre a sua residência ao Areeiro em Lisboa e o alto de Monsanto, numa noite fria de Novembro (ver a foto

Estas emissões experimentais, antes da "chegada" da RTP, eram realizadas na "banda dos dois metros", i e 144 MHz, e com um sistema "Slow-scan" com imagens fixas, utilizando a aparelhagem que é mostrada na figura ao lado, que foi totalmente construída pelo Eng Roberto Manuel Charters d'Azevedo.

Mais tarde, nos finais dos anos 60s, já utilizando uma câmara de vídeo que lhe deu muito trabalho a fazer, o Eng Charters d'Azevedo, transmitia uma imagem, em vídeo da sua residência ao Areeiro em Lisboa, e, esta, era recebida, do outro lado, na estrada da Luz, em casa de um outro radioamador.

A viatura roubada (ver notícia abaixo), tinha um sistema de emissão e de recepção de radio e TV, instalada no porta-bagagens, o que deve ter levado os "gatunos" a terem devolvido rapidamente a viatura, pois a "confusão" de fios na viatura era tremenda. Ele nasceu on 17 Abr 1915 at Lisboa, Lisboa. Ele Engenheiro no Estádio Nacional que estava em construçã on 1 Sep 1939 at Jamor, Lisboa. Ele casou Maria Eduardo da Costa Pereira Monteiro, daughter of Eng. Eduardo d'Azevedo Monteiro e Maria da Glória Monteiro Baptista da Costa Pereira, on 1 Fev 1941 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele Engenheiro Civil de 2ª Classe na Comissão Hospitalar do Ministério das Obras Públicas in Out 1948. Ele Secretário Geral do Laboratório Nacional de Engenharia entre 1951 e 1954 at Lisboa. Ele Director do Serviço de Segurança entre 1954 e 1984 at Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa. Ele Eng do Servirço de Obras do Metropolitano de Lisboa e responsavel pela Estação dos Restauradores que foi inaugurada em 1963 circa 1960. Ele Director do Serviço do Auditório e Som entre 1970 e 1990 at Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa. Ele Director do Serviço da Inspecção Técnica entre 1985 e 1992 at Fund. Calouste Gulbenkian, Lisboa.

i) Eng. Ricardo Manuel Monteiro9 Charters d'Azevedo nasceu on 29 Jul 1942 at Maternidade Bemsaúde, S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele was baptized on 30 Aug 1942 at Igreja de Arroios, Arroios, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele casou Dr.ª Helena Ferreira Gameiro, daughter of David Gameiro e Fernanda Ferreira, on 3 Out 1970 at Capela do Palácio e Queluz, Queluz, Queluz, Lisboa. Ele * Engenheiro electrotécnico pelo Instituto Superior Técnico.
* Condecorado com o Grau de Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (Alvará de 15.6.5.2004 e noticia publicada no DR nº 246, II serie de 19.10.2004)
* Funcionário da Comissão Europeia desde 1988, foi Chefe da Divisão "Comett e formação para as transformações tecnológicas" na DG V - Assuntos Sociais (de 1988 a 1989), Chefe da Divisão "Educação e formação para as novas tecnologias", (1990 a 1992) na Task Force "Recursos Humanos, Educação Formação e Juventude" e Chefe da Divisão "Novas qualificações e evolução das profissões, ensino aberto e a distância e relações com o CEDEFOP" (1993 a 1996) na DG XXII "Educação Formação e Juventude".
* Foi, de 1989 a 1996, membro do conselho de Administração do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (CEDEFOP), com sede em Berlim e mais tarde transferido para Tessalónica.
* Participou em negociações, com o Conselho de Ministros da União, o Parlamento Europeu e o Comité Económico e Social com vista à criação de programas de acção comunitários como o COMETT, o EUROTECNET e mais recentemente o programa de acção comunitário no domínio da formação profissional LEONARDO DA VINCI.
* Foi de 1997 a Maio de 2004 Director da Representação da Comissão Europeia em Portugal (Largo Jean Monnet nº 1, 10º, 1250 Lisboa).
* De 15 de Maio 2004 a 30 de Junho de 2004 foi, em Bruxelas, Conselheiro na área de Recursos Humanos e Financeiros na Direcção Geral de Imprensa e Comunicação da Comissão Europeia.
* Anteriormente foi Director Geral do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação em Portugal (1983 a 1988), Presidente da Rede Escolar, Responsável pelas estatísticas da Educação, Representante de Portugal no Comité da Educação da OCDE, Membro do Comité da UNESCO responsável pela investigação e de desenvolvimento de estudos educativos no sul e no sudoeste da Europa, representante da rede Eurydice da Comunidade Europeia em Portugal e membro da Comissão Interministerial para o Emprego (CIME).
* Foi ainda membro da Comissão de Reforma do Sistema Educativo (1985-88), coordenador nacional do projecto economia e educação da OCDE (1983-85) e Membro da Comissão executiva do projecto MINERVA (1986-88) referente à introdução das novas tecnologias na educação.
* Colaborou na elaboração do primeiro PRODEP (1988) a ser presente à Comissão Europeia nesse ano.
* Foi responsável pela criação, instalação e desenvolvimento do Ensino Superior Politécnico em Portugal (1978 a 1983), tendo sido o primeiro director do Gabinete de Apoio à Instalação do Ensino Superior Politécnico de Ministério da Educação, adjunto do Director Geral do Ensino Superior (1977 a 1983), tendo gerido dois empréstimos para Educação do Banco Mundial em 1977 e 1979.
* Leccionou diversos cursos de formação do Banco Mundial sobre "Programas e projectos de Educação" na América latina, na Guiné-Bissau, em Alcalá de Henares em Espanha e ainda no Instituto Nacional de Administração em Oeiras.
* Docente de diversas cadeiras no domínio da Electrónica e das Telecomunicações no Instituto Superior Técnico e na Academia Militar, é autor e co-autor de diversos artigos e livros sobre a educação, formação profissional e as telecomunicações.
* Entre 1958 e 1970 foi radiamador com o indicativo de "CT1KH."


ii) Dr.ª Maria José Monteiro9 Charters d'Azevedo witnessed (acabou a Licenciatura em Farmácia em 1979). Ela nasceu on 27 Aug 1943 at Rua Alves orgo, 113 - 2º Dt, Arroios, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela was baptized on 1 Out 1943 at Igreja de Arroios, Arroios, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela casou Eng. Henrique Möller Miranda, filho de Vitorino Teófilo de Miranda e Frida Margot Möller, on 8 Dez 1969 at Igreja da Madre de Deus, Madre de Deus, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(a) Bac. Sofia Charters d'Azevedo10 Möller Miranda nasceu on 25 Abr 1971 at Lisboa, Lisboa. Ela casou Dr. Rodrigo Nuno de Barros e Vasconcellos Guisado, filho de Dr. Antonio Eugenio Lago Guisado e Maria Sofia Borges de Barros e Vasconcellos, on 30 Sep 1995 at Torres Vedras.

i) Francisco Maria Charters Miranda de11 Barros e Vasconcellos nasceu on 7 Abr 1998 at Lisboa, Lisboa, Lisboa.

ii) Tomás Maria Charters Miranda de11 Barros e Vasconcellos nasceu on 7 Jun 2002 at Lisboa, Lisboa, Lisboa.

iii) Maria Madalena Charters Miranda11 Barros e Vasconcellos nasceu on 10 Abr 2007.

(b) Dr. Nuno Charters d'Azevedo10 Möller Miranda nasceu on 2 Fev 1974 at Lisboa, Lisboa. Ele casou Dr.ª Maria Leonor Brito Arriaga Correia Guedes, daughter of Arq. José Miguel de Arriaga Corrêa Guedes e Dr.ª Maria Natália Brito da Silva Correia, on 7 Dez 2002.

i) Henrique José Brito de Arriaga Correia Guedes11 Möller Miranda nasceu on 8 Dez 2004 at Hosp de Santa Maria, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

ii) Maria Luisa Brito Arriaga Correia Guedes11 Möller Miranda nasceu on 30 Dez 2006 at Hosp de Santa Maria, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(c) Eng. Diogo Charters d'Azevedo10 Möller Miranda nasceu on 22 Aug 1979 at Lisboa, Lisboa. Ele casou Dr.ª Ana Maria de Almeida Godinho Correia y Alberty, daughter of José António Milheiriço Correia y Alberty e Maria Isabel F. de Almeida Godinho, on 14 Jul 2007 at Igreja S. João Baptista, Abrantes, Abrantes.

i) Salvador Correia y Alberty11 Charters Miranda nasceu on 7 Mai 2008 at Hospital das Descobertas, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

iii) Pedro Manuel Monteiro9 Charters d'Azevedo nasceu on 3 Nov 1946 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele casou Ed. Inf. Maria Teresa Pereira Gorjão Clara, daughter of Eng. João Pedro Neves Clara e Maria Margarida Gorjão, on 28 Nov 1970 at Igreja da Madre de Deus, Lisboa, Lisboa.

(a) Prof. Doutor Tiago Gorjão Clara10 Charters d'Azevedo nasceu on 24 Jul 1973 at Lisboa, Lisboa. Ele casou Prof. Doutora Laura Cristina Teixeira Iglésias on 1 Aug 1999 at S. Pedro de Sintra, Sintra, Lisboa. Ele witnessed Doutorou-se em Fisica- Matemática com "distinção e louvor" na Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências on 11 Mai 2006.

i) João Iglésias11 Charters d'Azevedo nasceu on 10 Sep 2001 at Lisboa, Lisboa.

ii) Antonio Iglésias11 Charters d'Azevedo nasceu on 22 Dez 2003 at Lisboa, Lisboa.

iii) Maria Iglésias11 Charters d'Azevedo nasceu on 14 Mar 2008 at Maternidade Magalhães Coutinho, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(b) Dr. André Gorjão Clara10 Charters d'Azevedo nasceu on 20 Nov 1974 at Lisboa, Lisboa. Ele casou Viviana Baltazar Nortista on 27 Abr 2003.

(c) Dr. Filipe Gorjão Clara10 Charters d'Azevedo nasceu on 1 Mai 1978 at Lisboa, Lisboa. Ele casou Dr.ª Carla Maria Proença de Castro on 31 Jul 2004. Ele witnessed No Expresso, desta data, suplemento "Economia" noticia que é o mais recente elemento da equipa de "reserch" e consultoria da CB Richard Ellis. Antes trabalhou no Banco de Portugal, no Instituto Nacional de Estatística, na Data Crítica e como jornalista na revista "Prémio" e no "Diário Económico" on 20 Mai 2006.

i) David Proença de Castro11 Charters d'Azevedo nasceu on 8 Mai 2008 at Maternidade Alfredo da Costa, S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(d) Pedro Gorjão Clara10 Charters d'Azevedo nasceu on 14 Nov 1987 at Lisboa, Lisboa.

(c) Cecilia Carolina Marques da6 Costa Guerra nasceu on 7 Sep 1870 at Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 26 Sep 1870 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela witnessed No Distrito de Leiria de pag 2 desta data noticia que "foi pedida pelo Sr Armando Artur de Seabra, distinto agronomo distrital a sr D Cecília Marques da Costa Guerra filha do nosso amigo António Guerra. A noiva é um dos ornamentos mais distintos da nossa sociedade e o noivo um moço trabalhador e inteligente, ambos dignos de um futuro risonho e cheio de felicidade. Assim lho desejamos" on 29 Mar 1893 at Leiria, Leiria, Leiria. Ela casou Eng Amando Artur Ferreira de Seabra, filho de Antero Frederico Ferreira de Seabra da Mota e Silva e Rita Augusta da Silva, on 15 Jul 1893 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela witnessed No Distrito de Leiria (pag. col 4) escreve-se que recupera de uma influenza on 1 Jan 1898. Ela faleceu on 22 Dez 1932 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa, at age 62.

i) Amanda da Costa Guerra de7 Seabra casou Miguel Teixeira Leitão. Ela nasceu on 2 Mai 1894 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 13 Jun 1894 at Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria.

ii) António Luís da Costa Guerra de7 Seabra casou Maria Rosa Espírito Santo. Ele nasceu on 4 Sep 1895 at Lisboa, Lisboa. Ele faleceu on 25 Out 1948 at age 53.

iii) Maria Cecília da Costa Guerra de7 Seabra nasceu on 21 Jan 1897 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela casou Dr Vasco Palmeirim, filho de Eusébio Carlos de Almeida Palmeirim e Amália Josefina Lino Pereira Guimarães, on 26 Jun 1920 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela faleceu on 6 Dez 1961 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa, at age 64.

(a) Dr. Vasco Manuel de Seabra8 Palmeirim casou Filipa Cristina Pinaar. Ele casou Carolina Maggioli Costa. Ele nasceu on 30 Abr 1921 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele casou Filipa Pinar. Ele casou Maria Carolina Maggiolli e Costa, daughter of José Caetano Lopes da Costa e Josefina de Abreu Maggiolli, on 16 Nov 1953 at Transval, Africa do Sul. Ele casou Maria do Carmo Alvada Loureiro, daughter of Germano Loureiro e Olinda da Conceição Alvada, on 13 Fev 1995.

i) David Pinar9 Palmeirim witnessed c g.

ii) Filip Pinar9 Palmeirim casou Diana (--?--). Ele was also known as Filip Pinar von Reich Foi perfilhado pelo padrasto.

(a) Nura10 Von Reich nasceu in 1976.

(b) Filip10 Von Reich nasceu in 1978.

(c) Alexander10 von Reich nasceu in 1995.

iii) Vasco Filipe Pinaar9 Palmeirim nasceu on 30 Aug 1948.

iv) Daniel Vasco Pinaar9 Palmeirim nasceu on 8 Sep 1950.

v) Dr.ª Maria Teresa Costa de Seabra9 Palmeirim witnessed Licenciada em História pela Univ de Lisboa. Ela casou Dr. Luís Filipe Farinha Franco, filho de Herman Martins Franco e Maria do Rosário Calqueiro Farinha. Ela nasceu on 18 Jan 1954 at Pretória, Africa do Sul. Ela casou Dr. José Luis Ribeiro Themudo Barata, filho de Eng Mário Augusto Themudo Barata e Maria Alice Rodrigues Ribeiro, on 5 Mar 1999 at Cascais, Cascais, Lisboa.

vi) Maria Cecília Costa de Seabra9 Palmeirim nasceu on 6 Fev 1960 at Pretória, Africa do Sul. Ela casou Dr António Maria Condeixa da Gama Castanheira in 1983 at Cascais, Cascais, Lisboa.

(b) Eng António Luiz de Seabra8 Palmeirim witnessed Eng agronomo (ISA) e empresario na industria automovel. Ele nasceu on 18 Nov 1923 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele casou Maria da Luz Leitão Coelho Pacheco, daughter of José Coelho de Jesus Pacheco e Berta Fernandes Leitão, on 31 Jul 1946 at S Pedro de Sintra, Sintra, Lisboa. Ele faleceu on 26 Mai 1991 at Lisboa, Lisboa, Lisboa, at age 67.

i) Maria José Coelho Pacheco de Seabra9 Palmeirim witnessed Mestre e de Bailado da Companhia Nacional de Bailado. Ela casou Manuel Luís Peres da Silva Newton Gomes, filho de Luis Newton Gomes e Alda Peres da Silva. Ela nasceu on 24 Mar 1948 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

ii) Eng Vasco Luiz Coelho Pacheco de Seabra9 Palmeirim nasceu on 30 Jul 1951 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele casou Maria Margarida de Carvalho Manzoni de Sequeira, daughter of Alberto Batalha Manzoni de Sequeira e Maria de Lourdes Gonçalves de Carvalho, on 16 Sep 1973 at Santa Maria, Sintra, Sintra, Lisboa.

(a) Bernardo Manzoni10 Palmeirim nasceu on 30 Dez 1975 at Alvalade, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(b) Filipa Manzoni10 Palmeirim nasceu on 21 Jan 1979 at S Jorge de Arroios, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(c) Madalena Manzoni10 Palmeirim nasceu on 4 Abr 1987 at S Jorge de Arroios, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(d) Pedro Manzoni10 Palmeirim nasceu on 10 Nov 1987 at S Jorge de Arroios, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

iii) Ana Rita Coelho Pacheco de Seabra9 Palmeirim nasceu on 25 Jan 1955 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

iv) António Manuel Coelho Pacheco de Seabra9 Palmeirim nasceu on 26 Sep 1956 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ele casou Helena Maria Claro Nobre Bernardes on 23 Jul 1977. Ele casou Ana Bela Pereira Domingos, daughter of Virgílio Luis Carrilho Domingos e Maria Helena Augusta Pereira, on 18 Dez 1985 at 8ª Cons Reg Civil, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(a) Ariane Bernardes10 Palmeirim nasceu in 1978 at Cascais, Cascais, Lisboa.

(b) João Domingos10 Palmeirim nasceu in 1990.

(c) Dr.ª Maria Cecília de Seabra8 Palmeirim nasceu on 12 Jan 1925 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela casou Dr. Filipe da Veiga Malta Romeiras, filho de António José de Sousa Romeiras e Aurora Celeste da Veiga Malta, on 31 Jul 1947 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

i) Filipe Manuel de Seabra Palmeirim Malta9 Romeiras nasceu on 23 Mai 1948.

iv) Maria Fernanda da Costa Guerra de7 Seabra casou António Mendes Leite. Ela nasceu on 13 Jan 1901 at Lisboa, Lisboa. Ela faleceu on 14 Mar 1931 at age 30.

(a) Maria Amanda de Seabra8 Leite nasceu on 11 Nov 1922.

(b) Miguel Fernando de Seabra8 Leite nasceu on 20 Dez 1924.

e) Maria Hedwiges Giffenig4 Ribeiro da Silva casou Gen. João José Lúcio de Gouveia, filho de José Candido Celestino de Sousa e Mariana da Conceição Portugal, on 2 Mar 1851 at Leiria, Leiria, Leiria.

(1) João Ribeiro da Silva5 Gouveia nasceu on 10 Nov 1852 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele was baptized on 9 Dez 1852 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria.

(2) Leopoldina Hedwiges Ribeiro da Silva5 Gouveia nasceu on 13 Jun 1854 at Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 18 Jun 1854 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela casou Dr. Abel Carvalhão de Novaes, filho de Vicente Gonçalves Carvalhão e Maria da Conceição (--?--), on 12 Jul 1893 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela witnessed Foi viver para Lisboa, na Av Duque d'Avila A. M. C. 3º Esq com a sua mae conforme noticia a "Leiria Ilustrada" de 17.6.1909, pag 3, 4ª col on 17 Jun 1909.

(a) Jorge Maria Gouveia de6 Carvalhão de Novaes nasceu on 11 Jun 1894 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele was baptized on 11 Out 1894 at Igreja da Sé, Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ele casou Zina Oliveira Fontes on 9 Mai 1925 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

i) Maria de Lourdes Fontes7 Carvalhão de Novaes nasceu on 15 Jun 1926 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

ii) João Domingos Fontes7 Carvalhão de Novaes casou Maria Dolores Barrondo Piñero. Ele nasceu on 25 Dez 1932 at S. Sebastião da Pedreira, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

(a) Jorge Barrondo8 Carvalhão de Novaes nasceu on 27 Fev 1965 at Madrid, Madrid, Espanha. Ele casou Angela Fherr (--?--) on 6 Out 1995 at Madrid, Madrid, Espanha.

i) Marta Fherr9 Carvalhão de Novaes nasceu on 25 Dez 1994 at Madrid, Madrid, Espanha.

ii) Frederico Fherr9 Carvalhão de Novaes nasceu on 25 Abr 2000 at Madrid, Madrid, Espanha.

(b) Sílvia Barrondo8 Carvalhão de Novaes nasceu on 5 Mai 1966 at Madrid, Madrid, Espanha. Ela casou Máximo Saint on 3 Out 1995 at Madrid, Madrid, Espanha.

i) Máximo9 Saint nasceu on 17 Mai 1999 at Madrid, Madrid, Espanha.

ii) Marina9 Saint nasceu on 28 Abr 2002 at Madrid, Madrid, Espanha.

(b) Gabriela Gouveia de6 Carvalhão de Novaes nasceu on 19 Dez 1895 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela was baptized on 23 Fev 1896 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria. Ela faleceu on 29 Jul 1897 at Sé, Leiria, Leiria, Leiria, at age 1.

8. Henriqueta Guilhermina3 Giffenig was also known as Henriqueta Guilhermina Guifinig No processo individual existente no AHM, cx 1109 é referida com este apelido. Ela nasceu on 8 Dez 1795 at Anjos, Lisboa, Lisboa, Lisboa. Ela casou Marchal de Campo José Justino Teixeira, filho de Sarg. mor António Justino Teixeira e Quitéria Luisa Antunes, on 17 Out 1814 at Ajuda, Lisboa, Lisboa, Lisboa.

a) Sérgio Giffenig4 Teixeira

b) Eugénia Cândida Giffenig4 Teixeira casou Cor. João Maria Baptista de Oliveira. Ela faleceu in 1858.

(1) Severino Teixeira5 Baptista de Oliveira nasceu on 18 Mai 1840.

(2) Henriqueta Júlia Teixeira5 Baptista de Oliveira casou Gen. Isidoro de Almeida. Ela nasceu on 3 Jan 1842.

(a) Samuel Augusto de6 Almeida

(b) Carolina de6 Almeida

(c) Francisco António de6 Almeida casou Ida Celeste Neto Pereira Serzedelo. Ele faleceu in 1920.

i) Júlio Alberto Serzedelo de7 Almeida casou Maria Helena Rodrigues Ribeiro.

(a) Manuel António Ribeiro Serzedelo de8 Almeida casou Maria do Carmo Blibernicht Leitão.

i) Cristina Leitão Serzedelo de9 Almeida

ii) Filipe Leitão Serzedelo de9 Almeida

iii) Ana Leitão Serzedelo de9 Almeida

iv) Eduardo Leitão Serzedelo de9 Almeida

v) Luís Leitão Serzedelo de9 Almeida

(b) Maria Teresa Ribeiro Serzedelo de8 Almeida casou Jorge Augusto Deslandes Botelho Moniz.

i) Miguel Serzedelo9 Botelho Moniz

ii) Luís Fernando Serezelo de7 Almeida casou Maria Isabel Vitória Pereira. Ele casou Maria Leonor Ponce Dentinho.

(a) António Luís de Vitória Pereira Serzedelo de8 Almeida casou Maria José de Matos Fernandes Duarte Silva.

i) José Luís Duarte Silva9 Serzedelo de Almeida

ii) Pedro Duarte Silva9 Serzedelo de Almeida

iii) Fernando Duarte Silva9 Serzedelo de Almeida

iv) António Duarte Silva9 Serzedelo de Almeida

v) João Duarte Silva9 Serzedelo de Almeida

vi) João Duarte Silva9 Serzedelo de Almeida

vii) Maria Isabel Duarte Silva9 Serzedelo de Almeida

(b) José Luís Ponce Dentinho Serzedelo de8 Almeida casou Maria Bento Franco.

i) André Luís Bento Franco9 Serzedelo de Almeida

ii) Leonor Bento Franco9 Serzedelo de Almeida casou Miguel Corte-Real de Brito e Abreu.

(a) Sebastião Serzedelo de Almeida10 Brito e Abreu

(c) Maria Luisa Ponce Dentinho Serzedelo de8 Almeida casou José Augusto de Almeida de Oliveira Baptista.

i) José Augusto Serzedelo de9 Oliveira Baptista

ii) Nuno Serzedelo de9 Oliveira Baptista

(d) Manuel Luís Ponce Dentinho8 Serzedelo de Almeida casou Maria José Lima Mota.

i) Rodrigo9 Serzedelo de Al

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RE: João Gaspar Giffening

#222536 | nrleite | 01 Mar 2009 13:19 | Em resposta a: #218795

Caro primo
Vejo que tem estado atento às actualizações que tenho introduzido na base de dados.
Já avancei bastante na ascendência e colaterais Giffenig.
Cpts
Nuno Rocha Leite

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RE: João Gaspar Giffening

#222537 | chartri | 01 Mar 2009 13:54 | Em resposta a: #222536

Caro Nuno Rocha Leite

Claro que estou sempre com olho naquilo que se faz e e naquilo que se vai descobrindo.

Bem haja
Ricardo Charters d'Azevedo

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MAJOR HENRIQUE LUIZ DE NIEMEYER BELLEGARDE,

#270180 | chartri | 08 Fev 2011 15:10 | Em resposta a: #61852

Na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Brasil Tomo nº 1 (ano 1839) encontrei:


ELOGIO HISTÓRICO
DO FALLECIDO SOCIO CORRESPONDENTE
O MAJOR HENRIQUE LUIZ DE NIEMEYER BELLEGARDE,
Recitado pelo sargento-mór Pedro de Alcantara Bellegarde, Orador do Instituto.
Senhores.
A Divina Providencia me fez experimentar a perda de meu único irmão e maior amigo, eos estatutos d'este Instituto me incumbem, como orador, a obrigação de traçar em breve quadro, perante vós, a historia da vida e o exame das obras do nosso illustre fallecido consócio: procurarei que me não cegue o affecto , e limitar-me-hei á pura e sincera narração do que importa; pois com o poeta,
Louvar aos meus próprios arreceio.
Henrique Luiz de Niemeyer Bellegarde, cavalleiro na Ordem de Christo, major do Imperial Corpo de Engenheiros, bacharel em letras pela Universidade de Paris, chefe da à secção dos trabalhos públicos da província do Rio de Janeiro; nasceu em Lisboa aos 12 de Outubro do anno de 1802; seu pai, então capitão de artilharia de marinha, Candido Norberto Jorge Bellegarde, era filho de um honrado fabricante que de França viera a Portugal para o estabelecimento de uma fabrica real de sedas: sua mâi, a Sra. D. Maria de Niemeyer Bellegarde, é filha de Henrique Conrado de Niemeyer, engenheiro hanoveriano ao serviço de Portugal, onde fez grandes trabalhos, e entre outros, o melhoramento da navegação do Douro, e cooperação com o Dr. Ciera na trian¬gulação de Portugal.
Desde sua mais tenra puerícia mostrou o nosso consócio grande sagacidade e uma memoria prodigiosa, habilmente desenvolvidas por seu pai, sciente nas mathematicas que professava e de variada instrucção. Sobreveio então a inva¬são dos Francezes em Portugal, e passou ao Brazil em com¬panhia de seu pai, que fazia parte da guarnição da náo Prin¬cipe Real, onde transportou a sua família.
Chegado ao Brazil, começava a sua educação,quando perdeu seu pai, que falleceu em Angra dos Reis de phtisica pulmonar, na idade de 29 ao nos, e no posto de major engenheiro: ficou assim entregue a sua educação ao cargo de uma mãi carinho¬sa, que só em seus filhos tem achado lenitivo á dòr da perda de um esposo que adorava. Depois de receber de sua mãi a instrucção primaria e da língua franceza, foi entregue aos cuidados, saber e virtudes do illustre reformador dos Carmelitas, o padre mestre Frei Thomé, que o instruiu nos princípios da língua latina, geographia, historia e philosophin, em que fez tão rápidos progressos, apezar da sua compleição extremamente delicada , que aos \k annos de idade se achou habilitado para a matricula dos estudos da academia militar.
Havia o Sr. D. João VI, que Santa (iloria haja, sempre pro-tector dos desvalidos , concedido uma pensão á mãi do tenro Bellegarde, e a este havia ordenado que se assentasse praça de cadete no corpo de artilharia da corte, com tanto venci¬mento e tempo de serviço. Assim votado ás armas desde a infância, se dedicou o nosso socio com afinco e proveito aos estudos da academia militar, onde foi sempre plenamente approvado, e quasi sempre premiado e distincto, apezar de sua tenra idade, entre os sens condiscípulos ; o que, ajudado de exemplar ooaducta e agradável trato , o tornaram portai forma recommeodavel, que aos 15 annos de idade , sem mais protecção do que a dos seus merecimentos (1818), foi pro¬movido ao posto de 2° tenente do mesmo corpo de artilharia, e, dois annos depois, ao immediato.
Em 1821 adheriram os povos do Brazil com o mor quilate de respeito à pessoa soberana do tuonarcha benéfico que en¬tão nos governava, á manifestação que havia rapidamente lavrado em o fira do anno antecedente do Douro ao Tejo ; manifestação reverente do desejo do povo portuguez de pos¬suir instituições politicas representativas dos cidadãos em igualdade de direitos : moço, estudante e de um caracter ar¬dente e generoso, o joven officiai foi um dos cooperadores da revolução que teve lugar em 26 de Fevereiro. Feliz d'elle se até a sepultura tivesse levado a cândida convicção que en¬tão lhe abundava, de que os homens, que tantas vezes atten¬tant contra as cousas mais sagradas, haviam de respeitar sua feitura espontânea sem quebra ou abuso !
Pouco tempo depois, sendo nomeado o tenente-general João Manoel da Silva para governador e capitão-geoeral de Moçambique, o acompanhou o nosso sócio como seu ajudante de pessoa e no posto de capitão, mas os climas inhospitos africanos por tal forma lhe atacaram a débil compleição que, para escapar á morte, teve que regressar com licença ao Rio de Janeiro.
Já então germinava, á sombra do principe generoso, a arvore santa da Independência Brazileira, e o joven officiai adheriu a tão illustre declaração : concluiu depois d'isso o pouco que lhe faltava de seus estudos académicos ; e passando para o corpo de ^engenheiros foi empregado na construcção das fortificações que então se faziam para cobrir a capital de uma sempre annunciada e pouco provável invasão portugueza.
Por tal modo contai»non a fazer-se recommendavel pelos estudos e pratica da profissão simultânea de arma» e lettras, a que havia sido votado, que em 1825 foi um dos Brasileiros .escolhidos para, á custa do £stado, pas-saírem a Europa a estudar e praticar nas suas gowifi&~sites. No espaço de três annos,

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Elogio funebre ao Major Henrique de Niemeyer Bellegarde

#270181 | chartri | 08 Fev 2011 15:11 | Em resposta a: #218759

Na Revista do Instituto Histórico e Geográfico do BrasilTomo nº 1 (ano 1839) encontrei:


ELOGIO HISTÓRICO
DO FALLECIDO SOCIO CORRESPONDENTE
O MAJOR HENRIQUE LUIZ DE NIEMEYER BELLEGARDE,
Recitado pelo sargento-mór Pedro de Alcantara Bellegarde, Orador do Instituto.
Senhores.
A Divina Providencia me fez experimentar a perda de meu único irmão e maior amigo, eos estatutos d'este Instituto me incumbem, como orador, a obrigação de traçar em breve quadro, perante vós, a historia da vida e o exame das obras do nosso illustre fallecido consócio: procurarei que me não cegue o affecto , e limitar-me-hei á pura e sincera narração do que importa; pois com o poeta,
Louvar aos meus próprios arreceio.
Henrique Luiz de Niemeyer Bellegarde, cavalleiro na Ordem de Christo, major do Imperial Corpo de Engenheiros, bacharel em letras pela Universidade de Paris, chefe da à secção dos trabalhos públicos da província do Rio de Janeiro; nasceu em Lisboa aos 12 de Outubro do anno de 1802; seu pai, então capitão de artilharia de marinha, Candido Norberto Jorge Bellegarde, era filho de um honrado fabricante que de França viera a Portugal para o estabelecimento de uma fabrica real de sedas: sua mâi, a Sra. D. Maria de Niemeyer Bellegarde, é filha de Henrique Conrado de Niemeyer, engenheiro hanoveriano ao serviço de Portugal, onde fez grandes trabalhos, e entre outros, o melhoramento da navegação do Douro, e cooperação com o Dr. Ciera na trian¬gulação de Portugal.
Desde sua mais tenra puerícia mostrou o nosso consócio grande sagacidade e uma memoria prodigiosa, habilmente desenvolvidas por seu pai, sciente nas mathematicas que professava e de variada instrucção. Sobreveio então a inva¬são dos Francezes em Portugal, e passou ao Brazil em com¬panhia de seu pai, que fazia parte da guarnição da náo Prin¬cipe Real, onde transportou a sua família.
Chegado ao Brazil, começava a sua educação,quando perdeu seu pai, que falleceu em Angra dos Reis de phtisica pulmonar, na idade de 29 ao nos, e no posto de major engenheiro: ficou assim entregue a sua educação ao cargo de uma mãi carinho¬sa, que só em seus filhos tem achado lenitivo á dòr da perda de um esposo que adorava. Depois de receber de sua mãi a instrucção primaria e da língua franceza, foi entregue aos cuidados, saber e virtudes do illustre reformador dos Carmelitas, o padre mestre Frei Thomé, que o instruiu nos princípios da língua latina, geographia, historia e philosophin, em que fez tão rápidos progressos, apezar da sua compleição extremamente delicada , que aos \k annos de idade se achou habilitado para a matricula dos estudos da academia militar.
Havia o Sr. D. João VI, que Santa (iloria haja, sempre pro-tector dos desvalidos , concedido uma pensão á mãi do tenro Bellegarde, e a este havia ordenado que se assentasse praça de cadete no corpo de artilharia da corte, com tanto venci¬mento e tempo de serviço. Assim votado ás armas desde a infância, se dedicou o nosso socio com afinco e proveito aos estudos da academia militar, onde foi sempre plenamente approvado, e quasi sempre premiado e distincto, apezar de sua tenra idade, entre os sens condiscípulos ; o que, ajudado de exemplar ooaducta e agradável trato , o tornaram portai forma recommeodavel, que aos 15 annos de idade , sem mais protecção do que a dos seus merecimentos (1818), foi pro¬movido ao posto de 2° tenente do mesmo corpo de artilharia, e, dois annos depois, ao immediato.
Em 1821 adheriram os povos do Brazil com o mor quilate de respeito à pessoa soberana do tuonarcha benéfico que en¬tão nos governava, á manifestação que havia rapidamente lavrado em o fira do anno antecedente do Douro ao Tejo ; manifestação reverente do desejo do povo portuguez de pos¬suir instituições politicas representativas dos cidadãos em igualdade de direitos : moço, estudante e de um caracter ar¬dente e generoso, o joven officiai foi um dos cooperadores da revolução que teve lugar em 26 de Fevereiro. Feliz d'elle se até a sepultura tivesse levado a cândida convicção que en¬tão lhe abundava, de que os homens, que tantas vezes atten¬tant contra as cousas mais sagradas, haviam de respeitar sua feitura espontânea sem quebra ou abuso !
Pouco tempo depois, sendo nomeado o tenente-general João Manoel da Silva para governador e capitão-geoeral de Moçambique, o acompanhou o nosso sócio como seu ajudante de pessoa e no posto de capitão, mas os climas inhospitos africanos por tal forma lhe atacaram a débil compleição que, para escapar á morte, teve que regressar com licença ao Rio de Janeiro.
Já então germinava, á sombra do principe generoso, a arvore santa da Independência Brazileira, e o joven officiai adheriu a tão illustre declaração : concluiu depois d'isso o pouco que lhe faltava de seus estudos académicos ; e passando para o corpo de ^engenheiros foi empregado na construcção das fortificações que então se faziam para cobrir a capital de uma sempre annunciada e pouco provável invasão portugueza.
Por tal modo contai»non a fazer-se recommendavel pelos estudos e pratica da profissão simultânea de arma» e lettras, a que havia sido votado, que em 1825 foi um dos Brasileiros .escolhidos para, á custa do £stado, pas-saírem a Europa a estudar e praticar nas suas gowifi&~sites. No espaço de três annos,

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Manuel Dantas Correia

#270301 | chartri | 09 Fev 2011 22:04 | Em resposta a: #67819

Caro Nuno Rocha Leite
Já passaram muitos anos deste que colocou a mensagem a que estou a responder.
É meu avô o Tenente Johann Benedictus Kasper Giffening. Sobre ele, e sobre os seus camaradas de armas o Sargento-Mor Conrad Heinrich Niemeyer e o Sargento-mor Jacob Crysostomos Praetorius, estou a escrever um livro que sairá neste trimestre, focando mais os levantamentos topográficos de Niemeyer.
Um dos pontos que mais me "incomodam" é perceber quem era Manuel Dantas Correia, natural do Carvoeiro (Torres Vedras) e sogro daqueles tres. Dizemos que era director da fabrica de pólvora de Alcântara.... mas não há qualquer evidencia sobre tal afirmação.

Assim hoje resolvi fazer uma boa investigação sobre a fabrica de Pólvora de Alcântara. Assim consultei (li..):

Afonso, Graça Maria Nogueira dos Santos - "A Real Fábrica de Pólvora de Alcântara. um contributo para a história da freguesia de Alcântara nos séculos XVIII e XIX", Lisboa: edição do autor, 1996

Cordeiro, João Manuel - "O fabrico de pólvora em Portugal", in Revista Militar , Tomo VIII (1855, pp 11 a 120 e Tomo VII (1855) pp 531-537

Salles, Ernesto A, P. de - "A fabrica de Pólvora em Alcantara" in Revista Militar (sd ca dez 1930, pp 39-44

Memórias das Reais Fabricas de Póvora , o AHM, 3ª Div. 13 sec, Cx 1, doc 63 e Cx 8, doc 32 e 39.

Palmeirim et all "Relatório sobre a fabricação e administração da pólvora por conta do Estado e seu comercio", Imprensa Nacional, 1855Noat 73.

Sousa, Viterbo - "O fabrico da pólvora em Portugal" Lisboa, Topgrafia Univ. 1896


e nada encontrei sobre aqueles tres oficiais (salvo que o Praetorius viveu nas casas anexas à Fabrica de Pólvora de Alcântara - na pag 54 da monografia de Graça Afonso) e não me parece que o Manuel Dantas Correia tenha tido qualquer posição na referida fabrica.

de 1727 a 1753 era administrado por particulares (Conde de Resende e Conde Almirantes
de 1753 a 1844 era administrada pela Junta dos Tres Estados
de 1844 a 1849 passou a ter um contrato de tabaco, sabão e...

de 1790 a 1796 era o administrador António José Raposo, Ten Cor de Engenharia
de 1795 a 1802 era Carlos Napion (francês) director das duas fábricas.
de 1802 a 1807 o Cor Carlos Julião


Assim parece-me que Manuel Dantas Correia deveria simplesmente viver em Alcântara. Praetorius esteve algum tempo la mas não encontrei evidencias que tenha tido qualquer cargo dirigente ou não. è referido que o novo director deveria usar as casas que foram por ele usadas.

Talvez os artigos da Revista Militar tenha mais informação, mas uma vista rápida, nada encontrei sobre o Dantas Correia.

Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: Manuel Dantas Correia

#270308 | JBdeS | 09 Fev 2011 22:46 | Em resposta a: #270301

Ricardo Charters d'Azevedo,

Sugiro que veja as ligações entre os Zuzarte, descendentes de João Manuel da Silva, e os Bellegarde, assim como a sua ascendência Dantas.

Cumprimentos
Vianna

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RE: Manuel Dantas Correia

#270313 | chartri | 09 Fev 2011 23:22 | Em resposta a: #270308

Caro Vianna
Tenho a árvores feitas.
O João Manuel da Silva Dantas casado com Maria Rita Ramos Zuzarte teve o João Manuel da Silva Zuzarte que da Luise Niemeyer von Bellegarde teve pelo menos 9 filhos (7 filhas e dois filhos). Não sei quem era o pai do João Manuel da Silva Dantas

Tem alguma coisa sobre a ascendência Dantas?
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: Manuel Dantas Correia

#270316 | JBdeS | 09 Fev 2011 23:33 | Em resposta a: #270313

Caro Ricardo Charters d'Azevedo

A Maria Rita Ramos Zuzarte é também Dantas. Talvez encontre na sua ascendência algum Dantas que conheça.
A descendência actual é imensa. Pode conhecer um dos descendentes, entre os Guimarães, Pinto Coelho, Pinto Gonçalves, Wrem, Sacadura Botte, Zuzarte de Mendonça, Perry da Câmara, Pinto da França, Cayolla, Demony,etc.
No fundo, o que complica muito, são todos Dantas.

Cumprimentos
Vianna

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RE: Manuel Dantas Correia

#270320 | chartri | 09 Fev 2011 23:40 | Em resposta a: #270316

caro Vianna
Então eram primos a Maria Rita e o José Manuel
Claro que a descendência é muito grande, eu sei, até porque tiveram muitos filhos.
Mas a minha preocupação é para os antecedentes, nomeadamente Dantas. E saber quem era o Manuel Dantas Correia e o que fazia na vida...
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: Manuel Dantas Correia

#270323 | JBdeS | 09 Fev 2011 23:57 | Em resposta a: #270320

Caro Ricardo Chaters d'Azevedo

Eram todos primos e, pelos dados que tenho do meu ramo, cpm enorme fortuna, vivendo muitos deles em grandes casas, começando na esquina da hoje Rua do Ouro com o Terreiro do Paço.
Penso que talvez lhe seja mais fácil começar pelo filho mais novo de Alexandre Gomes e Francisca Micaela de Jesus Dantas, João Inácio Dantas, corregedor do Crime da Corte, desembargador dos Agravos da Casa da Suplicação, etc.
Se escrever o nome dele no Google, aparecem diversas informações. No entanto desconheço se casou ou teve filhos.

Cumprimentos
Vianna

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RE: Manuel Dantas Correia

#270324 | chartri | 10 Fev 2011 00:20 | Em resposta a: #270323

Caro Vianna

Desculpe mas não pretendo investigar os Dantas, até porque lhes não nada, ou melhor eles não são meus antepassado. O meu avô Johann Benedictus Kasper Giffening, casa-se em 1ª nupcias com uma Dantas, a Fausta Teresa (filha do Manuel Correia Dantas) e em 2º núpcias com uma Francisca Rosa Borges. Deste casamento eu descendo

Claro que ao estudar os 3 oficiais alemães Giffening, Niemeyer e Praetorius que vem para Portugal com o Conde de Lippe , pois incluo-os no livro sobre a definição do percurso da estrada de Lisboa a Coimbra, nos finais do sex XVIII que estou a terminar e era interessante saber quem era verdadeiramente o sogro deles, o Manuel Dantas Correia.

Isto significa que não tenho tempo para procurar mais sobre ele e irei mencionar as minhas dúvidas...

Claro que o interessante é ter descoberto que o Praetorius se afastou dos seus cunhados e os descendentes dos Niemeyer e dos Giffening cruzaram-se várias vezes.

Interessante é que o Comandante João Bello (Ministro e que tem uma rua em Leiria) se asou em 2ª núpcias com uma Bellegarde
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

Resposta

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RE: Manuel Dantas Correia

#271048 | FBrito | 21 Fev 2011 10:55 | Em resposta a: #270313

Caro Ricardo Charters de Azevedo,

O João Manuel da Silva Dantas que refere é o mesmo que foi governador (Capitão General) de Moçambique de 1821 a 1825? Se assim for tenho algumas pistas quanto à sua ascendência (que também investigo).

Com os meus melhores cumprimentos,

Francisco Brito

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RE: Manuel Dantas Correia

#271051 | chartri | 21 Fev 2011 12:00 | Em resposta a: #271048

Caro Francisco Correia
Não, infelizmente.
O "meu" Manuel Dantas Correia teve pelo menos tres filhas (Fausta, Firmina e Maecelina)que se casaram e tiveram os primeiros filhos em 1779 (ver em : www.familiasdeleiria.com). Donde deveria ter casado por volta de 1755 e nascido, digamos por volta de 1720 (se fiz bem as contas).
Assim não poderá ter sido o "seu".

O que procuro, por agora, não é a sua ascendência, mas o que ele era.

Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

Resposta

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RE: Manuel Dantas Correia

#271053 | FBrito | 21 Fev 2011 12:08 | Em resposta a: #271051

Caro Ricardo Charters d'Azevedo,

Eu referia-me a João Manuel da Silva Dantas (http://www.geneall.net/P/per_page.php?id=197651) casado com Maria Rita Ramos Zuzarte. Estes dois nomes constam na sua página, mas não há nenhuma informação relativa aos pais de João Manuel da Silva Dantas. Na verdade, creio que João M. da Silva Dantas será apenas João Manuel da Silva (também conhecido por João Manuel da Silva Guimarães Campeão), negreiro, comerciante, Tenente General e Capitão General de Moçambique...Creio que este João Manuel da Silva será natural de Guimarães e era essa informação que pretendia confirmar...


Cumprimentos,

Francisco Brito

Resposta

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João Manuel da Silva Dantas

#271099 | chartri | 21 Fev 2011 20:05 | Em resposta a: #271053

Caro Francisco Brito
Encontro Deve haver alguma confusão com os nomes, pois o João Manuel da Silva (julgo que também usava João Manuel da Silva Dantas) Ten General (n: circa 1770 e f: 5.7.1849) foi sargento-mor em virtude da participação na defesa da Praça de Campo Maior durante a Guerra das Laranjas. Segundo o processo existente no AHM (cx nº 3514) passou boa parte da sua carreira militar no Brasil, onde exerceu cargos como o de Inspector do Real Corpo de Engenheiros e o de Director do Arquivo Militar. Na sequência da revolução liberal em Portugal foi nomeado a 6 de Março de 1821 (já Tenente general) , por D. João VI, Governador e Capitão General de Moçambique onde se manteve até Junho de 1824. Regressa a Lisboa e como se manteve do lado de D. Pedro, foi excluído "das escalas dos oficiais".

Ora é isto que tenho. Nada encontrei sobre a sua naturalidade, nem filiação. O livro dos Generais do Exercito Português II Volume, tomo I menciona-o na pag 70
(um destes dias incluo esta informação na minha página www.famílias de Leiria.com)
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: João Manuel da Silva Dantas

#271103 | JBdeS | 21 Fev 2011 20:39 | Em resposta a: #271099

Ricardo Chaters d'Azevedo,

Dei-lhe a pista certa para chegar aos antepassados dos Dantas. Como resposta, disse-me que não seria de grande interesse uma vez que nada tinha a ver com a sua família. Não entendo porque não segue a pista de quem descende, continuando a interrogar-se acerca de uma pessoa que não lhe interessa.
Depois de ter dado as pistas certas, não voltarei a intervir neste tema.

Cumprimentos
Vianna

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RE: Manuel Dantas Correia

#271104 | chartri | 21 Fev 2011 20:44 | Em resposta a: #271053

Caro Francisco Brito
Encontrei umas referencias à escravatura e ao Silva Campeão nas páginas 250 e 251 de (http://books.google.com/books?id=LmFyGzpUS5oC&pg=PA247&dq=Jo%C3%A3o+Manuel+da+Silva&hl=pt-PT&ei=GcpiTYeKMsmN4Qai35iDCg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=6&ved=0CDsQ6AEwBTgK#v=onepage&q=Jo%C3%A3o%20Manuel%20da%20Silva&f=false) Africa and the Americas: interconnections during the slave trade de José C. Curto,Renée Soulodre-LaFrance

Na Memoria estatistica sobre os dominios portuguezes na Africa oriental, Volume 2 de Sebastião Xavier Botelho encontra referencias ao honrado Cap General João Manuel da Silva.

Já o British and foreign state papers, Volume 20 do Great Britain. Foreign and Commonwealth Office, pag 182 fala de um Brigue Aquiles que chegou a Montevideo com 8 escravos pertencentes ao Sr José Manuel da Silva Campeão e o julgamento foi a 18 de Junho de 1832

Um outra referencia que encontrei "Entre eles estão o que terá sido, se não o maior, certamente um dos maiores, João Bonifácio Alves da Silva, e seus associados João Manuel da Silva Sumatra Campeão e António José Pedrosa. Tal como outros, estes negreiros ..."

Julgo que com estes elementos se poderá ver que deveriam ser pessoas diferentes, o General e o negreiro brasileiro

Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: João Manuel da Silva Dantas

#271109 | chartri | 21 Fev 2011 21:10 | Em resposta a: #271103

Caro Vianna

não me deve ter percebido. Tenho prioridades e muitos ramos a investigar, não só meus antepassados, mas colaterais com quem aqueles se deram. Tal permite fazer algumas ideias de como viviam e quem eram. Não é para mim prioritário saber quem são os antepassados Dantas, mas tão somente se um determinado Dantas foi qqq coisa na Fabrica de Pólvora de Alcântara.
Se me fiz mal compreender. Também não o queria ofender tendo em atenção a amável oferta de ideias para pistas

Este João Manuel da Silva. parece que usaria Dantas, mas no seu processo tal não aparece

Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: Manuel Dantas Correia

#271119 | FBrito | 21 Fev 2011 22:16 | Em resposta a: #271104

Caro Ricardo Charters d' Azevedo,

Dou-lhe toda a razão. Creio que fiz uma grande confusão e, o pior de tudo, é que publiquei essa confusão num artigo que escrevi para um jornal local vimaranense na semana passada...

O meu erro foi ter consultado algumas fontes que misturam os dois nomes...Esse erro deve-se, certamente, ao facto de o João Manuel da Silva Campeão (o negreiro) ter a patente de Tenente Coronel de Milícias de Moçambique, de ter deixado Moçambique pouco tempo depois do Tenente General João Manuel da Silva e, ainda, de ter planeado financiar os liberais na Terceira.

Veja esta cronologia:

1811- 1830 - dentro deste período foi traficante de escravos no Rio de Janeiro.

25/10/1825 - em Moçambique, capitão do hiate Maria Leonor, despachado para seguir para Quelimane.

26/07/1828 - é-lhe concedida licença pelo governador de Quelimane para se deslocar a Moçambique. Licença que se repete em 13/09/1828.

02/09/1829 - juntamente com João Bonifácio Alves da Silva*, ambos «existentes na vila de Quelimane», proprietários dos navios: a barca brasileira Amizade e o brigue Vulcano que, em Setembro, estavam em Moçambique a requerer licença para voltar a Quelimane à carga de escravos. Já no ano anterior estava em Quelimane. Comandava o brigue D. Manuel que se dirigia de Goa para o Rio de Janeiro, com escala por Bombaim e Moçambique. E é no ano seguinte que está em Quelimane como «negociante volante». O senado da Câmara, nas acusações que fez ao governador Vasconcelos Cirne*, inclui a de este ter obrigado o Campeão a pagar-lhe 3000 pesos para o deixar sair para o Brasil.

10/12/1829 - partiu de Quelimane para o Rio de Janeiro na barca Amizade juntamente com João Bonifácio Alves da Silva*. No Rio de Janeiro dispôs-se a financiar a Regência da Terceira, o que não chegou a fazer por ter falecido logo a seguir (há versões contraditórias relativas ao falecimento)

04/02/1830 - no Rio de Janeiro, capitão Joaquim Martins*, a barca Amizade descarregava 625 escravos dos 636 com que partira de Quelimane.

13/07/1830 - o governador de Quelimane, Vasconcelos Cirne*, informava o governador-geral que Sumatra Campeão era homem embarcadiço, sem domicílio em terra, tinha a patente de coronel de milícias nomeado de Manica.


Para lhe ser sincero, numa determinada fase, achei um pouco estranho que um Tenente-General, presidente da Real Academia Militar, etc. Mas ao ver o perfil do Governador Vasconcelos Cirne, fiquei convencido que tudo era possível. Repare na "biografia" de Vasconcelos Cirne:

MANUEL JOAQUIM MENDES DE VASCONCELOS E CIRNE

Filho natural de Teotónio Mendes de Carvalho Vasconcelos e Cirne, senhor da Quinta e Solar do Almeo, no sítio do mesmo nome, freguesia de Macinhata da Seixa, concelho de Oliveira de Azeméis. A cultura clássica que transparece dos seus escritos deve tê-la adquirido, tal como inculcam as abundantes citações latinas, com o padre-mestre, capelão do solar, cuja residência aí subsiste. Um acórdão da Relação de Lisboa de 9 de Março de 1802, condenou o Manuel Joaquim a servir no Estado da Índia, na tropa, por dez anos. O que foi feito a requerimento do pai pela «culpável ociosidade […] a sua incorrigibilidade e ultimamente o considerável furto de dinheiro que lhe fizera». Tinha portanto 17 ou 18 anos. Embarcou na nau de viagem Marialva, com destino à Índia e escala pelo Rio de Janeiro e Moçambique. Na noite de 2 para 3 de Setembro de 1802 a Marialva naufragou no baixio do Mongicual, já perto da Ilha de Moçambique. Tendo sido um dos sobreviventes ficou em Moçambique e foi inscrito como recruta no Batalhão de Infantaria de Moçambique. A 1 de Março de 1805 foi promovido a cabo e a 11 de Janeiro de 1806 a furriel. Neste posto, a 12 de Fevereiro, foi punido com 50 pranchadas e baixa de posto. Logo em 20 de Março foi restituído ao posto de furriel e a 1 de Abril promovido a tenente para a Companhia de Infantaria do Presídio do Zumbo para onde não foi. A 6 de Junho reingressou no Regimento de Moçambique e a 10 foi destacado para o forte de Sofala, onde o governador acabou por o encerrar na enxovia. Em 1807 o pai requeriu o termo do degredo por não ter outro filho e este dever suceder na abundante casa, por desejar dar-lhe um estabelecimento honrado uma vez que lhe constava ter sido útil e proveitosa a correcção. a petição foi indeferida. Entretanto o Manuel Joaquim fora mandado para a capital sob prisão, foi despromovido a alferes e mandado, preso, para Sena. O governo provisório entretanto (1807-1809) no poder, a 16 de Maio de 1808, autorizou o seu regresso à capital, de novo tenente. Em de 1909 estava outra vez preso. A 6 de Novembro de 1809 foi promovido a capitão e a 21 de Junho de 1810 foi-lhe dado por expiado o tempo de exílio.

Em Setembro de 1812 partiu para a Corte do Rio de Janeiro. Os contactos que terá estabelecido nesta primeira viagem à Corte após a extinção do degredo, tê-lo-ão habilitado a lançar-se na construção e na armação de navios negreiros em Quelimane. Desde logo, a 13 de Maio de 1813, sendo capitão do Regimento de Infantaria de Linha de Moçambique, foi nomeado para o cargo de governador do Porto e Vila de São Martinho de Quelimane. Era o seu primeiro governador. Quelimane sempre estivera subordinado ao governador da capitania de Rios de Sena. E este mantinha a sua jurisdição sobre o governador de Quelimane. A 17 de Dezembro de 1813 foi promovido ao posto de sargento-mor agregado ao mesmo regimento. Quando foi reconduzido por mais três anos, como «a respectiva patente apenas contivesse a cláusula de subordinação ao capitão-general e governador da colónia este tomou a omissão à letra, deu-lhe a elasticidade que entendeu e considerou os territórios de Quelimane desligados da capitania de Rios de Sena e apenas dependentes da administração central da colónia»(Almeida de Eça).

22/03/1832 - Informação do governador-geral Sebastião Xavier Botelho*: «[…] Ainda em Quelimane se conserva a execranda memória da aleivosia» que Vasconcelos e Cirne «obrou com os colonos do seu próprio prazo que chamou amigavelmente, e alta noite os embarcou algemados, e a furto, e à falsa fé, em um brigue para o Rio de Janeiro».

Senhor todo poderoso do governo de Quelimane aí se alcandoraria ao pedestal de promotor, executor e defensor do tráfico de escravos que foi.

Se não é verdade, como alega, que antes dele no porto de Quelimane se não fazia comércio a longa distância, outrossim é verdade que «intentou fazer aquele porto, um dos melhores ou o melhor (pelo que respeita ao comércio da costa de África oriental)». Queria ele dizer aí implantar o tráfico de escravos. No que obteve o maior êxito. Desde logo um aviso proveniente do Secretário de Estado da Marinha e Ultramar, o Conde da Barca, com a data de 28 de Junho de 1814, abria o porto de Quelimane a todas as nações e o governador-geral mandou criar ali uma alfândega com juiz e feitor, o que foi feito em 1817. Comenta Cirne: «E sendo a afluência dos navios do Brasil grande, sempre a facilidade do negócio foi tal que todos sempre se supriram, com uma brevidade que em outro algum porto podiam achar». Ainda: «Foi nesse tempo da liberdade do comércio que se viram cinco quilhas postas nos estaleiros de Quelimane, e as quais hoje a maior parte navegam para o Brasil». «Brigue S. Marcos, arqueado em quinhentos e quarenta escravos; galera Philomela, arqueada em setecentos; brigue Bom Desejo, arqueado em quatro centos e cincoenta; brigue Constitucional Africano, arqueado de setecentos a oitocentos; brigue Nossa Senhora da Guia Morgada do Almeo, arqueado em quinhentos e quarenta e oito».

A novidade da arqueação de navios tomando como unidade o número de escravos em troca da tonelada !!!

Segundo Cirne, antes de 1817, de Quelimane exportavam-se 1484 escravos/ano. Depois de 1817 passaram a exportar-se 3615. De 1819 a 1825, de 5000 a 6000.

A 26 de Fevereiro de 1820 foi autorizado a retirar-se para a Corte do Rio de Janeiro. No Rio de Janeiro, foi traficante de escravos, conforme lista in Manolo Florentino. O brigue Nossa Senhora da Guia Morgado do Almeo, registado em nome de sua mulher, Dona Maria Antónia Leite Pereira de Mello Virgolino*, estava a fazer transporte de escravos para os portos brasileiros. A 14 de Janeiro de 1822 foi-lhe dado em Moçambique um passaporte para fazer transportar ao Rio de Janeiro o seu filho de menor idade António Manuel Mendes de Vasconcelos Cirne, a juntar-se à companhia de seu pai e tratar dos seus estudos.

Em 1826 está em Lisboa, ido do Brasil. Em 1828 redigiu a Memória. A 2 de Abril de 1829 foi nomeado governador de Quelimane e Rios de Sena. A 27 de Setembro de 1829 embarcou em Moçambique para Quelimane. Tomou posse em Sena a 3 de Março de 1830.

Neste seu segundo governo foi acusado de extorquir dinheiro a armadores negreiros: a João Bonifácio Alves da Silva* com três navios em franquia, carregados de escravos, tê-lo-á obrigado a dar-lhe 9000 pesos para o deixar sair. A João Manuel da Silva Guimarães Sumatra Campeão*, para sair para o Rio de Janeiro, 3000 pesos. A Anselmo da Costa Xavier*, ido a Quelimane carregar 150 escravos no brigue Zarco, cobrou-lhe 500 pesos e obrigou-o a pagar-lhe os escravos que lhe vendeu a 80 pesos cada quando o preço corrente era 50 pesos.

As suas ligações comerciais, além do Rio de Janeiro, estendiam-se a Lisboa para onde, conforme nota de 9 de Dezembro de 1829, remeteu um saco com mil patacas espanholas para dois negociantes: Jerónimo Elias dos Santos e Tomás Maria Bessone. Constando da mesma nota o nome de João Baptista Moreira*, cônsul de Portugal no Rio de Janeiro, também ele envolvido no tráfico de escravos, pode afoitamente concluir-se estarmos diante de um dos maiores promotores do tráfico negreiro a partir de África.

Faleceu em Tete a 16 de Junho de 1832.

Melhores cumprimentos,

Francisco Brito

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MANUEL JOAQUIM MENDES DE VASCONCELOS E CIRNE

#271125 | chartri | 21 Fev 2011 22:38 | Em resposta a: #271119

Caro Francisco Brito

Sabe, no melhor pano cai nódoa...
Trata-se de um curriculum magnifico.
Julgo que os descendentes dele poderiam ser sócios do Clube americano muito selecto que só deixa inscrever-se quem tenha um antepassado que tenha sido "procurado".
Ainda me estou a rir.
Mas o "nosso" coitado João Manuel da Silva deveria ser um "pacato" general e muito competente

Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: MANUEL JOAQUIM MENDES DE VASCONCELOS E CIRNE

#271128 | FBrito | 21 Fev 2011 22:57 | Em resposta a: #271125

Caro Ricardo Charters d'Azevedo,

Realmente este Vasconcelos Cirne era uma figura fantástica...E até já foi biografado (http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2010/05/de-degredado-a-governador-por-filipe-gast%C3%A3o-de-almeida-de-e%C3%A7a-1950.html)

Continuo bastante curioso em relação à naturalidade do Ten. General João Manoel da Silva e do Ten. Coronel João Manuel S. Campeão... Se entretanto descobrir mais alguma coisa sobre qualquer um deles comunico.


Melhores cumprimentos,

Francisco Brito

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RE: MANUEL JOAQUIM MENDES DE VASCONCELOS E CIRNE

#271129 | chartri | 21 Fev 2011 23:02 | Em resposta a: #271128

Caro Francisco Brito
Muito obrigado. Se eu descobrir qualquer deixo aqui tambem
Ja andei pelo TTonline, pelo Books.google, e nada
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: MANUEL JOAQUIM MENDES DE VASCONCELOS E CIRNE

#271133 | FBrito | 21 Fev 2011 23:11 | Em resposta a: #271129

Caro Ricardo Charters d'Azevedo,

Eu é que lhe agradeço. Vou continuar a insistir, a ver se descubro alguma coisa...

Cumprimentos,

Francisco Brito

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RE: João Manuel da Silva

#271136 | FBrito | 22 Fev 2011 01:30 | Em resposta a: #271129

Caro Ricardo Charters d'Azevedo,

Consultei há pouco a Grande Enciclopédia Luso Brasileira e vi que existem (pelo menos de acordo com a GELB) dois João Manuel da Silva. O primeiro é o militar e engenheiro que se destacou na defesa de Campo Maior. E o segundo é o Tenente General que foi Governador de Moçambique...

Para além disso, no google books, encontrei uma referência ao Tenente-Coronel (e não Tenente General) João Manuel da Silva como Governador de Moçambique.

Há aqui alguma confusão...



Melhores cumprimentos,

Francisco Brito

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Os dois João Manuel da Silva, o Dantas e o Zuzarte

#271144 | chartri | 22 Fev 2011 10:35 | Em resposta a: #271136

Caro Francisco Brito
Claro que ha uma confusão entre pais e filho com o mesmo nome
No arquivo Histório Militar existe uma caixa nº 3514 com o processo de um José Manuel da Silva (pode ser que la tenham colocado os dois). No livro "Os Generais do Exrcito Português, Vol II Tomo I temos:

19-0104
JOÃO MANUEL DA SILVA Tenente-General (c.1770-1849)
Nasceu por volta do ano de 1770 e faleceu a 5 de Julho de 1849.
Iniciou a sua carreira militar no posto de Ajudante de Infantaria, com exercício de engenheiro, a que foi promovido por de¬creto de 16 de Maio de 1791, "... em virtude da necessidade em que se achava o corpo de engenheiros de ajudantes da mesma profissão (...), em atenção aos seus merecimentos e serviços, e com a obrigação de completarem o curso dos seus estudos logo que lho permitissem as diligências de que tinham sido encarregados." Promovido a Capitão do Real Corpo de Engenheiros, em Dezembro de 1796, por decreto de 3 de Julho de 1801, ascendeu, por distinção a Sargento-Mor, em virtude da sua participação na defesa da Praça de Campo Maior, atacada por tropas espanholas, entre 20 de Maio e 7 de Junho, exactamente o tempo que durou a chama¬da "Guerra das Laranjas". Seguiram-se as promoções a Tenente--Coronel em Novembro de 1807, a Coronel graduado em Maio de 1808 e efectivo em Outubro do mesmo ano, a Brigadeiro graduado em 24 de Junho de 1809, e efectivo em 24 de Junho de 1810, a Marechal de Campo graduado, em 17 de Dezembro de 1815 e efectivo em 6 de Fevereiro de 1818, a Tenente-General graduado, por decreto de 13 de Maio de 1819 e efectivo por decreto de 31 de Março de 1821.
Passou boa parte da sua carreira mil Brasil, onde exerceu variados cargos que se conhecem o de Inspector do Corpo de Engenheiros e o de Director Arquivo Militar, de cuja criação e organização foi incumbido, por decreto de 13 Maio de 1809 do Príncipe Regente D. João. Na sequência da Revolução Liberal em Portugal, em 6 de Março de 1821, E VI nomeou-o Governador e Capitão General de Moçambique, onde se m< até Junho de 1824 e, como nesta altura Brasil era um país independente,regressou a Lisboa. Durante as Lutas Li manteve-se ao lado de D. Pedro, pelo que foi excluído das escalas dos oficiais. AHM-DIV/3/7/3514

Eu tenho registado:

João Manuel da Silva Dantas, casado com :Maria Rita Ramos Zuzarte e pelo menos com um filho o João Manuel Zuzarte da Silva, c. g.,

Este João Manuel Zuzarte da Silva casou-se com LuiseMáxima Niemeyer von Bellegarde e tiveram pelo menos:

* Maria Margarida de Bellegarde da Silva
* Pedo Luís de Bellegarde da Silva, c. g., n: 24 Fev 1833, f: 7 Fev 1900
* João Eulálio de Bellegarde da Silva n: 1837, f: 1859
* Maria de Bellegarde da Silva n: 1838, f: 1870
* Maria Rita de Bellegarde da Silva n: 1839, f: 1900
* Maria Antónia de Bellegarde da Silva, c. g., n: 1842, f: 1900
* Águeda de Bellegarde da Silva n: 1845, f: 1872
* Júlia de Bellegarde da Silva n: 1847, f: 1866
* Lúcia de Bellegarde da Silva n: 1849, f: 1878


Entendo do porquê de incluir nos nomes deles Dantas e Zuzarte, mas foram nomes que eles não usaram, mas que lhes deram para se destingirem.

Agora julgo com as poucas datas que temos teremos de distinguir um do outro, sabendo que no registo de casamento com Luísa Máxima, o marido aparece no registo como Ten-General, o que não parece possível, dado que com cerca de 30 anos (ou menos não podia o ser). Assim o padre deve ter feito confusão.

Consequentemente o primeiro (o que chamado de Dantas) é de certeza Ten Gen e segundo as datas foi quem esteve no Brasil e em Moçambique. O outro, o Zuzarte... não sei quem terá sido.

Que tal ?
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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João Manuel Zuzarte da Silva

#271148 | chartri | 22 Fev 2011 12:25 | Em resposta a: #271136

Caro Francisco Brito
Só me faltou dar a indicação que o João Manuel Zuzarte da Silva se casa com a Luise Máxima a 13 de Maio de 1835 (ADLisboa, Lisboa, Santos-o-Velho, Casamentos, Liv 24, fl. 55v). O padre indica o João Manuel da Silva, que se casa, como Ten-General, o que não poderá ser, como lhe disse em mensagem anterior, se virmos a data de nascimentos dos seus filhos que foram entre 1833 e 1849.
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: João Manuel Zuzarte da Silva

#271162 | FBrito | 22 Fev 2011 16:59 | Em resposta a: #271148

Caro Ricardo Charters d'Azevedo,

Faz sentido o que disse em relação ao percurso do militar João Manuel da Silva. Mas não deixa de ser curioso verificar que o negreiro João Manuel da Silva Campeão parece ter seguido as pisadas do seu homónimo militar. Estaria, tal como o militar, no Rio de Janeiro no princípio do século XIX (em 1811 é seguro que estava no Brasil). Teve um cargo importante em Moçambique (Tenente Coronel de Milícias) e deixou Moçambique no mesmo ano que o seu homónimo. Depois, tal como o seu homónimo, esteve ligado ao liberalismo...


Melhores cumprimentos,

Francisco Brito

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RE: João Manuel Zuzarte da Silva

#271170 | chartri | 22 Fev 2011 18:04 | Em resposta a: #271162

Caro Francisco Brito

Tenho mais um exemplo de pessoas com o mesmo nome e percursos semelhantes. Mas em Portugal. Estes estiveram em várias partes do Mundo.. juntos!

Conheço dois casos que mudaram de nome acrescentando um outro apelido que nada tinha a ver com a sua família. Em dois casos que me lembro, eram estudantes em Coimbra e verificaram que haviam mais 3 ou mais com o mesmo nome exactamente. Verificaram-no, certamente, pois eu mesmo vi as fichas de inscrição nos mesmos anos. Um era José Lopes Vieira e haviam 8, ou outro era Simão da Rosa e havia 3 Quando saíram da Universidade um acrescentou Fonseca, outro Guerra . Tenho um outro caso de um oficial que era António Luís Ribeiro da Silva, que substituiu o Silva por Maia quando se casou. Estavamos em plena "zanga real" e havia pelo menos um outro António Luis ribeiro da Silva; e o Maia não era da família (de resto ele é descendente do Giffenig falado neste tópico).

Neste caso temos o pai, o filho e o "pirata" com o mesmo nome. Mas quem acrescentou os dois nomes: Sumatra e Campeão, foi o "nosso" "pirata" e não o Ten General.

Interessante...
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: João Manuel Zuzarte da Silva

#271179 | FBrito | 22 Fev 2011 18:58 | Em resposta a: #271170

Caro Ricardo Charters d'Azevedo,

Realmente casos destes acontecem. Vou tentar investigar mais para descobrir quem eram ao certo estas duas figuras. Confesso-lhe que continuo um pouco intrigado, muito embora acredite que eram duas pessoas distintas. Isto por dois motivos:

1º - Porque se desconhece a naturalidade de ambos, o que é estranho visto terem sido figuras bastante influentes no seu tempo

2º - Porque para além dos dados que já lhe referi, o militar João Manuel da Silva tem correspondência com o "sócio" de J.M.S. Campeão (João Bonifácio Alves da Silva, Governador de Quelimane) e durante o período em que foi governador de Moçambique foi criada uma companhia comercial que controlava o tráfico de Lourenço Marques...


Melhores cumprimentos,

Francisco Brito

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RE: Manuel Dantas Correia

#273474 | nrleite | 28 Mar 2011 18:30 | Em resposta a: #270301

Caro Ricardo Charters d'Azevedo

Os dados sobre os Giffenig, Niemeyer, Praetorius, etc que estão aqui na base de dados são, em grande medida e julgo não estar em erro, fruto de vários estudos que fiz. Vi entretanto que lhe foram úteis...

Faz muito bem em tirar a limpo essa referência ao Manuel Dantas Correia. Tenho-a bem documentada e não me levará a mal que reserve por enquanto as minhas fontes. É que também eu tenho material para publicar em breve e confesso que não me daria prazer nenhum vê-lo publicar resultados do meu trabalho como se do seu se tratasse.

Cumprimentos,
Nuno Rocha Leite

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Os dados sobre os Giffenig, Niemeyer, Praetorius,...

#273476 | chartri | 28 Mar 2011 19:15 | Em resposta a: #273474

Caro Nuno Rocha Leite
Quero esclarecê-lo desde já que os dados que tenho sobre aqueles oficiais alemães não tem como origem os seus estudos.

Talvez alguns dados que coloquei na página www.familiasdeleiria.com tenham sido corrigidos/confirmados na sequência de debates deste Forum. Mas a maioria deles, melhor dizendo, a grande maioria, foram obtidos através de investigações que fui fazendo que até me permitiram escrever um livro (http://www.guardamor.com/livro.php?id=965), publicado em 2007, com os Giffenig, que são de resto meus antepassados e primos. Já antes andei à volta das filhas do Manuel Dantas Correia, para o qual nada encontrei de relevante. Mas os apontamentos que o meu bisavô (que faleceu em 1942) me deixou, fizeram-me ter curiosidade sobre aquela figura.
Consultei recentemente uma tese de mestrado, apresentada à Fac de Letras da ULisboa, sobre a Fabrica de Pólvora de Alcântara e de Manuel Dantas ... nada. Somente é referido que um novo director irá habitar nas instalações que tinham sido ocupadas pelo Petronius. è tudo e muito pouco.
Sobre o Niemeyer, como poderá ver na minha página, os elementos sobre indivíduos mais recentes e que se encontram no Brasil, foram obtidos junto do Colégio Brasileiro de Genealogia - Artigos genealógicos: título Niemeyer (arquivo de Paulo Carneiro da Cunha), como vem indicado na minha página.

Por outro lado desde 2000 que andei pelos arquivos militares e encontrei os dossiers deles em nomes muito parecidos, mas difíceis de encontrar. Por exemplo, encontrei um João Giffini, que era, afinal, nem mais nem menos que o nosso Giffenig, meu avô.

Sobre os antepassados e irmãos dos oficiais hanoverianos Giffenig , Niemeyer e Petronius, os dados foram obtidos, há muito, junto das fontes alemãs. A história do irmão mais velho do Ten J Giffenig e do livro que ele escreveu foi recentemente descoberto por mim.

Naturalmente que muitos dos dados (não todos) que se encontram na minha página serão publicados em anexos a um livro que já está em composição, sobre a "Estrada Real de Rio Maior a Leiria". A vida complicada do Niemeyer num determinado período por volta de 1791, é relatada. Igualmente sobre o meu avô Giffenig (de quem herdei muita informação).
Naturalmente que la figurarão créditos e fontes, pelo que julgo que não ficará incomodado com o que vier a ler
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: Os dados sobre os Giffenig, Niemeyer, Praetorius,...

#273641 | nrleite | 30 Mar 2011 19:36 | Em resposta a: #273476

Caro Ricardo Charters d'Azevedo

Como lhe disse, tenho bem documentadas as referências que fiz a Manuel Dantas Correia. Estou certo que na continuação das suas investigações, qualquer coisa encontrará.

Quanto a tudo o mais que me comunicou, espero que não tenha presumido qualquer incómodo da minha parte. Na minha mensagem anterior limitei-me a constatar que os dados que resultaram de investigações minhas lhe foram úteis. Nada mais.

Cumprimentos

Nuno Rocha Leite

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RE: Os dados sobre os Giffenig, Niemeyer, Praetorius,...

#273643 | chartri | 30 Mar 2011 20:10 | Em resposta a: #273641

Caro Nuno Rocha Leite
Mas claro que não me incomodaram as suas mensagens. Antes pelo contrario. Achei-as muito bem.

Sobre o Manuel Dantes deve saber mais do que eu pois a referencia familiar que tenho, do lado Giffenig (em documento manuscrito do meu bisavô), era que ele foi diretor, ou administrador, da Fabrica de Pólvora de Alcântara. Mas como sabe devemos confirmar afirmações para as quais não há fonte escrita.
Assim andei a ver "tudo" (tudo o que encontrei sobre Barcarena e Alcântrara) e nada encontrei sobre ele. Mesmo recolhi indicações de quem eram os administradores (ou donos pois foi privada) da Fabrica de Alcântara e... nada sobre o Dantas, nem sobre um d'Antas.
Posso lhe indicar a referencias da tese de mestrado da Fac de Letras de Lisboa. Interessante, mas nada sobre o Dantas.

Mas como calcula é um assunto que me faz pensar bastante.
Para cumulo, hoje estive em Leiria e fui ver de quem era uma Capela de Santa Margarida do Arrabal, vaga nos finais do seculo XVIII e dada como mercê a uma outra pessoa. Ora bem a Capela de Santa Margarida de Arrabal chama-se igualmente as dos "bens do Beça", que morreu sem descendência. Mas... aí é que é interessante, o tal Beça herdou-a de un Dantas que no século XVI instituíu a Capela. ... enfim, la apanhei uns Dantas
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: Henrique Niemayer

#278823 | chartri | 17 Jun 2011 14:47 | Em resposta a: #67819

Caro Nuno Rocha Leite

Gostaria que me enviasse ao meu e mail (ricardo.charters@gmail.com) para onde posso enviar o livro que acaba de sair que cuja sinopse anexo abaixo, pois tenho uma referencia aos seus trabalhos.
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

--------------------------------------------------------
Título completo: A Estrada de Rio Maior a Leiria em 1791
Autor: Ricardo Charters d’Azevedo
Colecção: TEMPOS E VIDAS, 15
ISBN: 978-989-8044-49-5
Nº de páginas: 160 + 4 cartografias
Preço: 25 euros
Disponibilidade: Disponível
Encomendar a textiverso@sapo.pt ou a livrarias.

Sinopse
A partir de um mapa topográfico existente no Instituto Geográfico Português, mandado levantar, por ordem de D. Maria I, em 1791, com o fim de determinar o percurso da Estrada Real desde a serra de Rio Maior a Leiria, ensaia-se um estudo alargado que se detém sobre os elementos concretos do mapa, do traçado à toponímia, mas muito especialmente sobre os seus autores porque, à excepção de um dos oficiais que o elaboraram, todos os outros têm ligações com Leiria. O extenso mapa de 2,38 m, a todos os títulos precioso, não só apresenta a orografia como indica as povoações e as propriedades particulares que, ao tempo, se encontravam de um e outro lado da nova estrada. Desde a antiguidade foram sendo usados cinco percursos diferentes entre Rio Maior e Leiria pelo que o delineamento da Estrada Real entre estes dois pontos, nos finais do século XVIII, obrigou a uma escolha, que teve razões, mas também consequências, técnicas, económicas e sociais.
Procurava-se, naquele tempo, ir para além da simples justificação de que era importante ter uma determinada estrada para que a Corte se pudesse comodamente deslocar – foi o "bem público" que passou a ser o motor dos projetos rodoviários. De forma a enriquecer a apresentação do mapa, o Autor cotejou a informação nele constante com aquela que estrangeiros, que nos visitaram na mesma altura, publicaram, transcrevendo alguns excertos daqueles relatos sobre povoações, ou monumentos, ou de simples aspectos curiosos. O livro apresenta algumas curiosidades como o perfil de José de Seabra da Silva, mencionando as vezes em que ele caiu em desgraça, bem como o do importante desembargador Mascarenhas Neto. Apresenta igualmente o “Alvará” de 1791 de D. Maria I regulamentando a construção das estradas, bem como o regulamento para a reforma dos carros, estabelecimento de barreiras e conservação das estradas, da mesma época. Não só são curiosas as considerações sobre as estalagens daquele tempo, mas igualmente a explicação do nascimento da “calçada à portuguesa”. O livro tem inúmeras gravuras e mapas a cores e a preto e branco, apresentando, referidas a 1791, as primeiras plantas de povoações como a Batalha, Évora de Alcobaça, Aljubarrota, Turquel, Benedita e Leiria.
Lateralmente, o trabalho é enriquecido com abordagens monográficas, designadamente sobre como se viajava e onde se pernoitava nos séculos XVIII e XIX, mas muito particularmente e em profundidade com estudos genealógicos no âmbito das descendências, do oficial alemão Konrad Heinrich von Niemeyer, que fez o levantamento do percurso, e do seu cunhado Johann Caspar Giffenig, que tem ainda hoje descendência em Leiria (os Costa Guerra e os Santa-Rita, por exemplo), e que vieram para Portugal por recomendação do conde Schaumburg-Lipe. Pela sua profundidade e abrangência, este estudo faz história na região Centro do País.

O livro será lançado em cerimónia que terá lugar em meados de Setembro, em Leiria

Resposta

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RE: Henrique Niemayer

#278985 | chartri | 19 Jun 2011 12:09 | Em resposta a: #67819

Caro Nuno Rocha Leite

Mando-lhe o indice do meu livro, onde vem citado, alem da base de dados GENEALL:

A Estrada de Rio Maior a Leiria em 1791 (ISBN: 978-989-8044-49-5)
Autor: Ricardo Charters d’Azevedo

INDICE:

Prefácio
Introdução

1. Quem coordenou o levantamento do terreno em 1791
1.1. João Diogo Mascarenhas Neto
1.2. José de Seabra da Silva

2. Alguns dos oficiais que fizeram o levantamento do terreno em 1791
2.1. Luís Cândido Cordeiro Pinheiro Furtado
2.2. Oficiais indicados pelo conde de Schaumburg-Lippe
2.2.1. Conrad Heinrich von Niemeyer
2.2.2.Jacob Chrysostomos Praetorius
2.2.3.Johann Casper Heinrich Giffenig
2.3. Joaquim de Oliveira

3. Como se viajava

4. Características do mapa

5. Variantes da Estrada de Rio Maior a Leiria
5.1. As cinco variantes de estradas de Rio Maior a Leiria
5.2. As variantes estudadas em 1791
5.3. Exposição de empresários, industriais e agricultores em 1825

6. O mapa topográfico
6.1. As descrições feitas por viajantes
6.2. O mapa topográfico de Rio Maior a Leiria
6.3. O termo norte de Leiria no mapa de Leiria a Coimbra

7. Planta da cidade de Leiria de 1816

Anexos
Anexo 1 – Lista dos oficiais alemães vindos para Portugal em 1776
Anexo 2 – A ligação do Cor. Konrad Heinrich von Niemeyer
com o Arq. Óscar Niemeyer Soares Filho
Anexo 3 – Cartas do conde Schaumburg-Lippe ao Marquês de Pombal
sobre a forma de defender Portugal
Anexo 4 – Descendência de Johann Caspar Giffenig
Anexo 5 – Descendência do Gen. Jakob Konrad von Niemeyer
Anexo 6 – Alvará de 28 de Março de 1791 Anexo 7 – Regulamento para a reforma dos Carros, estabelecimento de Barreiras
e conservação das Estradas
Anexo 8 – As estalagens e os transportes em tempos idos

Bibliografia
Livros, manuscritos e revistas
Mapas topográficos



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Cumprimentos
Ricardo Charters d’Azevedo

Resposta

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RE: João Gaspar Giffening

#303726 | aaa111 | 22 Abr 2012 12:00 | Em resposta a: #218795

procuro descendençia de berta de fontes pereira de melo gaspar da silva e alberto paiva raposo meus avos maria eugenia de fontes pereira de melo e julio gaspar da silva meus bisavos obrigado antonio paiva raposo

Resposta

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RE: João Gaspar Giffening

#303738 | chartri | 22 Abr 2012 14:31 | Em resposta a: #303726

mas aaa111 o que é que eles tem a ver com o João Gaspar Giffenig? E se procura a descendencia deles tem nos dizer MAS NÃO NESTE TÓPICO de onde eles eram

Resposta

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RE: João Gaspar Giffening

#303741 | aeiou2 | 22 Abr 2012 15:04 | Em resposta a: #303726

Está enganado no Tópico

Maria

Resposta

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RE: João Gaspar Giffening

#303757 | aaa111 | 22 Abr 2012 18:40 | Em resposta a: #303741

desculpe quem me pode ajudar

Resposta

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RE: João Gaspar Giffening

#303761 | aaa111 | 22 Abr 2012 18:49 | Em resposta a: #303738

pesso desculpa nao preçebo nada disto eles eram de lisboa arroios obrigado

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RE: João Gaspar Giffening

#303799 | aeiou2 | 23 Abr 2012 09:29 | Em resposta a: #303757

Não abra mais tópicos sobre o mesmo assunto.Use apenas um.Neste está fora de contexto.

Resposta

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Óscar Niemayer

#318705 | S.João de Rei | 06 Dez 2012 10:36 | Em resposta a: #61636

Faleceu hoje o seu descendente Óscar Niemeyer.

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RE: Óscar Niemayer

#318706 | JJLourenço | 06 Dez 2012 10:47 | Em resposta a: #318705

Caro S.João de Rei,

Óscar Niemeyer, não faleceu hoje.
Faleceu ontem, Quarta-feira, 5 de Dezembro, às 21:55, hora de Brasília.

Cumprimentos,

JJ Lourenço

Resposta

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RE: Óscar Niemayer

#318707 | S.João de Rei | 06 Dez 2012 10:57 | Em resposta a: #318706

Obrigado pela correcção JJ Lourenço,
Cumprimentos,
José de Azevedo Coutinho

Resposta

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RE: Henrique Niemayer

#318898 | FF | 10 Dez 2012 18:09 | Em resposta a: #61636

Não sei esta família é a mesma a que pertencia o grande arquitecto Óscar Niemayer, recentemente falecido. Entre os seus antepassados havia elementos da família Ribeiro de Almeida (de Portugal e do Brasil). Alguém saberá a genealogia de Óscar Niemayer por parte Ribeiro de Almeida?

Resposta

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RE: Henrique Niemayer

#318937 | chartri | 10 Dez 2012 23:57 | Em resposta a: #318898

Caro FF
Encontra todos descendentes do primeiro Niemeyer que vem para Portugal, no século XVIII (e aí encontra o arq Oscar Niemeyer) no meu site www.familiasdeleiria.com.
Igualmente encontra em papel esta informação no livro : http://www.guardamor.com/livro.php?id=1542

Sobre os Ribeiro de Almeida a filha do Brigadeiro José Ribeiro de Almeida e de Ana José de Jesus, Maria José de Jesus Vila Seca Ribeiro de Almeida, casa-se o o Maj Justino Augusto Giffenig Teixeira (descendente de um outro official do conde de Lippe, como era o Niemeyer) e é minha prima.

Dona Maria José de Jesus era neta (quer isto dizer descendente) de Estêvão Ribeiro de Almeida, cujas armas usa, e vem descritas no "Archivo Heráldico—Genealógico do Visconde Sanches de Baena, pag. 158 n2 631", a saber:
escudo de campo esquartelado; o primeiro de vermelho com 6 besantes de oiro em duas palas, entre uma dobre cruz, e bordadura de oiro (Almeida); o segundo esquartelado: o primeiro e quarto de oiro com 3 palas de vermelho; o segundo e terceiro preto, com 3 faixas veiradas de prata e vermelho, por diferença uma flor de lis, metade verde e metade prata; elmo de prata aberto, guarnecido de oiro, paquife de oiro e vermelho e por timbre uma águia preta besantada de oiro; e todas as honras e privilégios de fidalgo por descender da geração e linhagem dos Ribeiros e Almeidas - dada em Évora a 13 de Novembro de 1536. Reg. na chanc. de D. Joao III, livro XXIII, f'1.69 v.

Mas não "vejo" relações com os Niemeyer
Cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: Henrique Niemayer

#318963 | FF | 11 Dez 2012 14:30 | Em resposta a: #318937

Caro Ricardo Charters d'Azevedo,
Muito grato pelas informações.
Os Ribeiro de Almeida a que me referi descendem de Manuel Ribeiro e de Caetana de Almeida que residiam no lugar de Campanhã de Baixo (Porto).
Além de descendentes portugueses (incluindo a minha Mulher), sei que um filho do casal acima mencionado, o Tenente-Coronel Joaquim Ribeiro de Almeida, nascido no Porto cerca de 1770, foi para o Brasil, onde deixou descendência. Creio que o seu nome consta de um livro que só conheço indirectamente, o Dicionário das Famílias Brasileiras, de Carlos Barata e António Bueno.
Era sobre o ramo brasileiro que gostava de ter mais elementos.
Desconheço se a esta família foram concedidas armas, embora ocupassem um lugar de certo relevo social.
Os melhores cumprimentos.
FF

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RE: Henrique Niemayer

#318969 | chartri | 11 Dez 2012 15:23 | Em resposta a: #318963

Caro FF
O ramo brasileiro dos Niemeyer está, julgo, que completo (quanto se possa garantir em genealogia que uma arvore está completa) no livro que referi e na minha página www,familiasdeleiria.com

E la não encontro os Ribeiro de Almeida
cumprimentos
Ricardo Charters d'Azevedo

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RE: Henrique Niemayer

#318978 | FF | 11 Dez 2012 16:07 | Em resposta a: #318969

Uma vez mais, obrigado.
Cumprimentos.
FF

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RE: Henrique Niemayer

#319044 | FF | 12 Dez 2012 21:47 | Em resposta a: #318978

Vou tentar fazer um resumo do que sei acerca da família RIBEIRO DE ALMEIDA, que tem ramos em Portugal e no Brasil. Baseio-me sobretudo em documentos que tive ocasião de ver em casa de meu sogro, já falecido, descendente, por parte de sua mãe, dessa família.
RITA DE SOUSA NEVES e MARIA RIBEIRO DE ALMEIDA eram irmãs, embora usassem nomes de família diferentes, o que era comum. Como veremos, casaram com dois irmãos.
RITA DE SOUSA NEVES (Campanhã, Porto, 15.03.1866 – Chão Verde, Rio Tinto, Gondomar, 26.05.1921) casou com David Correia da Silva (S. Salvador de Fânzeres, 08.11.1862 – Chão Verde, Rio Tinto, 06.11.1919).
Manuel Correia da Silva (08.02.1866-25.05.1905), irmão de David Correia da Silva, casou com MARIA RIBEIRO DE ALMEIDA (02.11.1862-26.11.1936), como já dissemos, irmã de RITA DE SOUSA NEVES.
RITA e MARIA eram filhas de JOAQUIM RIBEIRO DE ALMEIDA (02.10.1827-13.02.1891), do lugar de Campanhã de Baixo, freguesia de Campanhã, casado com Rita de Sousa Neves (13.01.1829-02.07.1915), do lugar de Quintas, Rio Tinto, filha de António de Sousa Neves e de Maria Joaquina. Deste casamento houve ainda um filho, MANUEL RIBEIRO DE ALMEIDA, casado com Rosa Martins de Oliveira Neves.
JOAQUIM RIBEIRO DE ALMEIDA era filho de MANUEL RIBEIRO DE ALMEIDA e de Maria Coelho, cujo casamento se celebrou na Igreja de Campanhã, em 08.04.1802. Além de JOAQUIM, tiveram, pelo menos, dois outros filhos: o PADRE FRANCISCO RIBEIRO DE ALMEIDA e RODRIGO RIBEIRO DE ALMEIDA, falecido, em 23.03.1870, solteiro e sem descendência, em Porto Alegre, no Brasil.
MANUEL RIBEIRO DE ALMEIDA era filho de JOSÉ RIBEIRO DE ALMEIDA e de Joana Maria de Castro, do lugar de Campanhã de Baixo.
JOSÉ RIBEIRO DE ALMEIDA era filho de MANUEL RIBEIRO e CAETANA DE ALMEIDA, do lugar de Campanhã de Baixo (Porto, Portugal).
Filhos: JOSÉ RIBEIRO DE ALMEIDA e JOAQUIM RIBEIRO DE ALMEIDA (Tenente-Coronel, nascido cerca de 1770, foi para o Brasil, onde deixou descendência – ver “Dicionário das Famílias Brasileiras”, de Almeida Barata e Silva Bueno).
Sobre esta família e parentescos, há algumas informações no livro “Uma Famíla do Porto. Descendência de Manuel Alves Corrêa e de sua Mulher Quitéria Martins Vieira, Proprietários no Lugar de Tardinhade em Salvador de Fânzeres”, Pedro Araújo Dantas, Guimarães Editores, 1998.
Certamente que, no Brasil, há pessoas que descendem do remoto casal MANUEL RIBEIRO e CAETANA ALMEIDA, também antepassados dos meus dois netos Maria Rita (um nome muito comum na Família) e Francisco Maria.

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