Pedro Gomes de Abreu e Quitéria Ribeiro de Vasconcelos - Serzedelo (Guimarães)

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Pedro Gomes de Abreu e Quitéria Ribeiro de Vasconcelos - Serzedelo (Guimarães)

#450615 | Portellafr | 19 out 2023 15:48

Boa tarde,

O casal referido no assunto casou em 1.11.1734 em Serzedelo, sendo Pedro Gomes de Abreu filho natural de Paulo Gomes de Abreu e de Isabel de Castro e Quitéria Ribeiro de Vasconcelos filha de António Ribeiro de Magalhães e de Maria Ribeiro de Vasconcelos, todos dados como sendo de Serzedelo.

Ora, por falta de alguns livros de baptismo e de casamento, não consigo recuar na ascendência do referido casal e confirmar a ligação de Pedro Gomes de Abreu à Casa de Regalados.

Com efeito, localizei os AUTOS DE JUSTIFICAÇÃO DE NOBREZA DE PAULO GOMES DE ABREU (Padre), natural de Serzedelo, filho de Paulo Gomes de Abreu. Este Padre Paulo Gomes de Abreu é filho de outro Paulo Gomes de Abreu e, creio, que irmão de Pedro Gomes de Abreu.

Cronologicamente é possível, para além que o referido Padre consta do assento de casamento de Pedro Gomes de Abreu.

Por acaso alguém já estudou esta família e conseguiu entroncar Pedro Gomes de Abreu na casa de Regalados? e sobre estes Ribeiro de Vasconcelos têm alguma informação?

Grato,
Gonçalo Frutuoso

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#450770 | ruifaria3 | 26 out 2023 08:23 | Em resposta a: #450615

A fazenda de Chamosinhos foi herdada pela Senhora Ana Ribeiro do Vale casada com Paulo Gomes de Abreu, caixeiro nos seus inícios de João Pinheiro abastado mercador da vila de Guimarães, depois empresário de tinturaria e familiar do Santo Ofício, este foram pais do Doutor Paulo Gomes de Abreu. Paulo Gomes de Abreu casou segunda vez com a senhora Maria de Castro, referenciada na obra de Dona Maria Adelaide Pereira de Morais sobre os Castros de Riba Vizela «Desceram do monte, atravessaram o mar». Entretanto o mesmo houve de Isabel de Castro a Pedro Gomes de Abreu, a que se refere o tópico. Relativamente aos Ribeiro e Vasconcelos descendem do Morgado da casa do Carvalho em São Salvador de Real, Amarante.
Cumprimentos,
Rui Faria

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#450771 | Portellafr | 26 out 2023 13:31 | Em resposta a: #450770

Caro Rui Faria,

muito agradeço os dados indicados.

Portanto, o Paulo Gomes de Abreu, pai de Pedro Gomes de Abreu, filho natural de Isabel de Castro, é o mesmo que é dado como pai do Padre Paulo Gomes de Abreu, o qual se diz descendente da Casa de Regalados, cfr. Instrumento de Justificação de Nobreza?

Em relação aos Ribeiro e Vasconcelos, tem dados sobre a ascendência de Maria Ribeiro de Vasconcelos?

Cumprimentos,
Gonçalo Frutuoso

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#450779 | ruifaria3 | 27 out 2023 16:12 | Em resposta a: #450771

Caríssimo Senhor Frutuoso

Toda esta sequência genealógica se prova pelo testamento com que faleceu Paulo Gomes de Abreu, que se extrai do livro de óbitos da freguesia de Serzedelo, do antigo concelho de Barcelos, atualmente Guimarães, consultável no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, uma referência para os arquivos nacionais pelo extraordinário trabalho que têm realizado na digitalização e disponibilização das suas fontes ao mundo! Sem dúvida um exemplo para muitos dos arquivos distritais que permanecem presos às consultas presenciais, absolutamente incompreensível no mundo de hoje ...

https://archeevo.amap.pt/viewer?id=183313&FileID=192182&recordType=Description

«(...) Primeiramente declaro que fui casado com Ângela Ribeiro do Vale de quem tive sete filhos a saber: Inácio que foi para as partes do Brasil, e Luís e Ângela e Francisca, Maria, Ana, e José os quais todos acomodei e dei dotes e de Ângela e José fiquei herdeiro por estes não terem filhos e se algum dos que estão vivos achar que está de menos, no tal caso entenderá com os mais irmãos, e por nenhum caso entenderá com os do segundo matrimónio salvo se passarem eles de iguais com os do primeiro matrimónio declaro que fui segunda vez casado com Maria de Castro de quem tive quatro filhos a saber: Paula, Paulo, Luísa e Antónia, e entre uns e outros filhos do primeiro e segundo matrimónio no tempo em que estive viúvo tive um filho chamado Pedro de Isabel de Castro mulher de Castro [lugar do Castro da freguesia de Serzedelo] o qual instituo por meu testamenteiro e herdeiro com os mais filhos por igual em o qual nomeio estre prazo de Chamosinhos que está em segunda misturado com o de Isabel Ribeiro viúva, em que eu sou a primeira vida, e ele fica sucedendo na segunda vida, e isto lhe deixo por conta da legítima e soldadas e boas serventias que dele tenho recebidas
Declaro que o prazo da Portela o nomeio em minha filha Paula e o direito de renunciação dele com a condição de que sua mãer será senhora em primeiro de comer e desfrutar enquanto for viva e por sua morte será dela. Declaro que minha terça de alma deixo a minhas filhas Paula, Luísa e Antónia e a meu filho Paulo deixo duzentos mil réis de todo o monte sem partilha com as irmãs para ajuda de cursar os estudos na Universidade de Coimbra, isto além de sua legítima e de lhe um património por trezentos mil, reis [uma boa maquia em dinheiro] ficará igual com os mais irmãos.
Declaro que alguns deste meus filhos acima nomeados nos ditos prazos os náo quiser aceitar com as condições declaradas em tal caso os ei por nomeados em meu filho Paulo e quando ele não queira em minha filha Luísa, e não querendo ela, em minha filha Antónia.
Declaro que minha filha Ana Ribeiro me deve cento e oito mil réis que eu paguei por ela por morte de seu marido Veríssimo de Abreu e por outra vez vinte e um mil réis e daqui por diante correrão juros que meus herdeiros arrecadarão (…) pera o que para cobrança de tais dívidas peço a meu filho Jerónimo Ribeiro de Castro que como meu filho o trato e ele a mim como pai que ajude meu testamenteiro como se fosse o próprio (...)

O filho Pedro, seu ascendente era muito amado e estimado quer pelo pai quer pelos restantes irmãos que, em diversas ocasiões, o nomeiam pelo excelente amparo que tem dado a seu pai, talvez por isso todos aceitarem que sucedesse na casa paterna, apesar de ser filho ilegítimo.

Cumprimentos,
Rui Faria

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