Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & Outros

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Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & Outros

#68064 | Cau Barata | 21 Jun 2004 21:38

Rio de Janeiro


CAVANDO SEPULTURAS

Prezados pesquisadores.

Seguindo a trilha dos temas ?Subsídios para Pesquisas Genealógicas?, achei que seria interessante abrir mais este tópico, referente aos irmãos da Ordem Terceira de São Francisco de Paula, sepultados no seu antigo Cemitério.

Me parece que a indicação de seus nomes e, quando possível, notas genealógicas e biográficas, torna esta ferramenta de trabalho de grande abrangências geográficas, desde que, no referido cemitério, também conhecido como o Cemitério da Nobreza Brasileira, constam famílias de todos os estados brasileiros, assim como, de Portugal e outros países.

O enterramento dos irmãos e irmãs da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco, sepultados em carneiros ar-rendados, de propriedade, em Capelas ou Jazigos, teve princípio em 1850, época em que inaugurou o Cemitério.

Cabe lembrar que, pelo Alvará de 1810, foi proibido o enterramento nas igrejas e suas dependências, prática que permaneceu ainda em uso até meados do século XIX, causando grandes inconvenientes para a população que aumentava. A Igreja da Ordem de São Francisco de Paula, pelos anos de 1845 já contava com suas catacumbas quase inteiramente ocupadas. No ano de 1849,o comendador Manoel Pinto da Fonseca, então Corretor da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, resolveu transferir o primitivo e acanhado cemitério das catacumbas para outro lugar, mais vasto e fora da cidade, adquirindo, para isso, os terrenos hoje conhecido por Cemitério de São Francisco de Paula ou Cemitério do Catumbí, nome do bairro onde o mesmo se encontra instalado.

No ano de 1850 irrompendo na cidade do Rio de Janeiro a epidemia da febre amarela e tornando-se difícil os enterramentos, já elo grande numero de vítimas que pereciam diariamente, o Governo Imperial resolveu apelar para a Ordem de São Francisco de Paula única que então possuía campo santo extra-muro para seus mortos.

Assim, sepultaram-se naquela ocasião 2.945 pessoas que não eram Irmãos da Ordem, cujos nomes não constam da relação que segue. Até o fim da epidemia e começo do regular funcionamento dos cemitérios, isto é de 8 de Março a 26 de Junho de 1850, sepultaram-se além dos 2.945 féis estranhos à Ordem 323 Irmãos o que perfaz um total de 3.268 sepultamentos.

A construção da Igreja de São Francisco de Paula, teve princípio em 18 de outubro de 1758, e a 5 de Janeiro de 1759, foi lançada a primeira pedra da construção do templo. Entre 1760 e 1850, sepultaram-se em suas catacumbas cerca de 457 irmãos, cujos corpo s foram transladados para o novo cemitério, em 1850, quando foi resolvido dar fim aos enterramentos na Igreja.
Segue a relação somente dos irmãos e irmãs sepultados no Cemitério em carneiros arrendados e em perpetuidade a partir de 1850.


================= ANO DE 1850 =====================

1. MARIA J. DA CONCEIÇÃO, sepult. no dia 28 de Setembro, em jazigo, carneiro número 1409.



================= ANO DE 1851 =================

2. ANACLETO DA SILVA RAMOS, sepult. no dia 3 de Novembro, em jazigo, carneiro número 3127


3. ANNA WANDENCORPUT, Dona, sepult. no dia 27 de Maio, em jazigo, carneiro número 2436 .


4. ANTONIA JOAQUINA TAVARES, Dona, sepult. no dia 21 de Junho, em jazigo, carneiro número 2518


5. Conselheiro ANTONIO J. PEDROSA, sepult. no dia 31 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3109


6. APOLINARIA R.F. MAGALHÃES, Dona, sepult. no dia 27 de Maio, em jazigo, carneiro número 2437


7. BENTA MARIA DA C. TORRES, Dona, sepult. no dia 31 de Agosto, em jazigo, carneiro número 2804


8. Tenente-General BENTO CORRÊA DA CÂMARA, sepult. no dia 13 de Abril, em jazigo, carneiro número 2224

=== Família originária das ilhas portuguesas estabelecida no Rio Grande do Sul. Tenente-General Bento José Corrêa da Câmara, nascido a 26.07.1786, em Rio Pardo, Rio Grande do Sul, e falecido a 13.04.1851, Rio de Janeiro]. Brigadeiro [1819], Marechal de Campo e Tenente-General [1830].

=== Filho do tenente-general Patrício José Corrêa da Câmara, 1.º Visconde de Pelotas, e de Joaquina Leocádia da Fontoura e, por esta, era sétimo neto de João de Fontoura, natural das Astúrias, casado com Leonor Mendes Nogueira, e filho de Pedro Fontoura e Leonor Rodrigues de Araújo.

=== Deixou geração do seu casamento, a 10.12.1804, em Porto Alegre - Rio Grande do Sul, com Maria Bernarda Ferreira de Brito, nascida em 1785, em Porto Alegre - Rio Grande do Sul, filha de Antero José Ferreira de Brito e de Bernardina de Lima Veiga.


9. Capitão de Fragata BERNARDO J. D'ALMEIDA, sepult. no dia 7 de agosto, em jazigo perpétuo, carneiro número 2706, de propriedade de Manoel Rodrigues d'Almeida

=== Bernardo José de Almeida era natural do Rio de Janeiro. Aspirante na turma de 1822 (em 23 de Maio), da Escola naval do Rio de Janeiro.


10. DELPHINA M. DE OLIVEIRA, Dona, sepult. no dia 21 de Setembro, em jazigo, carneiro número 2895


11. FRANCISCO DE P. SOUZA E MELLO, sepult. no dia 17 de Agosto (2), em jazigo, carneiro número 2746

=== Família de São Paulo. Conselheiro Francisco de Paula Sousa e Mello [13.06.1791, Itu, SP - 16.08.1851, Rio de Janeiro, RJ], filho do português, Dr. ouvidor Antônio José de Souza, nat. do Porto, falecido em 1792 em Itu, e de Gertrudes Celidênia de Cerqueira, nat. de Araçariguama, São Paulo.

=== Homem de grande talento e notável orador que legou à história do Brasil um nome imorredouro. Caráter de rija tempera, abrilhantado pela cultura de sua inteligência, pugnou em 1821, pela emancipação do Brasil, quando vereador em Itu.

=== Foi em seguida deputado às Constituintes de Lisboa e do Brasil [1823], ocupando na 1.ª o cargo de presidente. Deputado à Assembléia Geral por São Paulo [1826 e 1830]. Senador do Império [SP-1833]. Ministro do Império [1847], da Fazenda [1848] e Presidente do Conselho de Ministros [1848]. Conselheiro de Estado (Silva Leme, IV, 252).

=== Perpetuou em seus descendentes o seu nome de batismo, Paula, tirado de São Francisco de Paula, unido ao seu nome de família paterna, Souza, originando-se, daí, a família Paula Souza. Deixou numerosa descendência de seu cas., com sua parenta Maria de Barros Leite, filha do cap. Antônio de Barros Penteado e de Maria Paula Machado.


12. JOÃO RIBEIRO DE CASTRO BRAGA, sepult. no dia 10 de Julho, em jazigo, carneiro número 2597


13. JOSÉ ANTÔNIO DAMASIO, sepult. no dia 18 de Abril, em jazigo, carneiro número 2237


14. JOSÉ DE ARAÚJO COUTINHO, sepult. no dia 21 de Junho, em jazigo, carneiro número 2517


15. JOSÉ ELOI OTTONI, sepult. no dia 3 de Outubro, em jazigo, carneiro número 2963

=== Família de origem italiana, que de Gênova, por questões políticas, passou à Portugal, antes de 1710. Em 1727, desembarcava em São Paulo.

=== José Eloy Ottoni, nascido a 01.12.1764, no Serro, MG, e falecido a 03.10.1851, RJ, poeta e literato. Prof. de Latim da vila de N. S. do Bom Sucesso do Funado (hoje cidade de Minas Novas). Secretário da Legação de Portugal em Madri (Espanha - 1807).

=== Em 1808, encontrava-se na Bahia, onde permaneceu algum tempo. Achando-se no Brasil em 1825, foi nomeado Oficial da Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Passou-se em seguida ao Rio de Janeiro. Deputado por Minas às Côrtes de Lisboa [1821]

=== Bisneto de Emmanuel Antão Ottoni que, em 1727, desembarcava em São Paulo, e faleceu na Vila do Príncipe, Serro (MG). Registrou sua Carta de Naturalização no Senado da Câmara de São Paulo.


16. JOSÉ RIBEIRO DE CARVALHO, sepult. no dia 14 de Julho, em jazigo, carneiro número 2616

=== A família Ribeiro de Carvalho, tinha atuação na Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula. O Comendador Bernardo Ribeiro de Carvalho, por exemplo, serviu de Definidor, no período de 1849 a 1850.


17. Júlio, filho de M. G. FERREIRA, sepult. no dia 7 de Outubro, em jazigo, carneiro número 2979


18. Manoel, filho de ANNA J. C. FRANCO, sepult. no dia 4 de Junho, em jazigo, carneiro número 2472


19. MARIA A. P. DA SILVA, Dona, sepult. no dia 4 de Setembro (3), em jazigo perpétuo, carneiro número 2822, de propriedade de João Pires da Silva.


20. VISCONDE DE CONGONHAS DE CAMPOS, sepult. no dia 11 de Outubro, em jazigo, carneiro número 2999

=== Importante família de origem portuguesa, de abastados proprietários rurais, urbanos, políticos, administradores e membros da chamada «aristocracia rural cafeeira», estabelecida em Minas Gerais.

=== Lucas Antônio Monteiro de Barros [15.10.1765, Congonhas do Campo, MG - 10.10.1851, Rio, RJ], sepultado, no dia seguinte do falecimento, no Carneiro perpétuo n.º 2.999, do Cemitério da Ordem de São Francisco de Paula, e Catumbí.

=== Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra. Ouvidor de Vila Rica de Ouro Preto. Desembargador da Relação da Bahia [1808]. Intendente do ouro da Corte [1812]. Desembargador da Casa da Suplicação [1814]. Superintendente geral dos contrabandos [1819]. Juiz conservador da Companhia de Vinhos do Alto Douro [1819]. Primeiro chanceler da Relação de Pernambuco [1821]. Desembargador do Paço [1821]. Conselheiro do Império [1822]. Deputado às Cortes Portuguesas [1821]. 1º Presidente da Província de São Paulo [1823]. Senador por São Paulo [1826]. Ministro do Supremo Tribunal de Justiça [1828]. Presidente do Supremo Tribunal de Justiça [1832].

=== Hábito da ordem de Cristo [1808]. Fidalgo Cavaleiro [1821]. Barão de Congonhas do Campo [1825], Visconde de Congonhas do Campo [1826] e Visconde com honras de grandeza de Congonhas do Campo [1841].

=== Deixou descendência do seu cas., em 24.04.1790, na Freguesia da Encarnação, Lisboa, com sua prima Maria Teresa Joaquina Sauvan Monteiro [25.06.1775, Lisboa - c.1832].


21. VISCONDESSA DA CACHOEIRA, sepult. no dia 4 de Dezembro, em jazigo, carneiro número 3275

=== Família de origem portuguesa estabelecida no Rio de Janeiro. Ana Vital Carneiro Leão Maciel da Costa, nascida a 28.04.1779, no Rio de Janeiro, onde faleceu a 03.12.1851. Filha de Braz Carneiro Leão e de Ana Francisca Rosa Maciel da Costa. Era terceira neta de Pedro Carneiro, nascido por volta de 1615, residente no Porto. Sétima neta de Jordão Homem da Costa, nascido por volta de 1526, na Ilha Terceira.

=== Tornou-se viscondessa com honras de grandeza da Cachoeira, por seu casamento com o Dr. Luiz José de Carvalho e Mello [06.05.1764, Salvador, Bahia - 06.06.1826, Rio de Janeiro], desembargador, Deputado Constituinte [BA-1823], Senador [AL-1826], Conselheiro e Ministro dos Estrangeiros [1823]. Agraciado com o título [12.10.1824] de visconde com honras de grandeza da Cachoeira [1.º].




================= ANO DE 1851 =================

22. AMBROZINA. AUGUSTA TEIXEIRA DE ALMEIDA, Dona, sepult. no dia 25 de Junho, em jazigo perpétuo, carneiro número 3376, do seu marido, Dr. Caetano Furquim de Almeida.

=== Ambrosina Augusta Teixeira Leite, nasceu por volta de 1830, e faleceu em 1851. Foi sepultada no dia 25.06.1851. Filha do Barão com honras de Grandeza de Vassouras, Francisco José Teixeira Leite, e de sua primeira esposa, Maria Esméria Leite Ribeiro, falecida antes da concessão do título. Quarta neta de Belchior Gonçalves, natural da Freg. de S. Tiago da Cuxila, Comarca de Guimarães, arceb. de Guimarães.

=== Ambrosina Augusta, deixou geração do seu casamento, por volta de 1846, com o Dr. Caetano Furquim de Almeida, nascido a 11.11.1816, em Camanducaia, Minas Gerais, e falecido a 21.01.1879, em Caxambú, MG. Não foi enterrado ao lado da esposa. Advogado, formado pela Academia de Direito de São Paulo.


23. ANNA TEIXEIRA DA SILVA, Dona, sepult. no dia 27 de Setembro, em jazigo perpétuo, carneiro número 3420, de José da Cruz Rangel e Manoel da Cruz Rangel.

=== A atuação da família, em cargos dentro da Ordem Terceira de São Francisco de Paula, é antiga. Em 1829, o comendador Antônio José da Cruz Rangel passou a exercera função de Procurador da Ordem, onde permaneceu até 1831. De 1843 a 1844, foi Vice-Corretor da Ordem. Quando do seu falecimento, foi enterrado nas catacumbas da Igreja de São Francisco de Paula, de onde seus restos mortais foram trasladados, no ano de 1850, para o novo Cemitério de São Francisco de Paula, também conhecido pelo nome de Cemitério do Catumbí, por encontrar-se no bairro do mesmo nome que, por sua vez, tem seu nome de batismo tirado do rio Catumbí.

=== A família teve outros integrantes atuando na Ordem Terceira de São Francisco de Paula. Entre eles: o Comendador Manuel da Cruz Rangel foi Definidor na Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1843 a 1844; João da Cruz Rangel, Definidor nos períodos de 1851 a 1852 e 1852 e 1853; e o Capitão Antônio da Cruz Rangel, no período de 1852 a 1853.


24. ANTÔNIO DE MIRANDA RIBEIRO, sepult. no dia 5 de Junho, em jazigo, carneiro número 3363.

=== Antônio de Miranda Ribeiro foi Definidor na Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1846 a 1847. .Houve, ainda, José de Miranda Ribeiro, que foi Definidor no período de 1844 a 1845.


25. ANTÔNIO JOSÉ A. GUIMARÃES, sepult. no dia 1 do Maio, em jazigo perpétuo, carneiro número 3348, de D. Ana Joaquina Afonso Braga.

=== Existiu um Antônio José de Abreu Guimarães que, de 1823 a 1824 serviu o cargo de mestre de Noviços na Ordem Terceira de São Francisco de Paula. Quanto as Ana Joaquina Afonso Braga, de 1854 a 1855, serviu o cargo de Corretora na Venerável Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula.


26. CAETANA MARIA DOS SANTOS, Dona, sepult. no dia 14 de Abril, em jazigo, carneiro número 3313.


27. CAETANO PINTO DE MIRANDA MONTENEGRO, sepult. no dia 12 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3432.

=== Família de origem portuguesa estabelecida no Rio de Janeiro. Caetano Pinto de Miranda Montenegro [batizado 25.04.1796, Rio, RJ - 11.02.1851, idem]. Visconde da Vila Real da Praia Grande.

=== Filho dos Marqueses da Vila Real da Praia Grande, Caetano Pinto de Miranda Montenegro e Maria da Encarnação Carneiro Figueiredo Sarmento.

=== Bisneto de Martinho José Pinto de Miranda, Fidalgo da Casa Real, que tirou o Padroado de Real a Casa da Fervença por sentença no ano de 1669.

=== Oitavo neto de Fernando Lopes Pinto, Fidalgo da Casa Real, armado Cavaleiro em Tânger, 3º Padroeiro de Real Sr. da Casa do Crasto em Paiva, e chefe desta família PINTO DE MIRANDA, que nele teve origem por seu casamento com Mécia da Costa,, que se julga ser filha de Pedro da Costa de Miranda, dos Costas de Santarém e Tomar.

=== Nono neto de Ines Pires Montenegro, natural da Galiza, que passou a Portugal, onde tornou-se a matriarca mais remota d apelido Montenegro do visconde da Vila Real da Praia Grande.

=== Caetano Pinto de Miranda Montenegro = Praça no Regimento de Infantaria de Linha de Pernambuco [1813], Cadete [1813]. Tenente [1813]. Capitão graduado [1822]. Ajudante de Ordens do Governado das Armas da Corte [1822]. Capitão efetivo [1822]. Major [1823]. Tenente-Coronel [1825]. Coronel graduado [1829]. Coronel efetivo [1830]. Reformado [1838]. Resolução governamental deu-lhe uma pensão anual de 800$000, em recompensa de metade dos serviços de seu falecido pai [06.06.1829
- derrubada pela Câmara dos Deputados, a 23.07.1830].

=== Presidente da Província do Espírito Santo [1829]. Presidente da Província das Alagoas [1830].

=== Agraciado com o título [Dec. 12.10.1828] de VISCONDE DA VILA REAL DA PRAIA GRANDE. Veador de Sua Majestade a Imperatriz. Oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real [1821].

=== Deixou geração do seu casamento, a 20.12.1823, no Rio de Janeiro, com sua prima Maria Elisa Gurgel do Amaral e Rocha [1802 - 30.11.1869, Rio, RJ ? sepultada no dia seguinte no mesmo Cemitério], viscondessa da Vila Real da Praia Grande, filha do Comendador Luís José Viana Gurgel do Amaral e Rocha e de Mariana Violante da Gama e Freitas.


28. CUSTODIO CARDOSO FONTES, sepult. no dia 6 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3428.

=== Custódio Cardoso Fontes, nascido a 19.10.1804, no Rio de Janeiro, e falecido a 06.10.1852, no Rio de Janeiro. Filho de outro Custódio Cardoso Fontes e de Rosa Firmina de Lima.

=== Deixou geração do seu casamento com Antônia das Virgens Valente, nascida por volta de 1805, no Rio de Janeiro, e falecida a 22.06.1892, na mesma Cidade, e sepultada no dia seguinte no mesmo Cemitério. Filha de Domingos da Silva Valente e de Ursula Maria das Virgens.


29. EULALIA C. LORETO DE ASSIS, Dona, sepult. no dia 13 do Fevereiro, em jazigo perpétuo, carneiro número 3312, de Zeferino Souza da Silva


30. FRANCISCO JOSÉ G. SALLES, sepult. no dia 30 de Janeiro, em jazigo perpétuo, carneiro número 3303, propriedade de D. Maria Sabina P. Salles.

=== Francisco José Guimarães Sales, era português, natural do Porto, onde nasceu em 1787, filho de Francisco Manuel Joaquim Guimarães e de Perpétua Constança Rosa. Faleceu no dia 29.01.1852, no Rio de Janeiro, e foi sepultado no dia seguinte, no jazigo de propriedade de sua esposa, Maria Sabina Pacheco, nascida a 30.12.1816, no Rio de Janeiro, onde faleceu a 08.07.1873, e sepultada no dia seguinte, no mesmo cemitério, no carneiro arrendado de número 6608, porém, foi exumada e recolhido o seu corpo para o lado do seu marido, no jazigo perpétuo 3303, que lhe pertencia.

=== Era pai da condessa de Galetari de Genola e de Saniglia, Adelaide Guimarães Sales; da baronesa von Sonnleithner, Beatriz Pacheco de Sales, e avô da viscondessa da Graça, em Portugal, Julieta de Sales da Cunha Galvão.


31. GUILHERMINA DE S. L. GUIMARÃES, Dona, sepult. no dia 15 de Setembro, em jazigo, carneiro número 3410.


32. IZABEL JOAQUINA DA V. MARTINS, Dona, sepult. no dia 30 de Agosto, em jazigo, carneiro número 3403.


33. JOÃO F. VELLOSO RABELLO, sepult. no dia 18 de Setembro, em jazigo perpétuo, carneiro número 3412, de D. Carolina Sérgio Velloso..

=== João Francisco Veloso Rebelo (ou Rabelo), nascido por volta de 1811, e falecido a 17.09.1852, no Rio de Janeiro. Sepultado no jazigo de propriedade sua esposa. Ex definidor da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula.

=== Deixou geração do seu casamento, por volta de 1836, com Carolina Sérgio do Amaral.


34. JOÃO GONÇALVES PEREIRA, sepult. no dia 5 de Abril, em jazigo, carneiro número 3333.


35. JOAQUIM J. BERNARDINO DE SÁ, sepult. no dia 3 de Abril, em jazigo, carneiro número 3332.

=== Joaquim José Bernardino de Sá, era filho do O Comendador José Bernardino de Sá, negociante na praça do Rio de Janeiro. Serviu como Definidor na Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, nos períodos de 1850 a 1851, 1851 a 1852 e 1852 a 1853. Por ocasião da subscrição aberta pelo Comendador Manuel Pinto da Fonseca para a compra de uma chácara no Catumbí, para se construir o cemitério da Ordem, o Comendador José Bernardino de Sá contribuiu com 1:000$000 rs.

=== Em 19.12,1850, foi agraciado com o título de BARÃO DA VILA NOVA DO MINHO, em Portugal. Em 11.04.1855, foi criado o viscondado da Vila Nova do Minho. Faleceu no Rio de Janeiro, conforme se dirá mais adiante, e foi sepultado no dito Cemitério que ajudou a construir, porém como Barão, e não Visconde, o que faz crer que não teve tempo de usar o título, ou a nova graduação teria recaído na viúva, que faleceu quatro anos depois, como viscondessa da Vila Nova do Minho, e foi sepultada no mesmo cemitério.

=== Nenhuma destas informações constam da obra de Abano da Silveira Pinto e Sanches Baena, sobre as Famílias Titulares e Grandes de Portugal, pois haviam perdido o rastro deste titular.


36. JOSÉ AUGUSTO DE O. MONCORVO, sepult. no dia 7 de Outubro, em jazigo perpétuo, carneiro número 3430, de D. Maria Dulce de Oliveira Moncorvo.

=== José Augusto de Oliveira Moncorvo, nascido por volta de 1827, e falecido jovem a 07.10.1852, no Rio de Janeiro. Sepultado no mesmo dia em jazigo de propriedade de sua mãe, Maria Dulce Adelaide de Oliveira, que foi sepultada no mesmo cemitério, porém no jazigo perpétuo de seu neto, conforme segue no ano de 1867. O pai de José Augusto chamava-se José Domingues Moncorvo.


37. JOSÉ MARTINS PENNA, sepult. no dia 14 de Maio, em jazigo, carneiro número 3352.

=== Possivelmente da família Martins Penna, do Sergipe.


38. Senador JOSÉ S. DA COSTA PEREIRA, sepult. no dia 10 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3295.

=== Família estabelecida na Colônia do Sacramento. José Saturnino da Costa Pereira, nascido a 22.11.1773, na Colônia do Sacramento, e falecido a 09.11.1852, no Rio de Janeiro. Bacharel em Matemática pela Universidade de Coimbra [1806]. Oficial do corpo de Engenheiros. Sargento-mor de Engenheiros. Professor Jubilado da Escola Militar. Senador por Mato Grosso [1828]. Presidente da Província do Mato Grosso [1825-1831]. Ministro da Guerra [1837].

=== Conselheiro de S. Majestade. Comendador da Ordem de Cristo. Oficial da Ordem do Cruzeiro. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Filho de Félix da Costa Pereira e de Ana Josefa Pereira.


39. LAZARO JOSÈ GONÇALVES, sepult. no dia 30 de Dezembro, em jazigo, carneiro número 3470. .

=== O Comendador Lázaro José Gonçalves Júnior, nasceu em 1781 e faleceu a 29.12.1852. Foi Definidor da Ordem, no período de 1850 a 1851 No mesmo ano de 1851, serviu a função de mestre de Noviços, na Ordem terceira de São Francisco de Paula. Era militar, tendo passado pelos postos de brigadeiro graduado, brigadeiro, marechal de campo graduado e marechal de campo.

=== Deixou geração do seu casamento com Francisca Teodolinda de Vasconcelos.

=== São trisavós de Vera Lafayette da Silva Porto, casada no Rio de Janeiro com o industrial francês, Paul Gustave Joachim Yves Canet de Matos Vieira, neto de Joaquim de Matos Vieira, Barão de Matos Vieira, por Portugal, e sobrinho terceiro-neto do Padre Antônio Tomás de Aquino Corrêa, mais conhecido por Padre Corrêa, cuja fazenda deu origem a localidade chamada Corrêa, onde esteve o Imperador D., Pedro I que, encantado com a fazenda, adquiriu terras próximas, origem do atual Município de Petrópolis.


40. PEDRO DE ARAÚJO LIMA, sepult. no dia 26 de Abril, em jazigo, carneiro número 3344.

=== Não confundir com o Marquês de Olinda, que tinha o mesmo nome, porém falecido a 07.06.1870, no Rio de Janeiro, e foi sepultado no mesmo cemitério, em outro jazigo. A marquesa também foi sepultada neste Cemitério.

=== O rebento acima, nascido em 1828, falecido jovem em 25.04.1852, era filho dos Marqueses de Olinda.


41. ROSALINA F. DE PAULA SANTOS, Dona, 2 de Maio, em jazigo perpétuo, carneiro número 3349, de Francisco de Paula Santos

(continua)
Cau Barata

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RE: CAVANDO SEPULTURAS - Brasil/Portugal & Outros

#68069 | Paulo Vieira dAreia | 21 Jun 2004 22:25 | Em resposta a: #68064

Caro Cau Barata
Muito interessante. Ainda não li tudo, mas em 21. Viscondessa da Cachoeira, sétima neta de Jordão Homem da Costa. Encontro em meus apontamentos Jordão Homem da Costa, casado com Catarina Gonçalves, a 9 de outubro de 1625, S. Miguel das Lajes, Ilha Terceira. Filho de Sebastião Roiz e Beatriz Homem, neto materno de António Gomes d'Alvernaz e Maria da Costa Homem.
Maria da Costa Homem é filha de Pedro Homem da Costa e Beatriz Gonçalves. Neta paterna de Gonçalo Vaz Homem e de Inês da Costa Cogumbreiro, natural de S.Miguel, Açores, e bisneta paterna de João Vaz Homem e Catarina (ou Francisca) da Costa. Há um segundo casamento de Pedro Homem da Costa, com Maria Afonso Baldaya filha de Pedro Afonso Baldaya ou da Ribeira d'Areia e de Maria Afonso. Conforme Nobiliário da Ilha Terceira, (Carcavellos). Portanto quande nos diz que pedro Homem da costa nascido por volta de 1526, dá-me precisamente 99 anos antes da data do casamento! o que não pode ser. Tem a certeza desta data?
Um Abraço,
Paulo Vieira d'Areia

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RE: CAVANDO SEPULTURAS - Brasil/Portugal & Outros

#68082 | Cau Barata | 22 Jun 2004 00:06 | Em resposta a: #68069

Rio de Janeiro

Prezado Paulo, ainda estou lhe devendo as perguntas sobre os Perry, que lá responderei em breve.

Quanto ao Jordão Homem da Costa, está correto. Este éum ramo que veio da Ilha Terceira para o Brasil, deixando no Rio de Janeiro, vasta descendência até os dias atuais, porém não mais assinando Homem da Costa. Estão entre as principais famílias da cidade, entre os primeiros homens da administração, ao lado de Estácio de Sá e de Salvador Corrêa de Sá.

Segue as duas primeiras gerações de Jordão Homem da Costa, que veio para o Rio de Janeiro, que podem lhe ser útil:

Jordão Homem-da Costa, nascido por volta de 1526, na Ilha Terceira, e falecido depois de 1573, na Cidade do Rio de Janeiro. Casado com Apolônia Rodrigues,natural da Ilha Terceira.
Pais de:

1.1.FRANCISCA DA COSTA HOMEM, nascida por volta de 1552, na Ilha Terceira. Casada cerca de 1571, com Aleixo Manuel, que considero um dos grandes líderes do século XVI-XVII, do Rio de Janeiro, nascido por volta de 1548, na Ilha do Faial e falecido a 25.01.1626, no Rio de Janeiro, segundo consta do Livoro 1.º de Óbitos da Sé, fl. 8. Já estava no Rio de janeiro 21.02.1568, quando os encontro como testemunhas numa posse de terras dos Jesuítas.
Pais de:

II-1. Pedro Homem-de Albernaz
II-2. Aleixo Manuel ? com geração.
II-3. Inês da Costa Homem
II-4. Francisco da Costa Homem ? com geração.
II-5. Maria Albernaz ? com geração.
II-6. Brites da Costa Homem ? com geração.

1.2. LUIZ DE FARIA HOMEM, nascida cerca de 1564. Casado com Ascença-de Andrade, nascida por volta de 1568 e falecida antes de 1620.
Pais de:

II-1. Pedro Homem-de Albernaz
II-2. João Homem


1.3. ANA RODRIGUES, nascida cerca de 1555, e falecida depois de 1596,ano em que vem documentada (31.12.1586) em uma venda terras para os Religiosos da Cia de Jesus. Deixou geração do seu casamento com Domingos Machado, nascido por volta de 1550, e falecido depois de 1597. Oficial da Câmara, com sesmarias no termo da Cidade do Rio de Janeiro.
Pais de:

II-1. Antonia da Costa Homem ? com geração.
II-2. Jordão Machado ? com geração.
II-3. Catarina Machado ? com geração.
II-4. Vitória Rodrigues Machado ? com geração.

Abraços
Cau Barata

Resposta

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Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & - Parte II

#68714 | Cau Barata | 01 Jul 2004 18:48 | Em resposta a: #68064

Rio de Janeiro


= = = = = = = = = = = = = = CAVANDO SEPULTURAS = = = = = = = = = = = = = =

CEMITÉRIO DE SÃO FRANCISCO DE PAULA - DITO CATUMBI - RIO DE JANEIRO

----------------------------------------- PARTE II ---------------------------------------


========== ANO DE 1853 ==========


42. = = = = Antônio José da C. Rangel, sepult. em 25 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3481.

Nota: A família Cruz Rangel vem sendo citada em diversas ocasiões. Já na primeira parte, dedicada ao Ano de 1852, no ítem n.º 23, falei dos Cruz Rangel, através do sepultamento de Ana Teixeira da Silva.

Assim, vale esclarecer com maiores detalhes, a "genealogia tumular", deste grupo familiar:

O comendador Antônio José da Cruz Rangel, era português, nascido por volta de 1782, natural de Lisboa (freguesia da Ajuda), Portugal, e falecido no Rio de Janeiro, sepultado nas catacumbas da Igreja de São Francisco de Paula, de onde seus restos mortais foram trasladados, no ano de 1850, para o novo Cemitério de São Francisco de Paula, também conhecido pelo nome de Cemitério do Catumbí, por encontrar-se no bairro do mesmo nome que, por sua vez, tem seu nome de batismo tirado do rio Catumbí. Filho de Feliciano Antonio e de Maria da Conceição.

Foi muito atuante na Ordem Terceira de São Francisco de Paula, é antiga. Em 1829, exerceu a função de Procurador da Ordem, onde permaneceu até 1831. De 1843 a 1844, foi Vice-Corretor da Ordem.

O comendador Antônio José da Cruz Rangel, era comerciante no Rio de Janeiro. Em 1829 participou da Diretoria do Banco do Brasil.

Era irmão de José da Cruz Rangel, Definidor nos períodos de 1851 a 1852 e 1852 e 1853.

Era irmão do Comendador Manuel da Cruz Rangel, Definidor na Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1843 a 1844.

Lembro, ainda, que em 27 de Setembro de 1852, foi sepultado em jazigo perpétuo, carneiro número 3420, dos irmãos José da Cruz Rangel e Manuel da Cruz Rangel, Dona Ana Teixeira da Silva.

O citado Comendador Antônio José da Cruz Rangel, foi casado duas vezes: a primeira, por volta de 1806, com Emerenciana Angélica do Espírito Santo, falecida antes de 1820; e a segunda, a 06.08.1820, no Rio de Janeiro, com Maria Josefa Mascarenhas, nascida no Rio de Janeiro, onde faleceu a 08.10.1854, sendo sepultada neste mesmo Cemitério, conforme se dirá adiante, nesta mesma Parte II, dedicado aos anos de 1853 e 1854.

Pais de:

(1.º matrimônio):

I-1. Maria Constança da Graça Rangel, nascida por volta de 1806, no Rio de Janeiro, onde faleceu, jóvem e recém-casada, a 28.06.1828. Foi casada a 29.07.1827, no Rio de Janeiro, com o Senador, Dr. Antonio Augusto Monteiro de Barros, nascido em 1790, na Ilha de Santa Maria, onde seu pai exercia o lugar de Juiz de Fora do Arquipélago dos Açores e falecido a 16 de Novembro de 1841, no Rio de Janeiro. Sepultado nas catacumbas da Igreja de São Francisco de Paula. Seus restos mortais fora transladados para o cemitério desta Ordem, no Catumbí, em 1850.

Filho dos Viscondes de Congonhas do Campo.

O Senador, Dr. Antonio Augusto Monteiro de Barros era Militar, Juiz, Ouvidor, Desembargador e Ministro do Conselho Supremo Militar.

Assentou praça de cadete a 24 de Abril de 1804, no regimento de cavalaria de linha da Capitania de Minas Gerais, e Vila Rica. Prommovido a Alferes agregado a 13 de Maio de 1808 e a Alferes efetivo a 13 de Maio de 1814.

Em 1814 requereu ao Príncipe Regente D. João licença, com vencimentos de soldo, para freqüentar os estudos na Universidade de Coimbra. Sendo atendido, seguiu para Portugal e 1815, onde graduou se na Faculdade de Leis. Regressou ao Brasil, onde requisitou a demissão do serviço do exército que lhe foi concedida a 17 de Outubro de 1821.

A 21 de Julho de 1822, foi nomeado Juiz de Fora da comarca de Vila Rica.

A 19 de Outubro de 1823, foi nomeado Ouvidor da Comarca de Olinda, em Pernambuco, ato que ficou sem efeito pela sua noeação, a 1 de Dezebro de 1824, para a Comarca de Sabará, em Minas Gerais.

Moço fidalgo, em 1824.

A 13 de Dezembro de 1825, foi nomeado provedor da fazenda, dos defuntos e ausentes, resíduos e capelas da mesma Comarca de Sabará.

Deputado à Assembleia Geral Legislativa, por Minas Gerais, na 1ª legislatura, de 08 de Maio de 1826 a 03 de Setembro de 1829. A 12 de Outubro de 1827 foi nomeado Desembargador da Relação de Pernambuco. A 11 de Setembro de 1829 foi mandado ter exercício no cargo de ajudante do intendente geral de Polícia.

Cavaleiro da Ordem de Cristo, em 1826. Comendador da Ordem de Cristo (1830).

A 9 de Dezembro de 1830, determinou D.Pedro I que tivesse exercício na Casa de Suplicação, continuando como ouvidor da comarca do Rio de Janeiro, cargo em que se achava. A 4 de Outubro de 1832 foi promovido a Desembargador da Relação da Bahia. A 12 de Abril de 1833 passou a inistro adjunto ao Conselho Supremo Militar. A 7 de Novembro de 1833 passou a Conservador da Nação Britânica, havendo sido dispensado dêste último cargo a 15 de arço de 1834.

Senador vitalício por Minas Gerais, nomeado por Carta Imperial de 29 de Setembro de 1838, em substituição do senador Padre José Custódio Dias, falecido a 7 de Janeiro de 1838. Empossado a 03 de Outubro de 1838,onde peraneceu até a data de seu falecimento, a 16 de Novembro de 1841. Para o exercício desta função foi escolhido, com 446 votos, disputando com o Marquez de Sapucaí, com o Visconde de Uberaba e com o Visconde de Abaeté.

Sócio do Instituto Histórico Brasileiro, admitido em sessão de 1 de Dezembro de 1838.

A família Monteiro de Barros tem verbete próprio no Dicionário das Famílias Brasileiras, no entanto, seu maior estudioso, biógrafo e genealogista, foi o Dr.. Frederico de Barros Brotero, que publicou nos anos 50, excelente trabalho, sobre a história da Família Monteiro de Barros: "FAMÍLIA (A) MONTEIRO DE BARROS" - Edição do Autor, São Paulo, 1951. In-4.º de 1046 págs.



(2.º matrimônio):

I-2. Antonio da Cruz Rangel (I), nascida a 01.05.1826, no Rio de Janeiro, batizado a 13.06., e falecido ainda criança,antes de 1829.


I-3. Capitão Antonio José da Cruz Rangel (II), nascida a 19.09.1829, no Rio de Janeiro, batizado a 25.10., e falecido a 24.01.1853, e sepultado no dia seguinte, em jazigo, carneiro número 3481.

Definidor na Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1852 a 1853.

Foi casado, a 14.02.1846, no Rio de Janeiro, com Maria Francisca Ribeiro de Matos Monteiro, filha do Dr. Lourenço José Ribeiro e de Ana Felizarda Monteiro de Barros.

Com geração descrita na obra do Dr.. Frederico de Barros Brotero, "Família (A) Monteiro de Barros" - Edição do Autor, São Paulo, 1951. In-4.º de 1046 págs.


I-4. João da Cruz Rangel, nascido a 30.01.1833, no Rio de Janeiro, batizado a 08.04.. Casado a 30.01.1851, no Rio de Janeiro, com Maria Luiza de França e Sá ? veja adiante o ítem 75.


I-5. Teresa da Cruz Rangel, nascido no Rio de Janeiro


43. = = = = Antônio Marques Ferreira, sepult. em 28 de Fevereiro, em jazigo, carneiro número 3499.

Nota: Antonio Marques Ferreira, é natural do Porto, Portugal. Filho de Bernardino Ferreira Franco e de Ana Margarida de Jesus.

Com geração do seu casamento com Umbelina Rosa Muniz, nascida no Rio de Janeiro, filha de Joaquim Luiz Muniz e de Maria Angélica da Conceição.

São pais da Baronesa de Salgado Zenha, Rita Marques Ferreira, esposa de Manuel Salgado Zenha, nascido a 02.01.1837, São Paio de Arco, Braga ? Portugal, que passou criança para o Brasil, dedicando-se a careira comercial. Jovem, associou-se a firma de João José dos Reis & Cia., mais tarde, Conde de S. Salvador de Matosinhos ? conforme segue no verbete da Família Salgado Zenha, do Dicionário das Famílias Brasileiras, Tomo I, Volume II.


44. = = = = Reverendo Antônio Vieira Borges, sepult. em 20 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3475.

Nota: Antonio Vieira Borges, Presbítero secular e sacerdote ilustrado. Foi Monsenhor da Capela Imperial e Examinador Sinodal. Fez parte do corpo diplomático estrangeiro, como encarregado dos negócios de Roma, no Rio de Janeiro.



45. = = = = Domingos J. da S. Bastos, sepult. em 11 de Fevereiro, em jazigo, carneiro número 3491.


46. = = = = José Francisco Martins, sepult. em 12 de Março, em jazigo, carneiro número 3504.


47. = = = = José Joaquim do Amaral Souza, sepult. em 7 de Abril, em jazigo, carneiro número 3513.


48. = = = = Josepha Cecília de F. Costa, sepult. em 18 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3474.


49. = = = = Manoel Dias Codêço, sepult. em 1 de Abril, em jazigo, carneiro número 3511.


50. = = = = Manoel Pereira, sepult. em 25 de Janeiro, em jazigo perpétuo, carneiro número 3482, de D. Delphina Alves Curvello.

Nota: Manuel Pereira, era marido de D. Delfina Alves Curvelo, com quem deixou geração.

São bisavós do Deputado Federal José Machado Coelho de Castro.


51. = = = = Maria F. Maciel da Costa, Dona, sepult. em 28 de Fevereiro, em jazigo, carneiro número 3500. Corretora,.

Nota: Maria Florencia Maciel da Costa, nasceu em 1762, no Rio de Janeiro, onde faleceu a 28.02.1853. Serviu de Corretora da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Pau, a entre 1807 e 1808.

Filha do português, Antonio Lopes da Costa, natural de São Pedro de Rates, arcebispado de Braga, e da carioca Francisca Antunes Maciel da Costa.

Bisneta de João Maciel da Costa, origem dos seus apelidos Maciel e Costa, natural de N.S. de Monserrat de Viana do Castelo, Arceb. de Braga, estabelecido no Rio de Janeiro, onde foi casado com Brígida da Guarda Maciel.

Maria Florencia Maciel da Costa, era viúva de José Botelho de Lacerda, com quem se casou a 28.04.1790, no Rio de Janeiro. Ele, nascido a 21.05.1744,na Colonia do Sacramento, e falecido a 21.10.1802.

Filho do português Manuel Botelho de Lacerda, muito citado no Tópico dedicado à Colonia do Sacramento, da Geneal-Sapo, natural de Santa Maria de Murça de Panoia, arcebispado de Braga, Cavaleiro da ordem de Cristo Coronel, e Brigadeiro e Governador na Nova Colónia, e de Arcangela Maria de Vasconcelos.

Neto paterno de Constantino Lobo Botelho, casado em Murça, com Jacinta Teixeira de Magalhães.

Terceiro neto do Capitão de Infantaria Sebastião Borges Botelho, que deu origem a união dos apelidos Botelho e Lobo, do seu casamento com Faustina Lobo.

Finalmente, sétimo neto de Payo Correia de Lacerda, Balio de Leça, e Monteiro Mor do Rei D. João I- que deu origem ao Lacerda, que acompanha a sua descendência.



========== ANO DE 1854 ==========

52. = = = = Anna A. M. Gonçalves, Dona, sepult. em 23 do Setembro, em jazigo, carneiro número 3725.


53. = = = = Antonia Gabriela M. S. de Souza, Dona, sepult. em 19 de Março , em jazigo, carneiro número 3664, perpetuidade do Visconde de Uruguai,

Nota: Antoinette Gabrielle Madeleine Gibert, nome de solteira, nasceu a 22.04.1785, em Paris, França, e faleceu a 18.03.1854, no Rio de Janeiro. Foi sepultada, no dia seguinte, no perpétuo de seu filho, Paulino José Soares de Souza, o Visconde de Uruguai.

Antoinette Gabrielle, foi casada, na França, com José Antônio Soares de Souza, nascido a 17.01.1780, na Vila de Paracatu, Estado de Minas Gerais, e falecido a 22.09.1838, no Maranhão - com testamento feito a 30 de Agosto (40:600$000).

Seu filho, Paulino José Soares de Souza, Visconde de Uruguai, foi sepultado doze anos depois, no mesmo jazigo.


54. = = = = Antônio da Silveira Caldeira, sepult. em 3 de Maio, em jazigo, carneiro número 3676.

Nota: Antonio da Silveira Caldeira, natural do Rio de Janeiro e falecido a 02.05.1854, no Rio de Janeiro.

Era irmão de João da Silveira Caldeira, filhos de outro João da Silveira Caldeira e de Bárbara Joaquina.

Foi proprietário rural e depois negociante matriculado da praça do Rio de Janeiro. Membro da diretoria da mesma praça.

Apaixonado pelos estudos mecanicos, aperfeiçoou alguns instrumentos agrícolas, e tratava de resolver o problema da direção dos balões aerostáticos, quando faleceu.

Oficial da Ordem da Rosa. Comendador da Ordem de Cristo. Comendador da Ordem de São Gregório Magno, de Roma.

Casado, por volta de 1835, com Luiza de Oliveira Arruda, filha do sargento-mor Braz de Oliveira Arruda e de Alda Maria Nogueira.

Encontro o nome de dois filhos do casal, no fichário do COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA.


Exceções: Abro aqui uma das exceções histórico-genealógicas. Como seu irmão, João da Silveira Caldeira, não foi sepultado no Cemitério do Catumbí, portanto não seu registro não vai aparecer mais adiante, lanço aqui as suas referências biográficas.

João da Silveira Caldeira, filho, nasceu a 28.06.1800, no Rio de Janeiro, e faleceu na mesma cidade, na rua das Laranjeirtas n.º 14, a 04.07.1854, vítima de suicídio por navalhada. Foi sepultado em outro cemitério, o São João Batista, no atual bairro de Botafogo.

Era médico, graduado pela faculdade de Edimburgo, tomando o grau de doutor, com tese escrita em latim. Aos 19 anos de idade começou a trabalharem Paris com os célebres professores Vauquelin,Hany e Laugier, e foi nomeado primeiro preparador do Jardim das plantas de Paris, lugar que exerceu até retirar-se de volta para o Brasil.

Chegando ao Rio de Janeiro, foi nomeado conjuntamente com o bispo de Anemuria e o dr. Manuel de Arruda Camara para rever e fazer publicar em Paris a fabulosa obra Flora Brasiliensis, de frei José Mariano da Conceição Velloso, sobre a qual fazemos (Barata & Gaspar), a história das suas origens e impressão, em trabalho que encontra-se no prelo, sobre o Jardim Botânico, do Rio de Janeiro.

Foi lente de química da antiga escola Militar. Diretor do Museu Nacional e no ano de 1827 nomeado provedor da Casada Moeda. Homem de vasta erudição e de exemplar probidade.

Foi casado com, por volta de 1836, com Ana de Oliveira Arruda, cunhada de seu irmão Antonio, falecida no Porto, Portugal, filha do sargento-mor Braz de Oliveira Arruda e de Alda Maria Nogueira.

O casal deixou três filhos, cujos nomes foge da proposta inicial deste trabalho, dedicado aos sepultados no Catumbi, no entanto, seus nomes constam do fichário do COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA.


55. = = = = Antônio P. da Costa Saraiva, sepult. em 21 de Junho, em jazigo, carneiro número 3693, perpétuo de D. Firmina da C. Saraiva..

Nota: Dona Firmina da Costa Saraiva, serviu o cargo de Mestra das Noviças, da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1846 a 1847.


56. = = = = Anua Theodora G. Netto, Dona, sepult. em 8 de Maio, em jazigo, carneiro número 3678.


57. = = = = Augusto José de Freitas, sepult. em 20 de Julho, em jazigo, carneiro número 3704.


58. = = = = Baronesa do Rio Bonito Dona Anna R. de Faro, sepult. em 19 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3736.

Nota: Ana Rita do Amor Divino, nome de solteira, nasceu a 15.06.1774,no Rio de Janeiro, onde faleceu a 18.10.1854, sendo sepultada no dia seguinte. Filha do português Antônio José Ferreira e da carioca Agueda Felícia do Amor Divino.

Baronesa do Rio Faro, por casamento. Deixou geração do seu casamento, a 01.11.1793, no Rio de Janeiro, com o português Joaquim José Pereira de Faro, nascido a 07.03.1768, em Braga [freguesia de São João do Souto, Livro corrente, fl. 242v],e falecido a 10.02.1843, no Rio de Janeiro.

Joaquim José Pereira de Faro, foi agraciado com o título [06.10.1841] de barão (1.º) do Rio Bonito. Era bisneto de Agostin Soteliño de Faro, nascido por volta de 1690, oriundo de Santa Vaya de Mondariz, Espanha, de onde trouxe este apelido Faro.


59. = = = = Bernardo Francisco Flores, sepult. em 7 de Março, em jazigo, carneiro número 3655.
Nota: Bernardo Francisco Flores, nasceu por volta de 1805. Foi casado duas vezes: a primeira, a 06.06.1829, no Rio de Janeiro, com Maria da Conceição; e, a segunda, a 28.07.1831, com Ana Maria da Ascenção.


60. = = = = Comendador Antônio Luiz F. Pinto, sepult. em 12 de Junho, em jazigo, carneiro número 3682.


61. = = = = Conselheiro. José B. de Figueiredo, sepult. em 15 de Fevereiro, em jazigo, carneiro número 3648, perpetuidade número 58, do Marquez de Olinda.

Nota: O Conselheiro José Bernardo de Figueiredo, nasceu em 02.05.1772, no Rio de Janeiro, onde faleceu a 14.02.1854.

Matriculou-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra, a 07.10.1789. Doutor em Leis [14.06.1795].

Intendente do ouro do Rio das Mortes [1808]. Juiz de Fora do Cível, Crime e Órfãos da mesma vila [1811]. Provedor da Fazenda dos Defuntos, Ausentes, Resíduos e Capelas da mesma vila [1811]. Desembargador ordinário da relação da Bahia [1815]. Juiz de Fora da Cidade de São Paulo [1817]. Desembargador da Casa da Suplicação na Relação da Bahia [1818]. Desembargador de Agravos na casa da Suplicação da Bahia [1824]. Ministro do Supremo Tribunal de Justiça [1828]. Presidente do Tribunal de Justiça [1842, 1845 e 1848]. Aposentado [1849].

Conselheiro do Império [1828]. Cavaleiro Fidalgo [1830]. Dignitário da Imperial Ordem da Rosa [1845].

Filho de João Manuel de Figueiredo e de Josefa dos Santos Amorim.

Com geração do seu casamento, a 09.08.1807, no Rio de Janeiro, com Luiza Alexandrina Preciosa da Mota, nascida a 02.04.1787, no Rio de Janeiro, onde faleceu, de parto, em 26.06.1830.

Foram sogros do Marques de Olinda, também sepultado no mesmo Cemitério, e que já foi mencionado anteriormente, no ano de 1852, no sepultamento de seu filho do mesmo nome, Pedro de Araújo Lima.


62. = = = = Domingos de Mattos Vieira, sepult. em 30 de Maio, em jazigo, carneiro número 3684.

Nota: Domingos de Mattos Vieira, faleceu a 29 de Maio de 1854. Deixou geração do seu casamento com Emília Carlota Darrigue, que parece descender de Jean Baptiste Darrigue, natural de Saint Martin de Hinx, Landes, França, que passou ao Rio de Janeiro, antes de 1740.

Foram pais de Joaquim de Matos Vieira, nascido a 12.11.1836, no Rio de Janeiro, e falecido a 28.03.1908, em Lisboa, Portugal - . seus restos mortais foram transladados para o cemitério Père Lachaise em Paris. Foi agraciado com o título [Dec. 06.04.1889] de Barão de Matos Vieira.


63. = = = = Domingos J. P. Dias, sepult. em 18 de Janeiro, em jazigo perpétuo, carneiro número 3632. de José Soares Leite Godinho.
Nota: Domingos Joaquim Pereira Dias, foi casado no Rio de Janeiro, no início do mesmo ano de 1854, com Maria Antonia da Cruz, e faleceu em seguida.

Aqui ocorre um caso curioso. Ao falecer a 17.01.1855, foi sepultado no dia seguinte no perpétuo de José Soares Leite Godinho que, naquele mesmo ano de 1855, se casou com Maria Antonia da Cruz, a dita viúva de Domingos. O casamento de ambos, estão registrados no mesmo livro, com uma diferença de 100 folhas, de um para o outro.

Os fatos nos dizem que, Domingos teria falecido muito pouco tempo depois do seu casamento, e foi sepultado no perpétuo de José Soares. No entanto, este último, ou seu amigo ou "ämante" de Maria Antonia, com ela casou quase que imediatamente após o falecimento de Domingos. Estaria ele doente, e o casamento foi arranjado por alguma razão que ainda se desconhece ??

Não posso deixar de estranhar ele ser sepultado no jazigo daquele que, dias depois, se casaria com sua viúva.

Maria Antonia da Cruz (antes Dias, agora Godinho), também será sepultada neste cemitério, conforme se verá no ano de 1872.

Domingos Joaquim Pereira Dias talvez tenha alguma relação com o ítem 79.


64. = = = = Emerencianna T. A. Coutinho, Dona, sepult. em 9 de Fevereiro, em jazigo, carneiro número 3644.

Nota: Parece pertencer a família de Cândido Teixeira de Azeredo Coutinho, que tinha uma irmã de nome Emerenciana Candida de Azeredo Coutinho, também sepultada neste Cemitério, em 1860, e casada com Antonio Maria Teixeira.


65. = = = = Francisco de Veras Nascentes, sepult. em 22 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3637, perpetuidade do Dr. Bento Pinto P. R. de Sampaio..

Nota: Francisco de Veras Nascentes, era residente no lugar de Nazaré. Foi Juiz de Paz de Irajá, em 1833. Faleceu a 21 de Janeiro de 1854.

Por ocasião do seu enterro, foi feito o convite para o sepultamento no dia 22 de Janeiro, por seu meio-irmão Bento Luiz de Oliveira Braga, filho de Bento de Oliveira Braga e de Luisa Bernarda Ribeiro.

Era filho de outro Francisco de Veras Nascentes e de Luisa Bernarda Ribeiro, viúva de Bento de Oliveira Braga.

Foi sepultado no perpétuo do dr. Bento Pinto Ribeiro Pereira de Sampaio, seu primo, por parte de mãe ? Ribeiro Pinto de Sampaio e, também primo do primeiro marido de sua mãe ? Oliveira Braga, pois era filho de Manoel Pinto Ribeiro de Sampaio e de Rita Augusta de Oliveira Braga.


66. = = = = Ignacio J. Theodoro Madeira, sepult. em 1 de Setembro, em jazigo, carneiro número 3718. Benfeitor da ordem.


67. = = = = Izabel Ignez Dutton, Dona, sepult. em 9 de Fevereiro, em jazigo, carneiro número 3645, perpetuidade do Dr. Cândido B. de Souza Barros.

Nota: Isabel Ines Dutton, era carioca, nascida no ano de 1830, e falecida a 8 de Fevereiro de 1854, sendo sepultada no dia seguinte, no perpétuo de seu marido, o médico Cândido Brandão de Souza Barros, que também foi sepultado no Cemitério do Catumbi, conforme se dirá,adiante, no ano de 1872.

Filha de Samuel Dutton e de Simpliciana Rosa.

O casal deixou um filho, que não aparece na relação dos sepultamentos, porém consta do fichário do COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA, ficha encabeçada pelo nome de seu pai.


68. = = = = Jesuina Francisca Ferraz, Dona, sepult. em 26 de Dezembro, em jazigo, carneiro número 3764.


69. = = = = João Alves da Silva Porto, sepult. em 18 de Agosto, em jazigo, carneiro número 3713.

Nota: Sargento-Mor João Alves da Silva Porto, era lusitano, natural do Porto (Sé), falecido a 17.08.1854, no Rio de Janeiro. Filho de Antonio Alves e de Luiza Josefa de Novaes.

Foi casado, a 16.09.1822, no Rio de Janeiro, em casa da mãe da noiva, com Jacinta Benedita de Almeida, natural de Nossa Senhora do Desterro do Itambi, e falecida a 05.08.1840, no Rio de Janeiro, filha de Leonel Antonio de Almeida e de Gertrudes Benedita.

São terceiros avós de Vera Lafayette da Silva Porto, casada com Paul Gustave Joachim Yves Canet de Matos Vieira, que já foi citado anteriormente, na sepultura do General Lázaro José Gonçalves Júnior, nasceu em 1781 e faleceu a 29.12.1852. ? ano de 1852, número 39.

Paul Gustave, é neto de Joaquim de Matos Vieira, barão de Matos Vieira, e bisneto de Domingos de Matos Vieira, também sepultado neste Cemitério do Catumbi, a 29.05.1854, conforme foi dito acima, no número 62.


70. = = = = João de Siqueira Thedim (Camarista), sepult. em 23 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3737.
Nota: Houve no Rio de Janeiro, Augusto Thedim de Siqueira, nascido por volta de 1830. Veador de Sua Majestade a Imperatriz. Residiu em Bruxelas, com sua esposa, Joana Eufrásia de Oliveira Lisboa, nascida a 12.01.1830, no RTio de Rio, RJ - d.1875], neta de Luiz Marques de Oliveira, chefe do segundo ramo desta família Lisboa (v.s.), do Rio de Janeiro.

Há outro ramo, provavelmente da mesma família, procedente de do Dr. Joaquim Luiz de Souza Lobo e de Maria José de Siqueira Thedim. Foram pais de Alvaro Frederico Thedim Lobo, natural do Pôrto, Portugal, e falecido em 1911, no Rio de Janeiro.


71. = = = = João J. Marques de Castro, sepult. em 17 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3734.

Nota: João Joaquim Marques de Castro, serviu como Vice-Corretor da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, entre 1847 e 1848.

Com relação as referências genealógicas de João Joaquim Marques de Castro, vejo a indicação de duas pessoas com o mesmo nome: o primeiro, casado no Rio de Janeiro, em 1834, com Alexandrina Maria Alpoim; e, o segundo, também casado no Rio de Janeiro, em 1844, com Amélia Maria da Conceição.

Há grande indício de ser a mesma pessoa com dois casamentos. Não encontro o nome de Alexandrina, nas sepulturas da Ordem dos Mínimos de São Francisco, que ficavam nas catacumbas da sua Igreja de São Francisco de Paula. Teria falecido antes de 1844.


72. = = = = Joaquim J. de Oliveira Braga, sepult. em 13 de Março, em jazigo, carneiro número 3660.

Nota: A família Oliveira Braga, já foi citada anteriormente, no número 65 ? Ano de 1854.

Joaquim José de Oliveira Braga, serviu o cargo de Secretário da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, entre 1836 e 1837.


73. = = = = Joaquim José Teixeira, sepult. em 30 de Julho, em jazigo, carneiro número 3706, na perpétua de D. Maria Julia de Sampaio Teixeira.

Nota: Joaquim José Teixeira foi sepultado no perpétuo de sua esposa, Maria Júlia Sampaio, com quem deixou geração.

Deste casal descende grande parte da família Sá Brito, no Rio de Janeiro, que tem origem em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e remonta a José Sá e Brito, nascido por volta de 1753.


74. = = = = José A. de Azevedo, sepult. em 18 de Março, em jazigo, carneiro número 3663, perpetuidade de Manoel Alvares d'Azevedo.

Nota: José Alvares de Azevedo, nasceu a 08.04.1834, e faleceu jovem, a 17.03.1854,seis meses antes da solene inauguração do Instituto dos Cegos, idéia toda sua, realizada a 17.09.1854. Foi sepultado no dia seguinte, no perpétuo de seu pai, Manoel Alvares de Azevedo.

Ainda, por ocasião do seu falecimento, havia acabado de ser nomeado professor da Instrução Primária do mesmo Instituto. Era cego de nascimento, tendi sido educado em Paris. Ao voltar para o Brasil, cogitou na criação de uma Escola para cegos. Sabendo que o dr. Sigaud, médico da imperial camara, tinha uma filha cega, procurou-o e ofereceu-se para ser o mestre dessa menina que, em pouco tempo manifestou tantos progressos, que seu pai apresentou o jovem Alvares de Azevedo ao Imperador, que promoveu sua idéia na criação do mencionado Instituto.


75. = = = = José de França Amorim e Sá, sepult. em 14 de Novembro, em jazigo, carneiro número 3749.
Nota: José de França Amorim e Sá, nasceu por volta de 1820 e faleceu a 13.11.1854, sendo sepultado no dia seguinte. Foi casado com Lourença de Almeida França.

Foram pais do intelectual Luiz de França Almeida e Sá, nascido no Rio de Janeiro, a 11.11.1847. De 1866 a 1868, fez o curso de agrimensor na Escola Central. Exerceu várias comissões, como agrimensor, no Paraná e no Rio Grande do Sul. Em 1867, mediante concurso, obteve o lugar de praticante da recebedoria do município neutro (RJ), servindo-o até fins do ano seguinte. Obteve da Relação do Rio Grande do Sul provisão para advogar. Exerceu o cargo de Promotor Público, no Rio Grande do Sul e no Paraná. Primeiro escriturário da alfandega de Uruguaiana, em 1890, onde serviu também como inspetor. Em 1893 passou para Santos como Auxiliar das Conferencias da Alfandega e depois exerceu outros lugares da repartição da fazenda. Exercia em 1899, o cargo de primeiro escriturário do Tesouro Nacional. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Membro da sociedade Ensaios literários de Porto Alegre ? RS. No Rio Grande do Sul, fundou ä Sociedade Libertadora, em 1871; fundou a Sociedade Literária Philarmonica e Bailante, em 1876; fundou a Biblioteca Independente, em 1877; e fundou a Sociedade de Instruções e Recreio, em 1882..

Acredito que tenha alguma relação de parentesco com os Cruz Rangel. João da Cruz Rangel, filho do comendador Antonio José da Cruz Rangel, citado no ítem número 42, desta Parte II, foi casado com Maria Luiza de França e Sá.


76. = = = = José Maxwell, sepult. em 18 de Agosto, em jazigo, carneiro número 3712.

Nota: Joseph Maxwell, nascido por volta de 1772, em Gibraltar, e falecido a 17.08.1854, no Rio de Janeiro. Sepultado no dia seguinte no Cemitério o Catumbi. Estabeleceu-se no Rio de Janeiro.

Filho de Emmanuel Maxwell (da Irlanda) e de Catarina Maria (de Gibraltar, porém parece ser de origem portuguesa).

Deixou numerosa descendência de seu cas., em 20.10.1811, no Rio de Janeiro, com Maria Rosa de Souza, nascida a 22.09.1790, no Rio de Janeiro, onde faleceu a 16.01.1856, tendo sido sepultada no mesmo Cemitério.


77. = = = = José, filho de Francisco I. L. de Araújo, sepult. em 16 de Março, em jazigo, carneiro número 3662.


78. = = = = Luiz José Flores, sepult. em 25 do Setembro, em jazigo, carneiro número 3728.


79. = = = = Manoel Antônio Pereira Dias, sepult. em 1 de Março, em jazigo, carneiro número 3653.
Nota: Talvez tenha alguma relação com o ítem 63.


80. = = = = Manoel dos Santos Seabra, sepult. em 8 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3629.


81. = = = = Manoel Guedes Pinto, sepult. em 17 de Maio, em jazigo, carneiro número 3682.


82. = = = = Margarida M. Peixoto, Dona, sepult. em 22 de junho, em jazigo, carneiro número 3695, na perpétua de Antonio de Serpa Pinto.

Nota: Margarida Mariana Peixoto, nasceu por volta de 1824, e faleceu a 21.06.1854, e sepultada no dia seguinte, em perpétuo de seu marido Antonio de Serpa Pinto, nascida em 1813, em Portugal, e falecido a 05.02.1879, no Rio de Janeiro, na rua Barão da Gamboa, n.º 3. Serpa Pinto também foi sepultado no mesmo Cemitério do Catumbi, no dia seguinte.


83. = = = = Maria Angélica de Sant?Anna, Dona, sepult. em 21 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3635, perpetuidade de Roque Antônio Cordeiro.

Nota: Maria Angélica de Sant´Ana, era de origem mineira, nascida a 06.01.1773,na Freguesia da Boa Viagem - Belo Horizonte - Minas gerais, e falecida a 21.01.1854, no Rio de Janeiro.

Deixou geração do seu casamento, em 1789, na mesma Freguesia da Boa Viagem - Belo Horizonte - Minas gerais, com Roque Antônio Cordeiro, português, proprietário do jazigo onde sepultou-se sua esposa, natural da Freguesia de São Pedro de Sandim, Miranda do Douro, Portugal.

São avós da Viscondessa de Amoroso Lima, Maria José Castelões, nascida a 31.07.1835, no Rio de Janeiro, e falecida a 21.03.1910, em Petrópolis - Rio de Janeiro. Casada a 15.01.1853, no Rio de Janeiro, com seu primo, Manuel José Amoroso Lima, nascido a 20.04.1823,em Ponte de Lima, Portugal, e falecido a 13.02.1891, em Paris - França- Foi Visconde de Amoroso Lima.


84. = = = = Maria F. Borges, Dona, sepult. em 8 de Março, em jazigo, carneiro número 3656.

Nota: Maria Faustina de Oliveira Borges, serviu o cargo de Vigária do Hospital da Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula,no período de 1853 a 1854.


85. = = = = Maria Margarida da Rocha, Dona, sepult. em 19 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3735.


86. = = = = Marianna Josepha da C. Rangel, Dona, sepult. em 9 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3733

Nota: Sobre a família de Cruz Rangel, veja a Parte I, Ano de 1852, Número 23 ? Ana Teixeira da Silva; e Parte II, Ano de 1853, Número 42.

Maria Josefa Mascarenhas, nome de solteira, nasceu no Rio de Janeiro, onde faleceu a 08.10.1854, sendo sepultada no dia seguinte. Filha de Felizardo Dias de Carvalho e de Maria D. da Conceição.

Foi casada, a 06.08.1820, no Rio de Janeiro, com o Comendador Antônio José da Cruz Rangel ? citado nesta mesma Parte II, no Ano de 1853, no ítem número 42.



(continua)

Cau Barata

Resposta

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Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & - Parte III

#70343 | Cau Barata | 27 Jul 2004 03:53 | Em resposta a: #68714

Rio de Janeiro – 26.07.2004

Carlos Eduardo de Almeida Barata

Continuação


CAVANDO SEPULTURAS
CATUMBI

========== ANO DE 1855 ==========

87. Alexandre José P. da Fonseca, sepult. em 3 de Setembro, em jazigo, carneiro número 3866.

Notas: Alexandre José Pereira da Fonseca, Mestre de Noviços da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, de 1824 a 1825. Nasceu cercade 1796 e faleceu, em 1855, no Rio de Janeiro. Deixou geração do seu casamento com Maria Rosa Alexandrina de Jesus.

Ancestrais da família Pereira Bastos, de Petrópolis, Estado do Rio de Janeiro.


88. Antônio Alves da Silva Pinto, sepult. em 1 de Outubro, em jazigo perpétuo, carneiro número : 3880.

Notas: Antônio Alves da Silva Pinto , nascido cerca de 1793 e faleceu, em 1855, no Rio de Janeiro. Deixou geração do seu casamento com Ana Pereira Pinto. Seu filho, Antonio Alves da Silva Pinto Júnior, foi casado na família Machado Coelho, também com sepultura neste Cemitério- adiante, número 96.

Ancestrais da família Cosme Pinto, do Rio de Janeiro.


89. Antônio da Silva Chiapp, sepult. em 11 de Março, em jazigo perpétuo de D. Polucena da Silva Chiapp, carneiro número 3793.

Notas: Antônio da Silva Chiapp ou Chiappe, nascido cerca de 1805 e faleceu a 10.03.1855, no Rio de Janeiro, sendo sepultado no dia seguinte, no perpétuo de sua esposa D. Polucena da Silva Chiapp.

Casado, a 07.01.1829, no Rio de Janeiro, com Polucena Rosa de Sampaio, nome de solteira, falecida a 20.06.1866, no Rio de Janeiro, e sepultada no mesmo cemitério, conforme se verá adiante.

O casal deixou, pelo menos dois filhos, cujo nome consta do fichário do COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA, ficha encabeçada pelo nome de seu pai.


90. Antonio Gonçalves da Silva, sepult. em 3 de Julho, em jazigo perp. d« D. Maria Thomazia Pereira da Silva., carneiro número 3839.


91. Antonio José de Sampaio, sepult. em 18 de Março, em jazigo, carneiro número 3797.


92. Antonio José de Souza Rego, sepult. em 10 de Dezembro, em jazigo, carneiro número 3926.

Notas: Tenente-Coronel Antônio José de Souza Rego, Procurador da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, de1843 a 1844..

Patriarca da família Almeida Rêgo, por seu casamento com Maria Benedicta de Almeida e Souza, nascida em 1813 e falecida a 14.12.1881, na rua do Lavradio, número 126.

Tiveram seis filhos. São quintos avós de João Pedro Süssekind de Mendonça Barata, meu sobrinho e afilhado.


93. Baronesa de Caçapava, sepult. em 16 de Março, em jazigo na perp. de José de V. Soares Andréas, carneiro número 3795

Germana Rita de Brito da Vitória, natural do Rio Grande do Sul, e falecida a 18.03.1855, baronesa de Caçapava, por apenas quatro dias. Filha de José da Vitória e de Rita Rosa Cláudia de Brito.

Casada com Francisco José de Souza Soares de Andréa, nascido a 29.01.1781, Lisboa, e falecido a 02.10.1858, na Vila de S. José do Norte, RS. Filho de José Joaquim Soares de Andréa e de Isabel Narcisa de Santana de Jesus e Sousa.

Foi agraciado, por Dec. de 14.03.1855, com o título de barão com honras de grandeza de Caçapava.

Engenheiro Militar. Assentou praça voluntariamente no 2.º Regimento de infantaria [14.12.1796]. Cadete de 1.ª Classe [18.02.1797]. Matriculou-se na Real Academia de marinha, onde completou o respectivo curso. Alferes [15.08.1805]. Tenente [03.1807]. Capitão [07.04.1808]. Sargento-Mor graduado [13.05.1811]. Sargento-Mor [30.01.1813]. Tenente-Coronel graduado [06.10.1817]. Tenente-Coronel [04.11.1818]. Coronel Graduado [13.05.1819]. Coronel [12.10.1823]. Brigadeiro graduado [12.10.1826]. Brigadeiro [17.10.1836]. Marechal de Campo Graduado [15.02.1837]. Marechal de Campo [01.05.1839]. Tenente-General graduado [07.09.1842]. Tenente-General [15.11.1846]. Marechal do Exército e Grande do Império. Secretário do governo da prov. de Pernambuco [1818]. Governador das armas de Santa Catarina [08.05.1829 e 1839]. Governador das Armas do Pará [30.01.1830]. Governador das armas do Rio Grande do Sul [14.06.1840]. Vogal do Conselho Supremo Militar [02.12.1839]. Conselheiro de Guerra [22.07.1846]. Conselheiro de Estado extraordinário. Deputado à Assembléia Geral Legislativa, em três legislaturas, de 1839 a 1843. Presidente das seguintes Províncias: Pará [1835], Bahia (1836 e 1844), Santa Catarina (1839), Rio Grande do Sul (1840 e 1848) e Minas Gerais (1843).


94. Bernardo J. da Cunha Filho, sepult. em 18 de Abril, em jazigo, carneiro número 3807.


95. Constantino José Alves P. Filho, sepult. em 15 de Novembro, em jazigo, carneiro número 3914.


96. Constantino Machado Coelho, sepult. em 1 de Maio, em jazigo perp. de Manoel Machado Coelho, carneiro número 3813

Notas: Constantino Machado Coelho, nasceu por volta de 1819, e faleceu jóvem em 1855. Era irmão de Constança Augusta Machado Coelho e Castro, casada Antonio Alves da Silva Pinto Júnior, cujo pai, Antônio Alves da Silva Pinto, foi citado anteriormente, no ítem número 88.

Filhos de Manuel Machado Coelho e de Luiza Maria da Conceição, sendo seu pai o responsável pelo jazigo.

Constantino Machado Coelho foi casado com Mariana Barbosa de Assis que, depois de viúva, casou-se novamente, com seu irmão, Manuel Machado Coelho. Mariana era filha da BARONESA DE SANTANA, Maria José de Santana. Portanto, Mariana era irmã do importante empresário mineiro Mariano Procópio Ferreira Lage.

Constantino Machado Coelho e Mariana Barbosa de Assis, entre outros, foram pais da VISCONDE DE CAVALCANTI, Amélia Machado Coelho de Castro – por este casamento temos a união de dois poderosos clãs do Brasil Imperial, os Velho Cavalcanti de Albuquerque, proprietários de Engenhos de Açúcar, em Pernambuco, e os Ferreira Armond, que estão entre os maiores proprietários de fazendas de café, em Minas Gerais.


97. D. Constança M. de Araújo Vianna, sepult. em 4 de Setembro, em jazigo, carneiro número 3867

Notas: Constança Maria de Araújo Vianna, nasceu a 27.05.1837, no Rio de Janeiro, e faleceu jovem, a 04.09.1855, no Rio de Janeiro. Era a última filha dos MARQUESES DE SAPUCAÍ, Candido José de Araújo Viana e Ana Efigênia Vieira de Castro Ramalho, que teve sua história e genealogia dedicada em um dos vinte capítulos de meu livro “PRESIDENTES DO SENADO NO IMPÉRIO”.


98. D. Generosa Rosa Braga, sepult. em 16 de Maio, em jazigo, carneiro número 3817


99. D. Luzia Bernardina de Souza, sepult. em 28 de Julho, em jazigo, carneiro número 3853


100. D. Maria Carlota Pinto, sepult. em 8 de Junho, em jazigo perp. de Narciso José Pereira de Lacerda, carneiro número 3826.

Notas: Maria Carlota Pinto, talvez seja mãe de Narciso José Pereira de Lacerda, que era casado com Maria Henriqueta Ribeiro. Deste casal procede um dos ramos da família Oliveira Belo.


101. D. Maria de G. Mendes Paranhos, sepult. em 29 de Março, em jazigo perp. do José Ferreira da Silva Paranhos, carneiro número 3803


102. D. Rosa Buys Guimarães, sepult. em 25 de Agosto, em jazigo perp. de Joaquim Fonseca Guimarães, carneiro número 3861.

Notas: Rosa Carlota Buys, faleceu jovem, sendo sepultada no jazigo perpétuo de seu marido, Joaquim Fonseca Guimarães, natural da Freg. de Santo Ildefonso, Porto, e falecido a 25.07.1888. Era filha do brigadeiro Vicente Antonio Buys e de Michaela-de Visellac. Ele, filho de outro Joaquim da Fonseca Guimarães e de Antonia Rita da Fonseca.

Joaquim Fonseca Guimarães, depois de viúvo, casou em segundas núpcias, a 24.11.1855, com sua cunhada Júlia Matilde Buys, nascida a 27.12.1833, no Rio de Janeiro, onde faleceu 13.03.1898.


103. D. Rosa Florencia Brandão, sepult. em 5 de Dezembro, em jazigo, carneiro número 3924


104. D. Rosa M. de Oliveira, sepult. em 2 de Fevereiro, em jazigo perpétuo de João José Duarte, carneiro número 3775.


105. D. Rosalina Leite de Araújo, sepult. em 4 de Maio, em jazigo, carneiro número 3815.


106. Francisco A. de Castro Filho, sepult. em 21 de Dezembro, em jazigo, carneiro número 3936.


107. Francisco de P. Pereira Duarte, sepult. em 16 de Junho, em jazigo perp. de D. Carlota Joaquina B. Duarte, carneiro número 3829.


108. Francisco do Valle Guimarães, sepult. em 8 de Junho, em jazigo perp. de D. Alexandrina X. Alves Guimarães, carneiro número 3827.

Notas: Francisco do Valle Guimarães, faleceu a 08.06.1855, no Rio de Janeiro, e foi sepultado no perpétuo de sua esposa Alexandrina Xavier Alves, falecida a 16.09.1887, e sepultada no mesmo Cemitério.

O casal deixou, pelo menos um filho, cujo nome consta do fichário do COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA, ficha encabeçada pelo nome de seu pai.


109. Francisco José de Faria Mattos, sepult. em 3 de Março, em jazigo, carneiro número 3791.


110. Francisco José Ramos, sepult. em 30 de Novembro, em jazigo, carneiro número 3920.


111. Jacintho José Muniz Feijó, sepult. em 18 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3767.


112. João da Silva Lomba, sepult. em 23 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3894

Notas: O Capitão João da Silva Lomba, nasceu por volta de 1805, e faleceu a 23.10.1855, no Rio de Janeiro. Foi casado a 02.02.1829, no Rio de Janeiro, com Josefina Maria Rosa de Oliveira, falecida a 04.02.1859, no Rio de Janeiro, e também sepultada no Catumbi.


113. João Monteiro da Cunha Telles, sepult. em 21 de Julho, em jazigo, carneiro número 3850.

Notas: João Monteiro da Cunha Telles, Definidor da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, de 1850 a 1851.


114. Joaquim Gaspar de Almeida, sepult. em 12 de Dezembro, em jazigo perp. n. 14 de Joaquim Manoel G. de Almeida, carneiro número 3929.

Notas: O Dr. Joaquim Gaspar de Almeida, foi o patriarca desta família no Rio de Janeiro. Era natural de Varouche, São João Batista, Arcebispado de Évora e falecido no mesmo dia 12.12.1855. Sepultado no jazigo perpétuo de seu filho Joaquim Manoel Gaspar de Almeida. Filho de Manuel Garcia de Almeida e de Margarida Angélica.

Formado em Direito, e advogou na Cidade do Rio de Janeiro. Conhecido como o patrono dos processados pela devassa procedida por ordem de José Bonifácio de Andrada e Silva, no ano de 1822.

Dedicou-se ao processo de Domingos Alves Branco Moniz Barreto, João da Rocha Pinto, Luiz Manuel Alvares de Azevedo, Tomaz José Tinico de Almeida, José Joaquim de Gouvêa, Joaquim Valério tavares, joão Soares Lisboa, Pedro José da Costa Barros, João Fernandes Lopes, Joaquim Gonçalves Ledo, Luiz Pereira da Nóbrega e Souza Coutinho,José Clemente Pereira, padre Januário da Cunha Barbosa e padre Antonio João de Lessa, todos pronunciados na devassa a que mandou proceder José Bonifácio, para justificar os acontecimentos d dia 20.10.1822. Foram julgados inocentes, no Tribunal Supremo da Suplicação da Corte do Rio de Janeiro, por falta de prova, exceto João Soares Lisboa.

Deixou geração do seu cas., a 19.09.1812, no Rio de Janeiro, com Joaquina Francisca Josefa de Arrigada, natural de Horta, São Salvador, Ilha do Faial, e falecida a 20.01.1859, no Rio de Janeiro, filha de João Street de Arrigada e de Francisca Josefa. Não a encontro sepultada neste Cemitério.


115. José Bastos de Oliveira, sepult. em 23 de Outubro, em jazigo perp. de D. Jesuina Nunes Rangel, carneiro número 3895


116. José Bernardino de Sá, sepult. em 9 de Julho , em jazigo, carneiro número 3845. Barão da Villa Nova do Minho

Notas: José Bernardino de Sá, Secretario Graduado da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula. Definidor na Ordem Terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, nos períodos de 1850 a 1851, 1851 a 1852 e 1852 a 1853; etc.
Sobre o Barão da Villa Nova do Minho, já dei maiores esclarecimentos no item número 35, quando do sepultamento de seu filho.

José Bernardino de Sá, Visconde da Vila Nova do Minho, nasceu por volta de 1802, e faleceu a 08.07.1855, no Rio de Janeiro, e foi sepultado no dia seguinte, identificado como Barão da Vila Nova do Minho, enão como Visconde.

Já se encontrava no Rio de Janeiro, no ano de 1826, ano em que se casou com Joaquina Rosa de Jesus, que desfrutou do título de Viscondessa da Vila Nova do Minho pois, quando do seu sepultamento no mesmo Cemitério, vem identificada como Viscondessa da Vila Nova do Minho, conforme segue no ano de 1858.

Embora o casamento tenha ocorrido em 1826 (mesmo tendo uma filha nascida em 1825), somente foi registrado no ano de 1855, justamente quando do falecimento do Barão.

Joaquina Rosa era viúva (ou separada) de Manuel Ferreira Lisboa. Assim, possivelmente passou a viver com José Bernardino de Sá, desde 1825, no entanto, impedida de se casar. Teve três filhos com o Visconde e, possivelmente estando este adoentado, resolveram se casar, para legitimar suas descendência.

O título de Visconde foi passado a 11.04.1855, no mesmo ano em que registrou seu casamento e, no mesmo ano do seu falecimento. Talvez daí a razão dele aparecer nos documentos do seu sepultamento apenas como Visconde, o que nõ ocorre com sua viúva,que já vem atestada como Viscondessa.

Foram pais, entre outros, de Joaquim José Bernardino de Sá, que faleceu jovem, antes dos pais, a 02.04.1852, conforme foi dito no item número 35.


117. José Corrêa de Lima, sepult. em 6 de Outubro, em jazigo, carneiro número 3885.

Notas: José Corrêa de Lima, Presidente da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, nos períodos de 1830-1831, 1831-1832, 1832-1833, 1833-1834, 1834-1835, 1835-1837, 1837-1838, 1838-1839, 1840-1841, 1841-1843, 1843-1844., 1845-1846, 1846-1848, 1848-1849, 1851-1852, 1852-1853, 1853-1854, 1854-1855 e eleito para o biênio 1855-1856,quando faleceu .


118. José Dias Portugal, sepult. em 13 de Dezembro, em jazigo perp. de Bernardino de S. Ribeiro Guimarães, carneiro número 3931.

Notas: Bernardino de Souza Ribeiro Guimarães, era casado com Maria Manuela de Lima, e tiveram, pelo menos, uma filha, Olímpia de Souza Ribeiro Guimarães, nascida no Rio Grande do Sul, cuja descendência se ligou aos Macedo Soares.


119. José Guedes Pinto, sepult. em 11 de Setemhro, em jazigo, carneiro número 3871.


120. José Maria de Sá, sepult. em 4 de Dezembro, em jazigo na perp. de Júlio Malveiro de Sá, carneiro número 3923.

Notas: José Maria de Sá, Definidor da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula.


121. José Nunes Ferreira, sepult. em 22 de Novembro, em jazigo perp. de D. Antonia Augusta Oliveira Ferreira, carneiro número 3918.

Notas: José Nunes Ferreira, nasceu a 18.12.1800, no Rio de Janeiro (São José), e faleceu a 22.11.1855, na mesma cidade, sendo sepultado no mesmo dia, em jazigo perpétuo em nome de sua viúva, Antonia de Oliveira Ferreira.

Filho de outro José Nunes Ferreira e de Luiza Claudina Morete. Sua esposa, de solteira, chamava-se Antonia Angelica Macedo de Oliveira (e não Augusta), com quem se casou a 18.01.1834, no Rio de Janeiro. Ela nasceu a 28.03.1806, na mesma Cidade, onde falece a 17.08.1891. Era neta paterna do Capitão Vicente Carvalho de Oliveira, cujo nome foi perpetuado em um dos bairros do Rio de Janeiro: Vicente Carvalho. Com geração.


122. José Vicente Castagnier, sepult. em 13 de Julho, em jazigo perp. da viuva Castagner, carneiro número 3848.

Notas: José Vicente Castagnier, era francês, natural de Toulon (St. Jean). Já encontrava-se no Rio de Janeiro em 1827. Faleceu a 12.07.1855, sendo sepultado no dia seguinte, no perpétuo de sua esposa, Ana Maria Allfeld.

Foi casado, a 14.08.1827, no Rio de Janeiro, com Ana Maria Allfeld, natural de São Miguel, reino de Parcer (talvez Prússia), e falecida depois do marido. Filha de Georg Allfeld e de Isabel Allfeld.

O casal deixou, pelo menos uma filha, cujo nome consta do fichário do COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA, ficha encabeçada pelo nome de seu pai.


123. José Vicente da A. Coutinho, sepult. em 26 da Fevereiro, em jazigo perpétuo, carneiro número 3786.

Notas: José Vicente de Azeredo Coutinho, nasceu por volta de 1797, no Rio de Janeiro, onde faleceu a 25.02.1855, sendo sepultado no dia seguinte. Filho de José Vicente Rosa e de Ana Maria Joaquina.

Deixou geração do seu casamento, a 13.05.1821, no Rio de Janeiro, com Maria Rita de São Tomé de Azeredo Coutinho, natural de Macaé, Região Norte-Fluminense do Estado do Rio de Janeiro, e falecida a 19.10.1880, no Rio de Janeiro, filha de Alexandre Sevilhano de Azeredo Coutinho e de Emerenciana Maria de Jesus de Gusmão.

Em 1860, foi sepultada no mesmo cemitério, a filha Emerenciana Candida de Azeredo Coutinho.

Foram avós da CONDESSA DA MOTTA MAIA, Maria Amália São Tomé de Azeredo Coutinho Viana.


124. Laurinda Rosa de C. Bastos, sepult. em 10 de Abril, em jazigo perp. de Manoel Antônio Carvalho Bastos, carneiro número 3806.

Notas: Trata-se de Laurinda Rosa de Lima, filha natural de Antonio Alves Bastos e de Laurinda Angélica de Lima. Foi sepultada no jazigo de seu marido Manoel Antônio Carvalho Bastos, também sepultado neste Cemitério, no ano de 1868, conforme se vera adiante.

O casal deixou, pelo menos três filhos, dois deles, sepultados no mesmo Cemitério do Catumbi, conforme se dirá nos anos de 1860 e 1870. A terceira filha, que não aparece na relação dos sepultamentos, consta do fichário do COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA, ficha encabeçada pelonome de seu pai.


125. Lourenço M. Ferreira, sepult. em 4 de Novembro, em jazigo, carneiro número 3902.


126. Manoel de C. Paz de Andrade, sepult. em 19 de Junho, em jazigo, carneiro número 3832.

Notas: Manuel de Carvalho Pais de Andrade, nascido entre 1774 e 1778 (a 21 de dezembro),em Pernambuco, e falecido em 18.06.1855. Secret. Graduado da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula.. Coronel de Legião da Guarda Nacional. Presidente do novo conselho, eleito pelo povo pernambucano depois que a junta do Governo retirou-se do poder em dezembro de 1823, persistindo na presidência ainda depois da nomeação imperial de Francisco Paes Barreto, e foi quem nesse cargo, a 02.07.1824, proclamou a Confederação do Equador. Senador do Império, pela Paraíba.

Veja extensa biografia do Senador Manuel de Carvalho Pais de Andrade,na obra de Pereira da Costa- Pernambucanos Célebres, 1881, pág. 653.

Filho do Dr. Manuel de Carvalho Pares de Andrade, Mestre de Campo, que veio para Pernambuco, em 1774, acompanhando o Governador José César de Menezes, e de Catarina Eugênia Ferreira Maciel Gouvin.


127. Raymundo José de Menezes Fróes, sepult. em 3 de Maio, em jazigo perp. de D. Sabina Menezes Fróes, carneiro número 3814.

Notas Raimundo José de Menezes Fróes, nasceu por volta de 1805, e faleceu a 02.05.1855,no Rio de Janeiro, sepultado no dia seguinte no perpétuo de sua esposa, Sabina de Almeida, nome de solteira.

O casal deixou, pelo menos um filho, homônimo ao pai, cujo nome consta do fichário do COLÉGIO BRASILEIRO DE GENEALOGIA, ficha encabeçada pelo seu nome, e pelo de seu pai.
.


128. Rodrigo José da Costa Guimarães, sepult. em 14 de Julho, em jazigo, carneiro número 3849.

Notas: Rodrigo José da Costa Guimarães, Sacristão sepultura da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1836-1837.

Rodrigo José da Costa Guimarães, era português, natural de Nossa Senhora da Oliveira de Guimarães, arcebispado de Braga, de onde tirou o seu último apelido, adotado no Brasil, após sua migração. Era filho de João Antonio Vieira (Guimarães) e de Custódia Maria da Costa.

Foi casado, a 13.11.1839, no Rio de Janeiro, com Maria Francisco Gomes, natural do Rio de Janeiro, filha de Apolinário Francisco Gomes e de Ana Luiza.

(Continua)
Cau Barata

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Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & - Parte IV

#78991 | Cau Barata | 08 Dez 2004 18:44 | Em resposta a: #70343

CAVANDO SEPULTURAS

Rio de Janeiro, 08.12.2004
Carlos Eduardo de Almeida Barata

CATUMBI
Nota: Não esquecer que a lista que vem sendo divulgada refere-se aos Irmãos da Irmandade de São Francisco de Paula, sepultados no Catumbi, razão da quebra, por vezes, na numeração dos Carneiros. Assim, não se trata de uma lista completa.

========== ANO DE 1856 ==========

129. Anna A. Gonçalves (Dona), sepult. em 19 de Janeiro, em jazigo perpétuo do Doutor Albino Moreira da Costa Lima, carneiro número 3945

130. Anna Felizarda de Magalhães (Dona), sepult. em 7 de Fevereiro, em jazigo perpétuo de D. Daolinda Maria Magalhães Pereira, carneiro número 3955.

131. Anna Francisca Moreira (Dona), sepult. em 9 de Julho, em jazigo, carneiro número 4023

132. Anna, filha do Dr. Alb. M. da C. Lima, sepult. em 15 da Junho, em jazigo, carneiro número 4013.

Doutor Albino Moreira da Costa Lima já foi citado anteriormente, neste mesmo ano de 1856,quando do sepultamento de Anna A. Gonçalves (Dona), no carneiro número 3945, que penso ser sua esposa e, esta segunda Anna, a filha, como vem atestado.

133. Antônia (Dona), filha de Joanna E. Menezes, sepult. em 11 de Agosto, carneiro número 4034.

134. Antônio F. do Nascimento, sepult. em 9 de Abril, em jazigo perpétuo de D. Anna Joaquina do Nascimento., carneiro número 3986.

Antônio Ferreira do Nascimento, foi Definidor da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1839 a 1840. .

135. Antônio José da C. Bandeira, sepult. em 30 de Abril, em jazigo, carneiro número 3993

Antônio José da Cunha Bandeira, foi Definidor da Irmandade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1842-1843.

136. Antônio José M. Dias, sepult. em 10 de Outubro, em jazigo, carneiro número 4057.

Antônio José M. Dias foi Definidor da Irmandade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula.

137. Antônio T. de Barros, sepult. em 13 de Novembro, em jazigo perpétuo de João Teixeira Barros, carneiro número 4073.

138. Augusto da Cruz Rangel, sepult. em 7 de Novembro, em jazigo, carneiro número 4069.

A família Cruz Rangel teve grande atuação da irmandade da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula. Sobre esta família veja o ano de 1852, sepultamento de Anna Teixeira da Silva; o ano de 1853,sepultamento de Antônio José da C. Rangel; e o ano de 1854, sepultamento de Marianna Josepha da C. Rangel. Ainda, neste mesmo ano de 1856, foi sepultado José da Cruz Rangel.

139. Bernardo G. Carneiro, sepult. em 29 de Setembro, em jazigo, carneiro número 4052.

Bernardo Gonçalves Carneiro foi Definidor da Irmandade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1838-1839.

140. Cândido Leite de Araújo, sepult. em 2 de Dezembro, em jazigo, carneiro número 4080.

141. Catharina Persine (Dona), sepult. em 14 de Junho, em jazigo, carneiro número 4012

142. Constança Rosa de Souza (Dona), sepult. em 6 de Agosto, em jazigo, carneiro número 4032.

143. Emília A. de F. Mendes (Dona), sepult. em 7 de Abril, em jazigo, carneiro número 3985

144. Fernando Barboza da Silva, sepult. em 16 do Março, em jazigo, carneiro número 3974

Fernando Barboza da Silva foi Procurador da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula.

145. Francisca Thereza. de Jesus (Dona), sepult. em 19 de Agosto, em jazigo, carneiro número 4039.

146. Gregório José V. Henriques, sepult. em 11 de Outubro, em jazigo, carneiro número 4059.

Gregório José Vieira Henriques foi Definidor da Irmandade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1824-1825.

147. Izabel M. de Souza Camarinha (Dona), sepult. em 10 de Junho, em jazigo perpétuo de Carlos José de Souza, carneiro número 4011.

Isabel Maria ou Maria Isabel de Souza, provavelmente era filha de Carlos José de Souza. Nascida por volta de 1827 e falecida a 09.06.1856, no Rio de Janeiro. Foi registrada no seu sepultamento com o nome de casada, Izabel M. de Souza Camarinha, matrimônio que aconteceu a 11.11.1848, no Rio de Janeiro, com José Carlos de Souza Caminha.

148. João José Gonçalves Vieira, sepult. em 4 de Novembro, em jazigo, carneiro número 4067.

149. João Teixeira Bastos, sepult. em 22 de Junho, em jazigo, carneiro número 4017.

Comendador João Teixeira Bastos serviu como Definidor da irmandade da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1837 a 1838.

150. João Thomaz, sepult. em 2 de Dezembro, em jazigo perpétuo de Dona Ana Maria dos Santos, carneiro número 4079.

151. Joaquim dos Santos Coelho, sepult. em 29 de Agosto, em jazigo, carneiro número 4042.

152. Joaquim José Pedro Monteiro, sepult. em 3 de Julho, em jazigo, carneiro número 4022.

153. Joaquim Marques Dias Castro, sepult. a 19 de Agosto, em jazigo, carneiro número 4040.

154. Joaquina Rosa de Sant’Anna (Dona), sepult. em 4 de Setembro, em jazigo, carneiro número 4044.

155. Joaquina Rosalina de Freitas (Dona), sepult. em 30 de Maio, em jazigo, carneiro número 4009

156. Jorge Joaquim de Almeida, sepult. em 10 do Novembro, em jazigo perpétuo de Dona Rita Joaquina de Castro e Almeida, carneiro número 4070.

157. José Antônio Ferreira, sepult. em 1 de Julho, em jazigo, carneiro número 4021.

José Antônio Ferreira serviu como Sacristão da irmandade da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1841 a 1842.

158. José da Cruz Rangel, sepult. em 16 de Abril, em jazigo, carneiro número 3988.

A família Cruz Rangel teve grande atuação da irmandade da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula. Sobre esta família veja o ano de 1852, sepultamento de Anna Teixeira da Silva; o ano de 1853,sepultamento de Antônio José da C. Rangel; e o ano de 1854, sepultamento de Marianna Josepha da C. Rangel.

159. José Ferreira Maia Sobrinho, sepult. em 25 de Agosto, em jazigo perpétuo de Jeronymo M. Maia Nazareth, carneiro número 4041.

José Ferreira Maia Sobrinho, era carioca. Aqui surge uma questão curiosa, com relação ao jazigo em que foi sepultado. Diz a relação que tenho em mãos, que data de 1897, que foi sepultado no jazigo perpétuo de Jeronymo M. Maia Nazareth. Inicialmente houve erro de digitação no nome do proprietário do jazigo que, sem dúvidas, era uma sua esposa que, de solteira, chamava-se Girolama Maria Rombo, nascida a 23.05.1824, em San Pietro di Arena, Gênova, Itália, e falecida a 11.01.1889, no Rio de Janeiro. Filha de Nicola Andrea Francesco Rombo.

José Ferreira Maia Sobrinho havia se casado com Girolama (ou Jeronima), a 07.11.1844, no Rio de Janeiro, com quem teve uma filha:

Jeronima Augusta Maia, que deixou geração do seu casamento, a 26.05.1877, no Rio de Janeiro, com Frederico Pinheiro da Silva.

No entanto, o que considerei curioso foi que Girolama Maria, então proprietária do jazigo, aparece com o nome de casada de seu segundo marido. Como isso é possível ??? Ainda não sei explicar.

O mesmo nome aparece quando do seu sepultamento, a 11.01.1889, no mesmo Cemitério do Catumbi, neste mesmo jazigo 4041, onde vem atestada como Dona Jeronyma M. M. de Nazareth, ou seja, Jeronima (aportuguesamento que foi dado e Girolama) Maria Maia (do primeiro marido) Nazareth (do segundo casamento).

Girolama é antepassada do genealogista Gilson Caldwell do Couto Nazareth, por seu segundo casamento, no Rio de Janeiro, a 25.05.1857, com Sabino da Silva Nazareth Filho. São terceiros avós do confrade Gilson Nazareth, ou seja, pais de Alberto da Silva Nazareth, avós de Edgard da Silva Nazareth, bisavós de Oscar Carneiro Nazareth, e terceiro avós de Gilson Caldwell do Couto Nazareth.

160. José Francisco da Costa, sepult. em 9 de Setembro, no jazigo, carneiro número 4045.

José Francisco da Costa Velho esteve na Presidência da Irmandade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, em diversos períodos: 1850-1851, 1851-1852, 1852-1853, 1853-1854, 1854-1855 e 1855-1856.

161. José Gonçalves Pereira Simas. sepult. a 17 de Agosto, no jazigo perpétuo de José A. Rodrigues Passos, carneiro número 4038

162. José Joaquim dos Santos, sepult. em 24 de Fevereiro, em jazigo, carneiro número 2963.

163. José Maria da Conceição, sepult. em 31 de Julho, em jazigo, carneiro número 4030.

164. José, filho do Dr. José B. de Figueiredo, sepult. a 14 de Março, no jazigo perpétuo do mesmo Dr. José Bernardo de Figueiredo, carneiro número 3972.

Refere-se a José Bernardo de Figueiredo, filho, carioca, nascido a 09.06.1830, e casado no Recife – Pernambuco, com Claudina Gonçalves da Silva.

Seu pai, o Conselheiro José Bernardo de Figueiredo, também foi sepultado no Catumbi, a 15.02.1854, conforme ficou dito no ano de 1854, destas mesmas notas “Cavando Sepultura”, onde segue sua biografia.

José Filho era cunhado do pernambucano Marquês de Olinda, Pedro de Araújo Lima, casado com sua irmã Luiza Bernarda de Figueiredo.

165. Julieta C. M. de Magalhães (Dona), sepult. em 21 de Dezembro, em jazigo, carneiro número 4083.

166. Leocádia J. da Nat. Leal (Dona), sepult. em 27 de Fevereiro, em jazigo perpétuo de José Ferreira Leal, carneiro número 3964

167. Leonarda A. de L. e Castro (Dona), sepult. em 4 de Março, em jazigo perpétuo do Conselheiro Dr. Joaquim Alex. Manso Sayão, carneiro número 3968.

Leonarda Angélica L. de Castro, falecida a 03.03.1856, foi casada com Antônio José de Castro. Foi sepultada no jazigo de seu genro, o Conselheiro Joaquim Alexandre Manso Sayão, carioca, nascido a 08.03.1817, e casado com sua filha Guilhermina Angélica de Castro, que também será sepultada no mesmo Cemitério, a 15.12.1883, com o nome de Guilhermina Angélica de Castro Manso Sayão.

168. Lourenço Migueis, sepult. em 25 de Julho, em jazigo, carneiro número 4027.

Lourenço Migueis serviu como Sacristão da irmandade da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1844 a 1845.

169. Manoel J. R. Valle, sepult. em 30 de Novembro, em jazigo perpétuo de D. Maria José da Miranda Valle, carneiro número 4077.

Manuel José Ribeiro Vale, nasceu por volta de 1809, em São Salvador de Macedo, termo de Monção, Braga – Portugal, e faleceu a 29.11.1856, no Rio de Janeiro, onde foi sepultado, no dia seguinte, no Cemitério do Catumbi. Filho de Antônio José Martins Ribeiro e de Maria Joaquina Ferreira.

Deixou geração do seu casamento, a 19.11.1831, no Rio de Janeiro, com Maria José de Miranda, proprietário do jazigo onde sepultou-se Manuel, nascida a 03.10.1813, no Rio de Janeiro, onde faleceu a 29.05.1893, e foi sepultada no mesmo Cemitério, conforme segue no ano de 1893.

Tiveram cinco filhos, dos quais dois encontro sepultado no Catumbi, conforme segue nos anos de 1859 e 1866.

170. Manoel Pereira dos Santos Motta, sepult. em 4 de Março, em jazigo perpétuo de Dona Leopoldina da Silva Mota, carneiro número 3964

171. Manoel R. Fontainha, sepult. em 18 de Junho, em jazigo, carneiro número 4015.

A família Fontainha, conforme segue no Dicionário das Famílias Brasileiras, 1.º Tomo, Volume I, 1999, teve princípio em Martim Afonso Fontainha, nascido por volta de 1798, estabelecido em Juiz de Fora, Minas Gerais, onde deixou descendência de seu casamento com Cândida Pinto Ribeiro, filha de Marcelino Pinto Ribeiro, patriarca desta família Pinto Ribeiro, em Minas Gerais.

Consta no Dicionário que Martim Afonso Fontainha teria nascido por volta de 1823, o que não procede, pois houve falha na digitação final do referido verbete, que pulou uma geração intermediária entre Manuel Afonso e Eugênio Fontainha, que no Dicionário saiu indicado como seu filho.

A geração omitida foi a do filho de Manuel Afonso Fontainha, que chamou-se Joaquim Afonso Fontainha, este sim nascido por volta de 1823 que, do seu casamento com Antônia Cândida, teve o dito Eugênio Fontainha, portanto, neto de Manuel Afonso Fontainha.

A paternidade de Eugênio, que omitiu-se por erro de digitação, consta do Livro 2.º de Matrimônios de Juiz de Fora, fl. 131, quando do seu casamento com Cândida Halfeld, filha de Guilherme Justino Halfeld e de Maria Cândida Ferreira de Nazareth.

Manuel Ribeiro Fontainha, também parece ser filho Martim Afonso Fontainha e de Cândida Pinto Ribeiro, no entanto não tenho documento que comprove esta paternidade.

Sobre a importância dos Fontainha, no ensino, na Cidade do Rio de Janeiro, veja verbete que fiz, como co-autor, no livro sobre a história do bairro de Ipanema – Villa Ipanema, 1994, pág. 128 – “Colégio Fontainha”.

172. Manoel Antônio Pereira, sepult. em 20 de Junho, em jazigo, carneiro número 4016.

173. Maria Clara de Castro (Dona), sepult. em 5 de Junho, em jazigo perpétuo de Pedro José de Castro, carneiro número 4010.

174. Maria Joanna Bittencourt (Dona), sepult. em 29 de Março, em jazigo perpétuo do Ten. Gen. José M. da Silva Bittencourt, carneiro número 3979.

Tenente General José Maria da Silva Bittencourt, nasceu a 05.12.1795 e faleceu a 10.12.1875, no Rio de Janeiro, RJ. Filho do Tenente-coronel Eslebão José da Silva Bittencourt e de Teresa Josefa de Jesus.

Militar: Sentou praça [13.01.1808]. Alferes [09.04.1813]. Tenente [04.07.1818]. Capitão [04.11.1820]. Major [24.06.1822]. Tenente-Coronel [12.10.1827]. Coronel [06.05.1829]. Brigadeiro [02.12.1839]. Marechal de Campo [19.01.1849]. Vogal do Conselho Supremo Militar [05.04.1856]. Conselheiro de Guerra [17.09.1859].

Comendador da Ordem de São Bento de Aviz. Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro. Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa.

175. Maria Maxwell (Dona),.sepult. em 16 de Fevereiro, em jazigo, carneiro número 3959.

Refere-se a Maria Amália Maxwell, carioca, nascida a 30.01.1816, e falecida a 15.02.1856. Filha de José Maxwell, que foi sepult. em 18 de Agosto de 1854, em jazigo, carneiro número 3712, do mesmo Cemitério, conforme ficou dito no ano de 1854.

Maria Amália Maxwell foi casada a 14.12.1831, no Rio de Janeiro, com John Rudge.

176. Marianna B. Silva Pinto (Dona), sepult. em 18 de Setembro, em jazigo, carneiro número 4050.

Mariana Benedita da Silva Pinto foi Corretora da Irmandade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1828-1829. Nesta ocasião não aparece o seu último sobrenome – Pinto.

177. Marquês de Valenca, sepult. em 9 de Setembro, em jazigo, carneiro número 4046.

Estevão Ribeiro de Resende, Marquês de Valença, nasceu a 20 de Julho de 1777, na Fazenda Cacheira, Arraial dos Prados, Comarca do Rio das Mortes, Minas Gerais. Falecido a 8 de Setembro de 1856, no Rio de Janeiro. Sepultado, no dia seguinte, no Cemitério de São Francisco de Paula (Catumbi).

Filho do Coronel Severino Ribeiro e de Josefa Maria de Andrade. Neto paterno de Estevão Ribeiro e de Leonarda Maria de Souza. Neto materno de João Resende Costa e de Helena Maria Gonçalves. Magistrado.

Seguiu para Coimbra, em 1797. Matriculado no Curso de Filosofia da Universidade de Coimbra, a 30.10.1798; e no curso de Direito, a 29.10.1799. Bacharelou-se em 1804. Retornou ao Brasil, em 1810.

Desembargador da Relação da Bahia. Desembargador da Casa de Suplicação. Secretário de Estado dos Negócios do Reino. Deputado Constituinte. Intendente Geral da Polícia da Corte (Rio de Janeiro). Desembargar Honorário da Mesa do Desembargo do Paço e Deputado da Mesa de Consciência e Ordem. Ministro do Império. Deputado à Assembléia Geral Legislativa. Nomeado Senador (vitalício), por Minas Gerais. Ministro da Justiça. Presidente da Província do Mato Grosso. Presidente do Senado.

Títulos, honrarias e condecorações: Hábito de Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo. Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo. Grande do Império. Conselheiro da Casa Imperial. Oficial da Ordem Imperial do Cruzeiro. Fidalgo Cavaleiro da Casa Real. Foi agraciado com o título de barão de Valença, em sua vida, com Honras da Grandeza, por Decreto Imperial de 12.10.1825. Elevado ao título de conde de Valença, por Decreto Imperial de 12.10.1826. Conselheiro de Estado Honorário. Dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro. Grã Cruz da Ordem de Cristo. Finalmente, elevado ao título de marquês de Valença, por Decreto Imperial de 10.11.1848.

Secretário Graduado da Irmandade da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula.

A história, biografia e genealogia do Marquês de Resende, publiquei no livro “Os Presidentes do Senado no Império” - Uma Radiografia Histórica, Genealógica, Social, Política e Diplomática do Brasil Imperial. 1998, pags. 242-250 e 451-508.

178. Pedro filho, de Diogo Manoel Faria, sepult. em 23 de Janeiro, em jazigo, carneiro número 3948.

Pedro era recém-nascido, filho de Diogo Manuel Faria, casado em 1856, no Rio de Janeiro, com Clara Carolina, portanto, já prenha do filho Pedro.

179. Rita de C. Ramalho (Dona), sepult. em 20 de Maio, em jazigo perpétuo de José Machado Coelho, carneiro número 4006.

Rita de Cássia Vieira Ramalho foi Corretora da irmandade da Ordem terceira dos Mínimos de São Francisco de Paula, no período de 1836 a 1837.

Nascida por volta de 1802. Casada com Francisco Machado Coelho, nascido por volta de 1799. Foi sepultada no jazigo de seu filho, o Comendador José Machado Coelho, carioca, nascido a 07.06.1823, e falecido a 15.09.1882, na rua do Cosme Velho, 22 – Rio de Janeiro, sendo sepultado no mesmo Cemitério do Catumbi, conforme segue no ano de 1882.

A família Machado Coelho foi citada também, no ano de 1855, nos sepultamentos de Antônio Alves da Silva Pinto; e de Constantino Machado Coelho.

180. Thomaz X. da Motta, sepult. a 23 de Fevereiro, em jazigo perpétuo de Fructuoso Luiz da Motta, carneiro número 3962.

181. Visconde do Rio Bonito, sepult. em 12 de Novembro, em jazigo, carneiro número 4072.

João Pereira Darrigue Faro, nasceu a 09.07.1803,no Rio de Janeiro, onde faleceu a 11.11.1856, sendo sepultado no dia seguinte, no Cemitério do Catumbi.

No Dicionário das Famílias Brasileiras, Tomo I, Volume I, 1999, consta:

João Pereira Darrigue Faro, nascido a 09.07.1803, no Rio de Janeiro, RJ, onde faleceu a 11.11.1856. Na sua mocidade fez o curso de comércio no 1.º Banco do Brasil (fundado em 1808).

Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro [04.04.1826]. Cavaleiro da Ordem de Cristo [19.10.1827]. Comendador da Ordem de Cristo [19.10.1829]. Cavaleiro da Imperial Ordem da Rosa [15.08.1830]. Oficial da Ordem da Rosa [11.09.1843]. Moço Fidalgo da Imperial Câmara. Veador de Sua Majestade a Imperatriz.

Fez parte da Guarda de Honra de Dom Pedro I, alcançando o Posto de Major. Depois de 1831 comandou o batalhão Santa Rita, da Guarda nacional da Corte. Coronel da 5.ª Legião da Guarda Nacional. Acompanhou Suas Majestade a Bahia em 1826 como comandante do piquete de honra.

Exerceu as funções de Árbitro da comissão mista Luso-Brasileira [1834] e de Membro do Tribunal de Comércio.

Iniciou sua carreira política como vereador ao antigo Senado da Câmara da Cidade do Rio de Janeiro. Deputado à Assembléia Provincial do Rio de Janeiro [1842-1843 e 1844-1845]. Vice-presidente do Banco do Brasil. Vice-presidente da Província do Rio de Janeiro, exercendo por quatro vezes a Presidência [1850, 1852, 1853 e 1854].

Um dos fundadores da Sociedade Clube de Corridas, sendo nessa ocasião nomeado secretário [1847]. Membro da Comissão nomeada pelo Imperador em 1855 para organizar a Companhia Estrada de Ferro Dom Pedro II (mais tarde Central do Brasil).

Agraciado, sucessivamente, com os títulos de barão do Rio Bonito (2.º) [Dec. 25.03.1854]; e visconde com honras de grandeza do Rio Bonito [02.12.1854].

Com geração do seu cas., a 17.02.1830, com sua prima Mariana Joaquina da Fonseca [26.03.1812, Rio, RJ - 31.12.1841, idem], falecida antes da concessão dos títulos ao marido, neta paterna do 1.º barão do Rio Bonito.

Mariana Joaquina da Fonseca Faro, nome de casada, quando faleceu ainda não existia o Cemitério de São Francisco de Paula (Catumbí). Integrando com seu marido, o futuro barão e visconde, a irmandade de São Francisco de Paula, foi sepultada nas catacumbas da Igreja de São Francisco de Paula, no Largo de São Francisco e, no ano de 1850, foram seus restos mortais trasladados para o recém-inaugurado Cemitério da mesma Ordem, onde foi sepultado seu marido.


(Continua)
Cau Barata

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RE: Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & Outros

#94805 | JEGUE | 30 Jun 2005 23:59 | Em resposta a: #68064

Meu caro senhor: Vossa Senhoria realmente é uma glória para os descendentes da nobreza e para os pesquisadores dela. Tenho um enorme prazer em ler suas intervenções neste Fórum Luso-Brasileiro. De um grato, Jorge Eduardo Garcia

Resposta

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RE: Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & Outros

#94806 | JEGUE | 01 Jul 2005 00:09 | Em resposta a: #68064

Meu caro senhor: Vossa Senhoria realmente é uma glória para os descendentes da nobreza e para os pesquisadores dela. Tenho um enorme prazer em ler suas intervenções neste Fórum Luso-Brasileiro. De um grato, Jorge Eduardo Garcia

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RE: Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & Outros

#99268 | carloscdamasio | 03 Set 2005 14:25 | Em resposta a: #68064

Prezado Cau Barata,

Sou novo no Fórum e pesquiso a origem de minha família: Damásio que sei ser de origem portuguesa. Em seus dados encontrei o registro do falecimento JOSÉ ANTÔNIO DAMASIO, sepult. no dia 18 de Abril, em jazigo, carneiro número 2237. Será que vc possui mais informações sobre ele ou sobre essa família?

Resposta

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RE: Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & - Parte II

#99362 | vbriteiros | 04 Set 2005 19:33 | Em resposta a: #68714

Caro Cau Barata.
Junto ao Porto(Portugal) , em Paredes, existiu a Casa da Lomba dos Sequeira Thedim (Casa armoriada com bonita Capela).
Foi último senhor desta casa, Arnaldo de Sousa Guedes de Sequeira Thedim casado com D. Teresa Lobo de Ávila Negrão, com geração aqui em Portugal.
D. Teresa era bisneta do Dr. Manuel Nicolau Esteves Negrão, formado em direito pela Universidade de Coimbra,do Conselho de S. Magestade, COX, Corregedor do Crime , Desembargador do Paço,Chanceler-Mór do Reino e um dos fundadores da Arcádia com o nome de Elmano Sincero; proprietário dos Montes da Areosa (Porto).
Cumprimentos
Vasco Briteiros

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RE: Cavando sepulturas - Brasil/Portugal & - Parte II

#115683 | ligiap | 02 Abr 2006 23:15 | Em resposta a: #68714

Caro Cau Barata,

Terá, por acaso, mais informação sobre o número 81, Manuel Guedes Pinto?
Muito obrigada,

Lígia Portovedo

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RE: Cavando sepulturas - Brasil/Portugal - Parte III

#210935 | Rosa Q | 19 Out 2008 15:27 | Em resposta a: #70343

Caro Sr.Cau Barata,
Neste tópico no nº 112 consta João da Silva Lomba c/c Josefina Maria Rosa de Oliveira - teria maiores informações de dados dela?Muito grata pela ajuda.

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